Economia

Microempreendedorismo pode ser a saída para o desemprego

Microempresas estão reagindo à crise, com geração de emprego e renda no Brasil

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#CriseEconomica #Empreender #Microempreendedorismo

Em meio à crise financeira e aos altos índices de desemprego no país, muitas empresas são afetadas, algumas acabam falindo e outras se reerguem e buscam maneiras de se equilibrar na atual corda bamba econômica. De acordo com o Sebrae, que atual na área de micro e pequenas empresas, de janeiro a abril de 2017, os micro e pequenos negócios aumentaram os quadros de funcionários em 104,6 mil. No mesmo período de 2016, o número teve saldo negativo de 65.100 empregos. O investimento em microempresas gera novos empregos e consequentemente diminui os índices de desemprego.

Segundo o economista Newton Marques, a crise financeira pode influenciar para um microempreendedor na queda de renda do consumidor e consequentemente, na queda do faturamento. O microempreendedorismo pode ser uma saída para o brasileiro. “É uma possibilidade interessante porque o desempregado tem condição de emprego e renda. Vai depender do tipo de negócio”, explica o economista.

“A expectativa é de crescimento constante. Vamos torcer se que a crise política se resolva rápido para facilitar esse crescimento", Igor Souza, proprietário do Oásis Hookah

“A expectativa é de crescimento constante. Vamos torcer se que a crise política se resolva rápido para facilitar esse crescimento”, Igor Souza, proprietário do Oásis Hookah

Muitas áreas do mercado aproveitam para se beneficiar com a recessão. Igor Souza, 31, investiu algumas economias e, aliado à venda de um automóvel e à rescisão do contrato de trabalho para abrir seu negócio. Desde 2014 é proprietário de um bar especializado no uso de narguilés em Brasília. “Hoje, a empresa é minha única fonte de renda, apesar disso, o foco é sempre ela. Contas e reinvestimentos são feitos primeiro, seguido das contas pessoais; o que sobra, fica como fundo de caixa para a empresa”, ressalta.

Paula Martins está desempregada há 2 anos e sempre teve o desejo de abrir uma empresa, porém, tem receio pelo atual quadro financeiro do país. “Eu juntei um dinheiro e acho que pode ser minha hora. Eu sei que pode ser arriscado, mas preciso tentar”, ressalta. Aos 24 anos, Paula ainda não sabe exatamente em que segmento vai investir.

Crise política

A crise política também afeta a economia do país. Os recentes escândalos envolvendo corrupção desestabilizam o mercado financeiro e os empresários necessitam de um ambiente econômico positivo e estável dos governos. “Caso contrário não há interesse em investir”, justifica Newton Marques.

De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor, estudo sobre empreendedorismo utilizado pelo Sebrae, o empreendedorismo tem uma grande expectativa para o futuro, onde 75% dos novos empresários estão em busca de uma área especifica para atuação. O empresário Igor Souza afirma tentar ser positivo diante da situação: “A expectativa é de crescimento constante. Vamos torcer se que a crise política se resolva rápido para facilitar esse crescimento. ”

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