Educação

Jovem Senador 2017 propõe discussão sobre intolerância no Brasil

O projeto seleciona jovens do ensino médio para vivenciar durante uma semana a rotina de um senador da República

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O senso comum diz que político não trabalha. O projeto Jovem Senador luta contra esta imagem e leva ao jovem a possibilidade de vivenciar a importância do Senado Federal e quais os trabalhos desenvolvidos pelos senadores em favor dos cidadãos brasileiros. A iniciativa começou em 2008 com um concurso de redação voltado para o ensino fundamental. Ao longo dos anos, o concurso foi ganhando visibilidade e em 2010 foi criado o Jovem Senador. O estudante do ensino médio elabora uma redação com o tema proposto e, se classificado como o primeiro lugar do estado que ele representa, tem como premiação vir a Brasília para vivenciar a experiência de um senador da República.

Hoje, o Jovem Senador está em sua sétima edição e tem como tema Brasil Plural: para falar de intolerância. “É um tema polêmico, a gente acredita que as redações serão muito bem escritas, refletidas e elaboradas, porque é um assunto que está no dia a dia do jovem da comunidade escolar”, conta Márcia Yamaguti, coordenadora do projeto. Todo ano é abordado um tema diferente, que leva o jovem estudante a reflexão da cidadania e da consciência política.

A instituição de ensino seleciona apenas um texto, o melhor, produzido pelo aluno para representar a escola. Essa redação é encaminhada para a Secretaria de Educação do estado, que seleciona três textos, sem classificar, e encaminha ao Senado. Ou seja, o Senado recebe três redações de cada estado, totalizando 81 redações. “Dessas redações, por meio de uma comissão julgadora, a gente classifica em primeiro, segundo e terceiro lugar e seleciona o primeiro lugar de cada estado, que são os 26 estados mais o DF”, explica Yamaguti. O primeiro colocado de cada estado é contemplado com uma semana no Senado Federal.

Para a estudante de nutrição Noemi Martins a experiência como jovem senadora foi um despertar para a responsabilidade do Poder Legislativo

Para a estudante Noemi Martins, a experiência como jovem senadora foi um despertar para a responsabilidade do Poder Legislativo

Em 2014, a estudante Noemi Tavares Martins, 20 anos, foi a jovem senadora que representou o Distrito Federal. Hoje ela cursa Nutrição na Universidade de Brasília. Na época, Noemi estudava no Centro Educacional São Francisco em São Sebastião. Para ela, a experiência como jovem senadora foi maravilhosa. “Lá você passa a deixar o senso comum de lado, porque você começa a sentir a responsabilidade de representar pessoas que não estão ali”, lembra.

Em 2016, a estudante brasiliense Isabelle da Silva dos Santos, 16 anos, segunda colocada em nível nacional, define o Jovem Senador como uma das melhores experiências extracurriculares do ensino médio. “Além do contato com outra realidade, por meio dos estudantes dos outros estados, a gente percebe que a política é mais do que a gente costuma ver na TV”, ressalta. Isabelle continua no Colégio Militar Dom Pedro II, cursando o terceiro ano do ensino médio.

A redação da brasiliense Isabelle Santos foi a 2ª colocada em nível nacional do Projeto Jovem Senador 2016

A redação da brasiliense Isabelle Santos foi a segunda colocada em nível nacional do Projeto Jovem Senador 2016

Durante a semana dos jovens no Senado, os professores dos alunos selecionados têm cursos com o ILB (Instituto Legislativo Brasileiro) sobre o Legislativo nas esferas municipal, estadual e federal. “Os professores também visitam alguns monumentos de Brasília. O professor que mora na cidade acaba auxiliando os professores de outros estados, relembrando a história dos pontos turísticos”, conta Rogério da Silva Pacheco, professor orientador do jovem senador do DF em 2015.

Protagonismo juvenil na esfera política

Os 27 estudantes vencedores de seus respectivos estados vem a Brasília, tomam posse no plenário do Senado, prestam um compromisso constitucional e fazem a eleição da mesa jovem. Depois desses atos, eles são divididos em três comissões (nove estudantes em cada uma). Nessas comissões eles fazem propostas, pensando no que querem discutir. Tem o presidente da mesa, o secretário e o relator das leis.

O conteúdo discutido nas comissões é previamente escolhido. A coordenação do projeto encaminha aos estudantes selecionados um questionário para a proposta de intenção legislativa antes deles virem a Brasília. No último dia, as propostas de leis são votadas por eles no plenário. O conteúdo dessas informações, geralmente voltados para a educação, é entregue a Consultoria Legislativa do Senado. A consultoria é uma parceira do Jovem Senador durante suas atividades dentro do Senado. “O secretário geral da mesa que secretaria o jovem senador durante essa semana é o mesmo que secretaria o presidente do Senado”, conta Yamaguti.

Em 2016, os jovens senadores contribuíram com 45 proposições, sendo que 38 estão em tramitação efetiva no Senado. São 3 sugestões, 2 Propostas de Emenda à Constituição e 33 Projetos de Lei do Senado (PLS). Toda essa produção entra para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. Se não houver algum impedimento legal, as proposta ficam a espera de algum senador para que sejam relatadas. Depois que algum senador relata, começa a tramitação no Senado e depois vai para a Câmera dos Deputados. Até a última edição do projeto, três as PLSs relacionadas à educação foram encaminhadas para a Câmara dos Deputados.

O estudante Victor Henrique Taquary, 19 anos, jovem senador do DF em 2015, fez parte dos 9 jovens que elaboraram um projeto de lei sobre o uso legal da madeira em obras públicas. “O projeto está em tramitação. Houve uma comissão que aprovou no Senado. E logo deve seguir para a Câmara”, conta. Para o jovem senador, a assistência que os organizadores dão na hora da elaboração das propostas é um grande diferencial do projeto. Na época o jovem estudava no Colégio Militar Dom Pedro II. Victor hoje cursa Direito na UnB.

Como participar do projeto

Estudantes com no máximo 19 anos (completados até o prazo máximo de inscrição) podem participar do Jovem Senador. Além disso, é preciso que o jovem esteja cursando o Ensino Médio (regular ou técnico) em escola pública estadual ou do DF. As inscrições começaram em 1º de junho e vai até 18 de agosto de 2017. Para inscrever a redação com o tema proposto, o aluno precisa procurar um professor orientador de sua escola para ajudá-lo na produção do texto. A premiação, que é o comparecimento dos estudantes em Brasília, será de 27 de novembro a 02 de dezembro de 2017.

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