Economia

Bitcoin: a moeda mais valorizada e menos conhecida do mundo

A moeda é relativamente nova e obedece às leis do mercado; a cotação é simples: oferta e procura determinam o quanto ela vale

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Bitcoin não é uma forma de pagamento, como cartão de crédito, débito, paypal ou boleto. Bitcoin é uma criptomoeda, comparável, em alguma proporção, ao real, o dólar, o peso, a libra e por aí vai. Como toda moeda, o bitcoin tem cotação. Na data de fechamento desta reportagem, 25 de maio de 2017, Ƀ 1 (um bitcoin) valia R$ 11.422,66. Ou seja, uma moeda valiosa.

A variação da cotação da bitcoin depende de seus usuários. Por ser uma moeda livre, independente de qualquer país ou banco, ela  obedece rigorosamente à lei de oferta e da procura. Criada em 2008 pelo australiano Craig Wright, a moeda virtual é relativamente nova, mas já garantiu sua força. Tanto que, em recentes casos, hackers sequestraram filmes, computadores e sistemas e pediram o resgate em bitcoins. Mas nem tudo são flores. Por não ter a necessidade de uma agência fiscalizadora, não existe uma legislação para a utilização dessa moeda, é um investimento de risco e seu rastreio é mais complexo.

Por ser uma moeda mais recente, poucas pessoas ouviram falar nela e a quantidade de pessoas que a utilizam é ainda menor. Mas quem usa, não reclama. É o caso do arquiteto Guilherme Collevatti, de 27 anos. “Eu já tinha visto noticia em rede social, mas meu contato real mesmo foi quando fui fazer uma compra na internet e me ofereceram a opção de comprar utilizando bitcoin. A partir desse momento eu tive que entrar em um site que tem a cotação e faz transações pra você comprar e vender bitcoin. Foi tudo online. Tirei foto do meu documento de identidade e eles pedem pra você fazer uma selfie com o cartão e a identidade pra aprovar o cadastro”.

Apesar de instável, a Bitcoin ainda é a moeda mais valiosa existente no mundo

Apesar de instável, a Bitcoin ainda é a moeda mais valiosa existente no mundo

Depois que o cadastro é concluído, o usuário transfere reais para o site e garante créditos. Com esses créditos, o cliente compra o bitcoin, faz uma carteira online e transfere os bitcoins do site de transação. Depois disso, conclui a transação de acordo com o site que ofereceu a bitcoin como forma de pagamento. “O mais complicado é cotar, transferir o dinheiro da sua conta pro site que faz a transação de compra de bitcoin, comprar a moeda e transferir para a carteira virtual. As informações ainda são muito desencontradas”, pontua Collevatti.

Para a professora de economia da Universidade de Brasília, Maria de Lourdes Mollo, a moeda é complicada. “Quanto maior o espaço em que circulam, e o número de transações que fazem, maior é a necessidade de controle. Moedas virtuais são problemáticas porque são privadas, e entre outras coisas buscam fugir de tributação e do controle em geral da autoridade monetária, podendo dar lugar a comércios proibidos, o que requer que o Banco Central busque controlá-las sempre”, alerta.

Bitcoin é uma moeda complexa e simples ao mesmo tempo. Simples porque você pode comprá-la e vendê-la usando sua moeda preferida e complexa a partir do momento que você tenta entender o funcionamento. Desde o começo do ano, o bitcoin está valendo mais do que o dobro: no primeiro dia de janeiro de 2017, a criptomoeda estava cotada a US$ 957, cerca de R$ 3.150. Agora, a moeda virtual registra um aumento de mais de 130%. Ainda, a principal variação está nos últimos meses, que registrou mais de 400%, de acordo com o site especializado em cotações e moedas, Poloniex.

Quer comprar Bitcoins? Existem alguns sites que explicam e permitem fazer as transações. São alguns deles:

https://foxbit.com.br/
https://www.mercadobitcoin.com.br/
https://www.bitcointoyou.com/

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