Meio Ambiente

Estádio Janguito Malucelli é exemplo de construção ecológica

Localizado em Curitiba, o eco-estádio foi concebido para causar o menor impacto ambiental possível

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Em meio a grande área verde do Parque Barigui, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Curitiba, capital paranaense, está localizado o estádio Janguito Malucelli, apelidado de Janguitão e o primeiro 100% ecológico do Brasil. Desde 2007, o JMalucelli Futebol S/A manda seus jogos no local. A capacidade é de cerca de 6 mil pessoas. Elas ficam admiradas com as peculiaridades da construção, que concilia simplicidade e consciência ecológica.

Arquibancadas construídas sobre um morro

Arquibancadas construídas sobre um morro

O Janguitão é cercado por aproximadamente 2 milhões de quilômetros quadrados de área verde e busca manter a harmonia com sua localização, o Parque Barigui. A grande novidade está nas arquibancadas, que foram escavadas em um morro existente no local. Ela é toda revestida por grama, plantada em todos os degraus, onde cadeiras e assentos verdes foram instalados. Os bancos de reserva, as escadarias e o placar foram construídos com madeira de reflorestamento e o ferro utilizado é proveniente de uma ferrovia desativada. As cabines de imprensa, bilheterias e lanchonetes seguem o mesmo conceito. Não houve utilização de concreto na construção do estádio.

“A primeira intenção, além da necessidade própria para os jogos oficiais do clube, foi a questão do local ser aprimorado para maior identificação com a denominação de Curitiba, a capital ecológica“, explica o empresário, presidente do clube e um dos idealizadores do projeto, Juarez Malucell. Ao ser construído, em 2007, no espaço que abrigava o centro de treinamento do clube, o estádio não trouxe apenas um ganho ambiental, como também vantagens econômicas ao JMalucelli. Para a construção foram gastos cerca de 150 mil reais em um prazo de seis meses, sendo inaugurado ainda em 2007.

Além de Juarez, o projeto do eco-estádio também teve participação de seu primo e empresário Joel Malucelli. Ambos pertencem à tradicional família Malucelli no Paraná, dona do Grupo JMalucelli, do qual Joel é fundador e presidente. O conglomerado possui mais de 40 empresas que atuam em diferentes ramos, como construtoras, emissoras de rádio e TV e bancos. Em 1998, decidiram aliar suas paixões por futebol à gestão do grupo, fundando JMalucelli Futebol S/A, primeiro clube-empresa do Brasil.

O Grupo JMalucelli, responsável pela administração do estádio, destacou o trabalho de reutilização da água no local e a preocupação do projeto com a segurança do torcedor, principalmente em dias chuvosos. “Os degraus das arquibancadas foram bem estudados e, ao serem finalizados, passaram por meses sendo tratados com grama especial, antes do uso propriamente dito. A chuva é absorvida pelo solo através da grama tratada e plantada nas arquibancadas, tudo de forma muito natural, excluindo-se assim, problemas por serem construídos literalmente em cima de um barranco”.

Por seu projeto pioneiro, o eco-estádio Janguito Malucelli já conquistou fama e repercussão mundial. Em 2010, foi rotulado pelo jornal britânico The Guardian, como o estádio mais verde do planeta. Em 2012, duas fotos do eco-estádio foram registradas em um livro da Princesa Takamado, da família imperial japonesa. O livro com as gravuras, hoje se encontra em destaque na sede do clube. Em 2014, foi eleito um dos 20 estádios mais raros do mundo pelo jornal inglês Daily Mail e, durante a Copa do Mundo, teve suas instalações utilizadas para treinamentos pelas seleções da Nigéria, Equador e Rússia.

Visita da comitiva da FIFA ao eco-estadio em 2013. Atrás, placar que não é eletrônico para evitar consumo de energia

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Estádios sustentáveis

O mundial disputado em 2014 no Brasil deixou também um legado de sustentabilidade, incentivado pelo Comitê Organizador Local (COL). Muitas ações foram planejadas para transformá-la em uma “Copa Verde”. Para isso, todos os estádios foram construídos ou reformados seguindo um padrão ecológico e sustentável. Até o fim de 2014, 8 dos 12 estádios da Copa do Mundo já haviam recebido o Certificado Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), selo de reconhecimento internacional entregue a construções ambientalmente corretas.

Estádio Mané Garrincha. Reinaugurado em 2013 e palco de sete partidas na Copa do Mundo

Estádio Mané Garrincha. palco de sete partidas na Copa do Mundo, recebeu selo entregue a construções ambientalmente corretas

O Mané Garrincha, de Brasília, foi um dos estádios a receber a honraria. O local possui um sistema de captação de água da chuva, composto por 5 reservatórios, onde ela é filtrada e tratada para ser reutilizada nos vasos sanitários e na irrigação do campo. Na cobertura, foram instaladas uma membrana autolimpante, que evita o desperdício de água para lavagem do local e cerca de 9.600 painéis solares para captação de energia solar.

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