Educação

Simulações incentivam o aluno a debater problemas atuais e históricos

Atividade extracurricular simula o funcionamento de órgãos nacionais e internacionais

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A competição pelo acesso às universidades e os apelos tecnológicos tendem a fazer com que os jovens se envolvam num mundo seletivo de informações. A escola tem papel decisivo para que os estudantes adquiram conhecimento além do exigido nas provas de seleção ao ensino superior. Com esse intuito, uma ferramenta utilizada em algumas escolas são as simulações, onde os alunos representam a atuação de membros de órgãos nacionais e internacionais ou de personagens históricos.

As simulações incentivam o aluno a pesquisar, discutir, negociar e propor soluções para grandes problemas atuais e históricos. Os temas são voltados para a diplomacia, questões tratadas pela Organização das Nações Unidas, para a área jurídica, a legislativa, empresarial e fatos históricos tais como o Tratado de Versalhes ou Revolução Francesa.

2 Simulações incentivam pesquisar, discutir e negociar

Simulações incentivam pesquisar, discutir e negociar

Segundo o diretor-executivo da Internationali Negotia, empresa que aplica simulações em escolas, João Victor da Araújo Tocantins, o processo das simulações complementa aspectos importantes na formação do aluno: análise de problemas, capacidade de negociação, desenvolvimento da oratória e da etiqueta, ou seja, o comportamento do jovem dentro de contextos específicos. “Tais habilidades contribuem para o acesso ao mercado de trabalho”, conclui João Victor.

A psicóloga e coordenadora de projetos do Galois, Mariana Ribeiro, diz que a escola não deve se preocupar somente em ensinar as matérias tradicionais, “mas também com projetos que incentivem o aluno a colocar a mão na massa”. A coordenadora acrescenta que as simulações agregam muito aos alunos: “Na habilidade de falar em público, em negociar, em ouvir, em argumentar. Incentivam a pesquisa e a elaboração de documentos”.

Novos horizontes

Não é difícil constatar os efeitos do processo. O principal deles é despertar nos jovens o interesse por assuntos relevantes, mas pouco debatidos na faixa etária deles. Por consequência, o senso crítico é apurado para que enfrentem a enxurrada de informações recebidas, em especial, nas redes sociais.

Pelo lado dos pais, a recepção é positiva: “Principalmente, nos pais dos alunos do ensino fundamental. Como no ensino médio há um foco maior no ingresso à universidade, diminui um pouco o interesse” explica Mariana Ribeiro.

3 'Meus filhos amadureceram' (Lucyana Vega)

‘Meus filhos amadureceram’ (Lucyana Vega)

A relações públicas Lucyana Vega é mãe de Lucas, 14, que simula desde o 6º ano, e fica impressionada com o conhecimento geopolítico adquirido pelo filho. Além disso, “há um amadurecimento: na postura, no momento de falar, de ouvir, no respeito pelo próximo. Nesse mundo de intolerâncias, em que as pessoas não querem ouvir, o aluno tem que parar para ouvir e saber argumentar”. Lucyana acrescenta que também aprendeu muitas coisas ao acompanhar e apoiar o filho nas simulações.

A estudante Luísa Valadares, 16, cursa o 2º ano do ensino médio e já fez sete simulações. Luísa aprova a iniciativa das escolas em promover os eventos, porque aprofunda assuntos relativos ao vestibular, principalmente, os comitês históricos. Luísa aborda também o desenvolvimento do senso crítico: “No dia-a-dia a gente, no máximo, ouve o rádio vindo para escola e vê o jornal de noite em casa. No entanto, é uma opinião já formada.  Nas simulações somos obrigados a pesquisar em fontes diferentes, o que faz a gente formar nossa própria opinião”.

Muitos universitários passaram pelas simulações. As temáticas podem, inclusive, ajudar na escolha da carreira. “Tive que ler legislações e isso me deu uma amplitude com relação ao Direito. Ainda teve o desenvolvimento da dicção e da oratória que foi fundamental”, explica Caio Felipe Vieira, 22, que cursa o oitavo semestre de Direito na Universidade de Brasília. Outro aspecto importante para Caio foi a bagagem de conhecimento que adquiriu: “Ajuda até hoje no entendimento de assuntos atuais, principalmente, nos internacionais”.

Internationali Negotia

A Internationali Negotia é uma instituição que executa simulações em vinte e dois estados e no Distrito Federal. O processo desenvolvido pela empresa é conhecido como Modelo Internacional do Brasil, MIB, que é seletivo e se afunila durante o ano.

A Internationali Negotia faz simulações em escolas do DF

A Internationali Negotia faz simulações em escolas do DF

João Victor Tocantins explica o funcionamento do MIB: “Primeiro acontecem as simulações internas nas escolas particulares e a Internations, que é o nosso programa social com alunos da rede pública com as inscrições subsidiadas. É aberta a qualquer escola do Distrito Federal”.

Os alunos que mais se destacarem nas simulações internas e na Internations participam do MIB regional. Até essa etapa, os participantes são divididos em três níveis: o primeiro grupo com alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental; o segundo com os do 8º e 9º anos; por fim, os estudantes do ensino médio.

Em dezembro, é realizado o MIB em âmbito nacional, com a participação de 150 delegados. O estudante que melhor se apresentar é selecionado para participar de uma simulação que acontece na Universidade de Havard, nos Estados Unidos.

Para conhecer mais sobre como funcionam as simulações, acesse site.internationali.com.br

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