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Um novo visual

Barbearias de Brasília fazem mais que barba, cabelo e bigode para conquistar fregueses

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As barbearias não servem apenas para cortar o cabelo. Antigamente existiam os barbeiros-cirurgiões que, além de ajudar no visual dos aldeões, faziam pequenas cirurgias, sangrias e cuidavam dos feridos de guerra. Na Idade Média, os médicos não faziam esse trabalho. Com o passar do tempo se tornaram confidentes de seus clientes e mestres na arte de cuidar da aparência do homem. No final do século XX, perderam espaço para os salões de beleza, mas hoje temos alguns exemplos de que para mudar não precisa perder a essência do negócio. Aqui, você pode conhecer dois exemplos da repaginada que os estabelecimentos estão fazendo para voltar aos tempos áureos da barbearia como um local sagrado para os homens.

Localizada no polo de modas do Guará II, desde 1998 a Barbearia di Vicente Manoel trabalha quase que exclusivamente com homens. “Os clientes vêm para cortar o cabelo e acabam ficando para tomar ma cerveja depois; para elas oferecemos apenas o corte,” explica o proprietário Hagá di Souto, como é conhecido no  moto clube que frequenta. O nome do estabelecimento é em homenagem ao pai. “Aqui começou com atendimento unissex, fazíamos todos os serviços de um salão normal. Morei algum tempo fora.  Passado algum tempo, resolvi voltar e montar um salão mais old school, parecido com o que eu tinha lá.”

]O local é decorado com uma geladeira com cervejas, whisky e muitos adesivos. Para sentar, poltronas de um antigo Boeing 737, da antiga Vasp, está entre as opções. Nas paredes, postêres de lendas do rock, como Elvis Presley e Jimmy Hendrix, estilo que também toca nas caixas de som da barbearia quase que 24h por dia, além de guitarras, telefones, moedas e cédulas antigas, e uma cadeira dos anos 50. “Às vezes estou cortando o cabelo e entra uma criança com um amigo. Normalmente ele só veio mostrar ao amiguinho o lugar legal que ele corta o cabelo.”

Di Souto morou 6 anos nos Estados Unidos e ministra cursos para algumas empresas de produtos de beleza, mas garante cobrar barato para que o cliente volte. Além disso, programas culturais ocorrem na rua em frente ao estabelecimento. Com ajuda da administração do Guará eles conseguem bloquear a via e deixar um espaço considerável para que os eventos ocorram. O último foi no dia 31 de maio, quando apreciadores de carros antigos e moto clubes se reuniram ao som de bandas de jazz e de blues. O programa de fidelidade, que dá um corte grátis após 10 carimbos, também chamam atenção, além de uma ótima relação com os clientes via redes sociais.

MULHER NÃO ENTRA

Outro exemplo de mudança nas barbearias é a BARbearia Universo Masculino, localizada no Hangar 5, ao lado do shopping Gilberto Salomão, no Lago Sul. Aberta há 2 meses e meio, o estabelecimento já começou a causar burburinho. Entre os diferenciais, estão: dia do noivo, noite do poker (às quartas-feiras), narguile, cervejas, clube do whisky, vídeo-game, entre outros. Os serviços de beleza oferecidos são somente para o sexo masculino. “Para as mulheres, temos uma espécie de convênio com o salão ao lado, onde elas podem fazer as unhas ou o cabelo enquanto o marido, ou namorado, está sendo atendido,” explica a proprietária, Naiara Borges.

Muitos utilizam o local para fazer novas amizades e contatos profissionais. “Já teve cliente que veio aqui com um problema e a gente conhecia um outro cliente com a solução e eles acabam fechando negócio aqui mesmo; há muita troca de cartões,” conta Naiara. A ideia surgiu quando trabalhava em outro estabelecimento. “Muitas vezes os homens chegaram e queriam fazer algum tratamento considerado mais ‘feminino’, mas quando percebiam a quantidade de mulheres no salão, remarcavam ou até desistiam.” O salão oferece tratamento capilar, corte, barbearia, depilação, alisamento de cabelo, manicure, entre outros. O local ainda oferece happy hour para que os amigos se reúnam depois do trabalho, antes de voltarem para sua casa, tomando uma cerveja, um whisky…

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