Cidades

População reclama de insegurança nas passarelas subterrâneas

Pedestres preferem se arriscar no meio dos carros com medo de roubos

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A empregada doméstica Maria dos Santos, 43 anos, trabalha na quadra 107 Sul há 16 anos e todos os dias utiliza a passarela para ir à parada de ônibus.

A empregada doméstica Maria dos Santos, 43 anos, trabalha na quadra 107 Sul há 16 anos e todos os dias utiliza a passarela para ir à parada de ônibus.

As passarelas subterrâneas ligam as entrequadras ímpares para que pedestres possam atravessar o Eixo Rodoviário com segurança. Mas a população reclama que apenas trocam uma insegurança por outra. O medo de assalto é uma queixa constante. A empregada doméstica Maria dos Santos, 43 anos, trabalha na quadra 107 Sul há 16 anos e todos os dias utiliza a passarela para ir à parada de ônibus. Maria conta que nada aconteceu com ela até hoje, porque é muito cautelosa quando tem que atravessar a passarela, mas já presenciou vítimas precisando de socorro. “Eu já dei dinheiro para pessoas que ficaram até sem a bolsa”, conta.

Pela falta de segurança, os pedestres preferem se arriscar no meio dos carros para evitar possíveis roubos. Para isso, algumas pessoas optam por passar pelo Eixinho, onde o fluxo de carros é menor, e na parte descoberta da passarela evitando os chamados pontos cegos na travessia. A assessoria da Secretaria de Segurança Pública declara que o policiamento nas passarelas da Asa Norte e Sul é por meio de rondas sistemáticas e diuturnas feitas por equipes de motocicletas, duplas de policiais a pé e viaturas que fazem os percursos dos Eixinhos a fim de evitar crimes nessas áreas.

São 16 passarelas no total, oito em cada Asa. Há um intervalo de 800 metros entre elas e a principal função é ligar os eixos L e W. Por serem mais novas, as da Asa Norte também contam com rampas, além das escadas para uso da população.

As campanhas realizadas pela Polícia Militar do Distrito Federal buscam não apenas conscientizar as pessoas que utilizam as passarelas, mas todas que transitam pelas ruas do DF. A vítima ou testemunha deve entrar em contato com a PMDF por meio do 190 e é recomendável que o pedestre busque sempre andar acompanhado durante a travessia. Além disso, a PM aconselha evitar ostentar objetos de valor, usar o celular em público para não chamar atenção e observar se perceber alguém parado nas proximidades.

A estudante Gabriela Perfeito, de 20 anos, costuma usar a passagem das entrequadras 105/205 Norte e diz que sente receio.

A estudante Gabriela Perfeito, de 20 anos, costuma usar a passagem das entrequadras 105/205 Norte e diz que sente receio.

A estudante Gabriela Perfeito, de 20 anos, costuma usar a passagem das entrequadras 105/205 Norte e diz que sente receio. “Qualquer coisa pode acontecer aqui e ninguém vai ver”, afirma. Gabriela comenta que não há policiamento nos locais, o que pode encorajar a ação de bandidos no local e acredita que se houvesse mais reclamação por parte da população, a situação poderia ser diferente. “Teve uma época que as luzes não funcionavam. As pessoas começaram a reclamar e trocaram a iluminação”, relembra.

Em nota, a assessoria da Companhia Energética de Brasília (CEB) informou que houve revitalização das 16 passagens subterrâneas com instalação, em média, de 25 luminárias em cada uma delas. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) faz reparos pontuais nesses espaços, como conserto de muretas de proteção e limpeza das bocas de lobo. Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) limpa os locais três vezes por semana com uma equipe composta por um motorista e seis garis.

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