Comportamento

Pessoas aproveitam momento zen no aniversário de Brasília

O evento teve como atração práticas budistas e recebeu cerca de 200 praticantes, um número superior a outras edições realizadas

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#Zen Meditação

Brasília recebeu várias atrações em comemoração ao seu aniversário. Uma delas foi o Picnik que está completando cinco anos de edição. O evento acontece quatro vezes por ano ao longo de 25 edições e oferece gastronomia e moda. Em meio as atrações mais agitadas, o momento de encontro consigo mesmo roubava a cena. Curiosos e praticantes do budismo assistiam e participavam das aulas que aconteciam ao ar livre.

Práticas voltadas tanto para o corpo como para a mente foram uma das atrações mais esperadas. Os espaços zen já fazem parte das edições do Picnik. Almofadas e panos são espalhados no chão, onde qualquer pessoa pode sentar e começar a ouvir as palavras de concentração dos guiadores.

Maria Cristina Rodrigues, 58 anos, é assistente social e praticante do budismo há mais de 15 anos e umas das professoras do evento. Maria fala que a intenção de levar esta prática para o Picnik é mostrar que para se obter qualidade de vida, não precisa de muito, basta guardar uns minutos e seguir algumas orientações. “A respiração, o corpo ereto o momento precisa de concentração para que se obtenha o resultado esperado”. A cada edição o número de participantes aumenta e com isso mais pessoas conhecem a prática do budismo e começam a aplicá-la no seu dia a dia.

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Felipe Ximenes aluno e praticante da arte marcial Wing Chun

O Picnik oferece algumas práticas voltadas ao bem-estar e ao relaxamento. Espaços Zen como Yoga, meditação e, neste ano, a prática de Wing Chun que é uma arte marcial interna chinesa, uma prática marcial que não prejudica o corpo. Felipe Ximenes, de 22 anos, é aluno e praticante da arte. Diz que as pessoas estranham quando ficam sabendo como funciona. “Wing Chun é totalmente o oposto de outras lutas chinesas que se conhecem por aí. Ela visa outro tipo de defesa, tem uma visão de longevidade”. Diferente da meditação, a postura correta para a arte chinesa é em pé.

Apenas sentar era o requisito exigido para participar das aulas. O budismo e o Yoga são práticas simples, basta sentar em silêncio e se posicionar como quiser. É comum que o corpo, ao ficar parado, sinta-se desconfortável e o praticante tenha que trocar de posição. A mente acorda quando se senta com a coluna bem ereta. A própria motivação da prática pode alternar entre interesse e desconexão.

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Ruth Maria Scaff vê a meditação como forma de cura e relaxamento

Ruth Maria Scaff, 64 anos, formada em comunicação social, mas no momento, trabalhando como educadora terapêutica, diz da extrema importância que espaços como esse oferecem para as pessoas que não têm costume e tempo para uma prática tão liberal como esta. Ruth diz que  essa interação que o Picnik disponibiliza com esse outro mundo faz toda a diferença mesmo que ainda seja meio fragmentado. Apesar de muitas pessoas acharem que a flexibilidade e idade atrapalham a prática, Ruth mostra que só precisa tomar iniciativa. “Quando comecei com o budismo já tinha mais de 50 anos e não conseguia nem sentar direito, agora, consigo chegar na posição correta sem muito esforço”

Os praticantes e organizadores informaram que além dos espaços para meditação e outros tipos de práticas eles também trazem um brechó de roupas, calçados e outros objetos que eles recebem para trabalhar com a prática do desapego e a generosidade. As pessoas que frequentam o brechó pagam o valor que quiserem. As peças não tem preço fixo e os valores arrecadados são doados para ONGs, creches e outras locais que precisam de ajuda.

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