Saúde

Teste da Linguinha: mais qualidade de vida para os bebês

A língua presa, uma alteração comum entre os recém-nascidos, é fácil de ser identificada por meio do exame

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Um teste pouco conhecido pelos pais, mas eficaz no diagnóstico da língua presa. Esta imperfeição pode causar alterações na amamentação e durante o crescimento de um bebê. Em 20 junho de 2014, entrou em vigor a Lei 13.002 que determina a realização obrigatória do Teste da Linguinha em todos os hospitais e maternidades do País. A lei exige que instituições de saúde públicas e particulares estejam preparadas para oferecer o exame. O objetivo é detectar se existe alguma alteração no chamado frênulo, membrana que liga a língua à parte inferior da boca, também conhecido como freio. O procedimento para a correção do problema é simples, podendo ser realizado por pediatra ou dentista.

O militar Cristiano da Silva precisou levar o filho para fazer o procedimento de correção do frênulo. O diagnóstico foi feito por meio do Teste da Linguinha realizado seis meses depois do nascimento de Vinícius. “Ao longo dos meses, percebemos que não havia dificuldade em mamar, mas poderia se tornar uma complicação na fala. Assim, fomos orientados a realizar o procedimento de correção, pois quanto antes, menos complicações e mais rápida a recuperação”, comenta. Hoje, Vinicius está com três anos e não apresenta dificuldades na fala.

A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia defende a importância da realização do exame no momento do nascimento ou ainda na maternidade. Quando isso não for possível, deve ser realizado até o sexto mês de vida do bebê. O problema, que não prejudica apenas a fala, limita os movimentos da língua durante a sucção e deglutição, podendo levar ao desmame precoce. O diagnóstico tardio pode atrapalhar ou até impedir futuras tentativas de correção.

O teste da linguinha deve ser realizado por um profissional da área da saúde qualificado, como por exemplo, o fonoaudiólogo

O teste da linguinha deve ser realizado por um profissional de saúde, como o fonoaudiólogo

A fonoaudióloga Camila Sardote explica como o teste é realizado. “Tudo é feito basicamente com a observação e a manipulação com os dedos. Durante o teste observamos a criança mamando para ver a funcionalidade do frênulo. Depois, há uma análise anatômica, quando prestamos atenção, por exemplo, na postura da língua durante o choro”.

Sardote diz que o teste pode ser feito por qualquer profissional da saúde habilitado, é rápido e não causa dor no bebê. “Quando detectada a dificuldade, a criança é encaminhada para a realização de uma frenotomia. Esse procedimento consiste em um corte do frênulo que favorece o alongamento da língua. Com isso, conseguimos um ganho maior dessa elevação e uma abrangência da parte inferior, aumentando a pressão e permitindo que o bebê consiga ingerir um volume maior de leite”, complementa.

Ela afirma que a criança que não passa pelo diagnóstico e não realiza o procedimento poderá ter alterações vocais. “Como a maioria dos problemas relacionados à saúde, o diagnóstico precoce pode evitar complicações maiores”, conclui a profissional.

Pai de primeira viajem, o motorista Luan Vieira acha importante esse tipo de avaliação clínica enquanto o bebê estiver na maternidade. “Não conhecia o exame da linguinha e fui informado da necessidade de fazê-lo no hospital. Fiquei um pouco apreensivo torcendo para que tudo desse certo. O médico disse que estava tudo normal com o meu filho”, comemora.

A preocupação dos pais nos primeiros meses dos bebês evita diversos problemas. Um estudo realizado em 2013, na Universidade de São Paulo, encontrou a ocorrência de 22,54% de alterações do frênulo lingual em bebês. Isso significa que a cada 10 mil crianças nascidas, 2254 têm alterações do frênulo lingual, sendo muito frequente no período neonatal. Por todas essas razões, é muito importante a realização do Teste da Linguinha.

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