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Turismo e Lazer

Batalha do Museu expande a cultura do Hip Hop em Brasília

Criado em 2012, o evento motivou o desenvolvimento de novas disputas no DF

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Batalha de MCs Batalha do Museu rap

 

Disputa final: Mc Stiff (à esq.) vs Mc Leví (à dir.)

Disputa final: Mc Stiff vs Mc Leví

Há dois anos a capital federal não tinha tantas batalhas relacionados ao Hip Hop. A única que reunia simpatizantes em Brasília, com encontros periódicos, era o “Calango Pensante” – duelo de Mc’s que ocorria uma vez por mês, sem data definida. Vendo a necessidade de encontros que fossem realizados com mais frequência e que atingissem maior número de pessoas, o Mc Zen, com apoio de outros Mc’s da região, criou a Batalha do Museu, realizada todos os domingos, às 16h, ao lado da Biblioteca Nacional.  O crescimento motivou outras disputas, como a Batalha do Neurônio e a Batalha da Praça é Nossa.

“Depois que a Batalha do Museu foi criada, percebemos que em toda cidade existem talentos ocultos. O DF tinha a cultura do Hip Hop, mas devido aos poucos eventos, o crescimento estagnou. Com esse frequente encontro, os Mc’s se aproximaram mais e a galera foi crescendo”, conta Zen.

Mc Zen

Mc Zen: “Em toda cidade existem talentos ocultos”

O que ajudou a ascensão da batalha foi o registro e a postagem de todas as disputas em um canal do Youtube. A tarefa era realizada, inicialmente, pelo Mc Kamorra. Pra ele, as postagens fizeram com que a batalha ficasse mais conhecida, atingindo nível internacional. “Pessoas que moram em outros países já entraram em contato comigo via Skype, dizendo que viram a batalha pelo canal”, conta.

Atualmente o responsável pelas publicações é o Mc Meleca, que posta os vídeos no seu próprio canal, “Meleca Vídeos”. Segundo ele, isso mantém a visibilidade do evento. “As publicações ajudaram de maneira significativa; com elas, a Batalha do Museu e o Hip Hop têm um alcance maior. Ao registrar cada vídeo, escrevo um pequeno resumo daquele dia e tento transmitir a cultura do Hip Hop para todo o Brasil”, conta.

Os dias e horários de cada batalha são pensados para que um não interfira no outro. A Batalha do Museu reúne pessoas do DF e entorno. Para o Mc Nauí, frequentador assíduo, é impressionante como o evento reúne os Mc’s. “Mesmo com a dificuldade de transporte nos finais de semana do entorno aqui pro centro, a gente vê o empenho das pessoas em vir participar”, conta.

Mc Nauí (à esq.) e Mc Meleca (à dir.)

Mc Nauí e Mc Meleca são presença constante nas batalhas

Entenda a batalha

O evento tem uma organização própria. Quem chegar primeiro organiza a lista com os nomes dos participantes, que só podem ser incluídos até as 16h, quando tem início a batalha. Os participantes são escolhidos por sorteio, já que o número máximo é de até 32 Mc’s – 16 para o card principal, com desafios individuais, e 16 para formar duplas.

Existem duas modalidades principais: estilo tradicional e bate e volta. É feito “par ou ímpar”, e o ganhador escolhe quem começa a disputa. No primeiro, o Mc “ataca” e o outro tem, em média, 45 segundos para concluir o ataque. O Mc que sofre o “ataque” tem o direito à resposta. Isso forma um round. São feitos dois rounds, e caso ocorra empate, seguem para a terceira rodada.

No estilo bate e volta, o primeiro Mc faz o “ataque” em oito versos e o Mc oponente responde com mais oito. Em seguida, a palavra retorna ao MC que começou; ele responde com mais quatro versos. O oponente, então, tem direito a outros quatro em resposta, e assim por diante, até que o ciclo se forme quatro vezes. Isso forma um round (8, 4, 4, 4 x 8, 4, 4, 4). Vence o Mc que ganhar dois rounds.

Os votos são computados por dois jurados e o público, todos com peso 1. Alguns critérios são considerados, como harmonia e inovação das rimas, entrosamento, performance e criatividade do Mc na improvisação. É proibida a utilização de palavras de baixo calão, citações racistas ou preconceituosas.

No perfil do Facebook  é disponibilizado o ranking dos vencedores, usado como caráter classificatório para participações em outras disputas.

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