Meio Ambiente

Escola do DF é a primeira do país a produzir energia limpa e sustentável

Colégio devolve energia excedente à CEB a partir de sistema com 630 placas para captar energia solar

Uma escola particular do Distrito Federal se tornou a primeira no Brasil a produzir 100% de energia limpa através de placas fotovoltaicas instaladas nos telhados dos quatro blocos que compõem a unidade. No pátio da instituição, os alunos podem acompanhar em tempo real, por meio de um monitor de gráficos, o quanto de energia é produzida e o quanto se economiza ao longo do mês.

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O monitor de energia fica instalado no pátio da escola

O professor Atef Aissami, dono do colégio Ciman, no Octogonal, e criador do projeto, comemora o sucesso das instalações. Ele explica que o sonho é antigo, foi idealizado no plano original da construção da unidade, e agora foi possível colocar em prática com um investimento que se aproxima de R$ 1,6 milhão: “Desde que construímos o prédio, pensamos em explorar a energia solar. Agora, o equipamento se tornou acessível e o investimento deverá se pagar em seis anos”. As placas possuem vida útil de 25 anos.

O sistema foi implantado no fim de 2016 e os resultados vão muito além da economia financeira. Segundo Aissami, os ganhos também são pedagógicos e os alunos aprendem em física, por exemplo, conceitos técnicos das instalações e produção de energia solar. Já a disciplina de Ética e Cidadania explora com os jovens os benefícios da não emissão de CO2 na atmosfera, já que a escola deixa de emitir 40 mil quilos de gás carbônico por ano.

O físico Vasco Moretto elogia a iniciativa da instituição. Ele explica que a energia convencional, produzida pela água, tem se tornado um grande problema já que os níveis dos reservatórios do DF se encontram em um estado crítico. “O sol bate nas placas e produz energia da mesma forma que a queda de água nos geradores hídricos. A grande vantagem é que o sol é infinito, ele não acaba”, diz Moretto.

Toda energia gerada pelas 630 placas instaladas na escola é controlada pela CEB. A companhia estipula uma quantidade de energia a ser fornecida para o colégio todos os meses. Se a instituição de ensino devolver energia à empresa, ou seja, entregar a CEB mais energia do que consumiu, a diferença fica como crédito na próxima conta.

Crise hídrica

A crise de água em Brasília tem mudado o comportamento de muita gente. Por conta do racionamento que atinge a maior parte do Distrito Federal, quase todos os quiosques no SIA precisaram instalar caixas d’água para continuar funcionando normalmente.

Carlos Almeida Santos, dono de uma lanchonete na região, diz que precisou tomar algumas medidas para educar seus funcionários a economizar água mesmo em dias que não há corte no fornecimento. “No começo, precisei ficar no calo dos meninos para desligar a pia enquanto ensaboava a louça. Quando acontece o corte, demora para normalizar a pressão da água e podemos ficar até um dia a mais sem o fornecimento”, pondera o empresário.

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A lanchonete do Carlos precisou de uma caixa d`água para enfrentar o racionamento

Carlos confessa ainda que nunca se preocupou em economizar água. Depois que começou a colocar em prática o costume de gastar menos, acabou sentindo no bolso a recompensa. “Minha conta de água permanece na mesma média que sempre gastei, mesmo com o aumento de 20% na tarifa. Isso é um estímulo a mais”, comemora Santos.

Por decisão da Agência Reguladora de Águas, Esgoto e Saneamento (Adasa), a partir do mês de junho a Caesb não poderá mais cobrar a taxa extra que rendeu quase R$ 42 milhões a empresa. De acordo com a Adasa, depois que foi instituído o racionamento, a taxa deixou de ser necessária.

 

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