Ciência e Tecnologia

Equipamento identifica câncer de pele com fotografias

Em até 10 minutos e utilizando zoom de até 70 vezes, é possível mapear pequenas alterações estruturais dos sinais do corpo

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#cancerdepele fotografia

Usar a tecnologia para identificar casos de câncer de pele em pacientes que possuem muitos sinais no corpo já é possível. Através de fotos macro, existe um equipamento que possibilita ao médico um exame mais preciso graças ao zoom que chega em 70 vezes. O mapeamento ainda garante agilidade, e pode ser concluído em até 10 minutos. Dependendo da quantidade de pintas que o paciente possuir, esse tempo pode se estender a duas horas. “Após o registro das fotos, é preciso analisar a assimetria das pintas, as bordas irregulares, cores irregulares e até o tamanho para saber se são malignas e se a remoção delas é necessária”, afirma o dermatologista Luciano Morgado.

O dermatologista Luciano Morgado considera o equipamento um grande aliado na detecção de sinais cancerígenos

O dermatologista Luciano Morgado considera o equipamento um grande aliado na detecção de sinais cancerígenos

As imagens são feitas em 800HD e o controle do exame é realizado com ajuda de um computador. A partir daí, o médico pode observar algumas características dos sinais e saber se existe irregularidade. Essas imagens são catalogadas permitindo comparação futura automática pelo próprio software do equipamento, o mole analyser, que considera o risco de a pinta ser maligna. No exame convencional, o dermatologista examina a olho nu e com um dermatoscópio manual, com aumento de 10 vezes, identificando potenciais suspeitas e recomendando o tratamento adequado.

Para identificar se as pintas são malignas é necessário analisar alguns fatores, como a assimetria. O especialista explica que elas devem ser redondas ou ovais. Se não tiverem uma forma definida, é preciso atenção. Bordas irregulares e cor devem ser observadas. Algumas possuem um tom de bege, marrom, preto, azul, branco ou vermelho. Outra questão é a evolução do sinal e o diâmetro: se é maior do que a borracha de um lápis, por exemplo.

O equipamento evita a retirada desnecessária de sinais que não são cancerígenos, mas é o médico quem faz a análise final dos exames, pois, a partir das imagens capturadas, é possível interpretá-las. O equipamento chamado Fotofinder, também auxilia na detecção precoce do melanoma, que é um dos cânceres de pele mais agressivos e com risco de levar o paciente à morte. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa é de 5.670 brasileiros portadores desse tipo de câncer, sendo três mil homens e 2.670 mulheres. Já o câncer de tipo não melanoma é o mais frequente no Brasil, e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

A biomédica Edylaine Castro explica que o uso da tecnologia na área da saúde é uma grande aliada, e facilita a precisão dos resultados. “Atualmente na área de saúde vivenciamos um cenário completamente diferente do que tínhamos há alguns anos”, observa ela. A especialista comenta que os avanços tecnológicos hoje são importantes aliados para os diagnósticos terapêuticos. “Facilitam e aceleram os diversos tratamentos. Sem dúvida é uma ferramenta de grande valia desde que utilizada de forma correta, pois quando mal utilizada pode trazer riscos à saúde”, afirma Edylaine.

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