Ciência e Tecnologia

Software de Inteligência artificial prevê cenário de investimentos

Projeto, que ainda está em fase de testes, coleta estatísticas e oferece sugestões para maximizar lucro

O mercado financeiro pode ser considerado um dos mais complexos sistemas para o homem comum entender. O projeto do engenheiro mecatrônico Pedro Faber  utiliza duas diferente redes neurais artificiais também, chamadas de ANN, que prevêem os valores de ações como as da PETR4 ( Petroleo Brasileiro SA Petrobras). De acordo com Faber, as ANN’s surgiram através da observação do sistema nervoso humano e de como ele resolve e processa problemas. O software desenvolvido por Faber tem o objetivo de proporcionar  tomadas de decisões para o usuário, coletando estatísticas e mostrando diferentes cenários de investimento que podem maximizar ou não a chance de ganho financeiro. “Hoje em dia, temos visto que os computadores tem conseguido passar os seres humanos em uma série de tarefas, isso é incrível e o futuro de muitas coisas.”

A máquina aprende por meio de algoritmos a coleta de estatísticas e análise de cenários históricos de como investimentos da Petrobras (PETR4) reagiram por fatores externos ao longo dos anos. O objetivo do projeto é prever se o preço de um ativo vai subir ou descer no dia seguinte. A rede neural artificial, tem  o dever de obter um lucro médio acima do mercado.

Para o professor de educação tecnológica e também engenheiro mecatrônico George Brindeiro, é uma questão de tempo para que todas as carreiras sejam alteradas com a evolução da tecnologia, principalmente nas áreas de inteligência artificial e robótica. Brindeiro explica que o campo de inteligência artificial chamado de “Deep Learning” relaciona sistemas especializados que coloca a máquina para aprender de acordo com algoritmos específicos e muitas vezes elas tem uma performance melhor do que seres humanos. O professor ressalta que esse tipo de inovação têm surgido em outros estudos como no direito e na medicina e substitui alguns trabalhos técnicos que antes eram feitos pelos profissionais. ” É fato que tem muita coisa nova acontecendo em todas as áreas. Talvez [a tecnologia] não acabe com o trabalho humano, mas vai mudar muito como as coisas são feitas,” revela.

Com experiência profissional  em empresas como Hyundai e trabalhos de robótica, o engenheiro mecatrônico Yuri Rocha acredita que em cerca de dez anos seja possível que os sistemas de inteligência artificial estejam convivendo na sociedade  na maior parte dos trabalhos braçais e técnicos, como em fábricas e serviços de atendimento. Ele explica que países como Japão e Coreia  do Sul já utilizam robôs  em lugares de pessoas em locais como supermercados e metrôs. Porém, o engenheiro revela que a tecnologia ainda precisa de mais avanços para que computadores possam de fato  pensar e processar dados em tempo real como um organismo vivo. “A Inteligência artificial ainda necessita de muitos dados. Os equipamentos que já processam esse tipo de tecnologia são caros e apenas grandes empresas e laboratórios possuem.”

 

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