Economia

Empreendedorismo e mudança de área são alternativas para quem está desempregado

Segundo especialista, instabilidade e pouca oferta de empregos criam cenário favorável para buscar outras áreas de atuação

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A economia encolhe. Diminuem o número de vagas ofertadas. Pessoas perdem o emprego. No entanto, para o economista José Luiz Pagnussat, o momento de crise é ideal para aqueles que querem empreender, pois incentiva a busca de produtos mais populares, com custo de produção menor e preço mais acessível. É o tipo de cenário que abre espaço para o empreendedor. “O Brasil já é o País mais empreendedor do mundo. Tem toda uma legislação favorável como microempreendedorismo individual. É um mercado de trabalho que cresce até nos momentos de crise e se torna uma boa alternativa para as pessoas gerarem sua renda e garantir sua sobrevivência”, afirma.

Para o especialista, a economia do DF, assim como a nacional, já demostra crescimento depois das dificuldades de 2016 e, aos poucos, o dado irá refletir positivamente no mercado de trabalho. “Todos os indicadores dos setores produtivos estão indicando uma retomada do crescimento. Mesmo que lenta, você  tem um reflexo nos empregos . Então, é um processo natural com alguma defasagem”, aponta.

Diante das incertezas e instabilidade, Jeferson Sousa, 24, por exemplo, após ser demitido, decidiu investir no mercado de calçados por meio do e-commerce. “Eu comecei a empreender em março de 2016, após ter saído da empresa por uma redução do quadro de funcionário. É coisa de louco deixar um emprego fixo para se arriscar no empreendedorismo, mas vejo a crise que o país passa como uma oportunidade para descobrimos nosso potencial e investir”.

Já a dona de casa Ijanira Regina da Silva, 51, moradora do setor de chácaras de Planaltina, viu na perda do emprego a oportunidade de buscar outras áreas para trabalhar. “A empresa que eu trabalhava fez uma demissão coletiva. Aqueles que queriam sair fizeram acordo e foram demitidos. Eu agora estou recebendo o seguro desemprego, e para complementar a renda cuido de crianças. Isso ajuda, porém, apesar do dinheiro que ganho, fico preocupada com minha aposentadoria, pois não tendo um emprego de carteira assinada é mais difícil pagar o INSS ”, comenta.

Para aqueles que buscam por uma vaga no mercado ou querem mudar de área, José Pagnussat diz que é preciso ter  atenção e observar os segmentos que já estão se recuperado. “Alguns setores reagem de formas diferentes em função da crise e em função da retomada do crescimento. E então as pessoas que estão buscando emprego, buscando atividade no mercado de trabalho, podem olhar com algum cuidado, direcionar o seu foco para esses setores”, orienta.

O especialista diz ainda que  setores como comércio e serviços  tiveram uma queda na demanda durante o período de crise, porém,  já reagem positivamente na retomada dos postos de empregos. “É com alguma lentidão, mas como é um mercado maior, e que no caso de Brasília representa mais de 90% da renda gerada, acaba sendo o mercado que a pessoa que busca emprego deve olhar”, sugere.

Instabilidade

Segundo levantamento da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada em abril, pela Companhia de Planejamento do DF

São atendidas aproximadamente 1.375 pessoas por dia nas agência do trabalhador do DF.

São atendidas aproximadamente 1.375 pessoas por dia nas agência do trabalhador do DF, buscando por vagas, emissões de carteiras de trabalho e atendimento ao seguro desemprego

(Codeplan), o número de postos de trabalho ofertados no mês de março foi de mil novas vagas. No entanto, a pesquisa também mostrou que o número de pessoas sem ocupação teve aumento no período anterior, em fevereiro, ao passar de 20% para 20,7%.

Em março, o total de desempregados foi estimado em 336 mil, aumento de 14 mil pessoas em relação ao mês anterior. De acordo com a pesquisa. o crescimento da taxa de desemprego deve-se ao aumento do contingente de pessoas no mercado de trabalho do DF: 15 mil, ou 0,9%, quando o número de postos ofertados registrou alta de 0,1%, o equivalente a 1000 novas vagas registrada no período.

Esse aumento registrou-se setorialmente, e o no mês em que foi realizado a pesquisa, o número de ocupados foi de 1.289 pessoas. O único setor que registrou aumento foi o de serviços, que apresentou crescimento de 1,4%, o equivalente a 13 mil postos. O setor de Comercio registrou queda, foram 9 mil postos a menos, ou -3,8%. Na Construção Civil o percentual foi de -6,3% ou -4 mil, e na Indústria de Transformação -4,3%, ou -2 mil.

A pesquisa também mostrou que entre os meses de janeiro e fevereiro de 2017, o rendimento médio das pessoas ocupadas subiu entre 5% e 6,4%, para os assalariados, os quais passaram a equivaler a R$ 3.390 e R$ 3.798, respectivamente. Já para os trabalhadores autônomos, o rendimento médio real cresceu pouco, um percentual de (0,6%) passando a equivaler a R$ 1.906.

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