Cultura

Culturas esquecidas são lembradas na Terreirada

Evento, que surgiu em 2014, apresenta mensalmente temas afro e indígenas no Círculo Operário do Cruzeiro

    Filhos de Dona Maria abrem o palco do evento com o samba

    Filhos de Dona Maria abrem o palco do evento com o samba

     Samba, diversidade e alegria são características fortes da Terreirada. O evento acontece mensalmente no Círculo Operário do Cruzeiro, fortalecendo a cultura tradicional e principalmente negra e indígena. O nome terreirada veio por conta dos terreiros, dos orixás. Famosos por carregar a bandeira do samba representada pelos residentes da casa, Os Filhos de Dona Maria sempre abrem a festa. A produtora cultural Tamarâ Jacinto, de 30 anos, conta que o evento quer sempre levar a cultura esquecida pelo universo da música para a sociedade. “O nosso objetivo é oferecer cultura mesmo para a cidade. É um entretenimento de qualidade, e mostrar principalmente culturas pulsantes e muito fortes no nosso país que são inviabilizadas’’, conta Tamarâ. Segundo ela, a curadoria do evento passeia na temática de sempre mostrar culturas inviabilizadas para a sociedade, mas que não são esquecidas para os produtores e os frequentadores do evento.

    Com quase três anos de encontros mensais, o evento cultiva públicos fieis que frequentam o lugar desde a primeira vez em que a festa aconteceu. É o caso da produtora de eventos Margareth Santos, de 44 anos. ‘’ Para mim, aqui é um lugar de energias positivas, que a gente vem para mostrar a nossa cultura, a cultura negra. Apesar da grande diversidade, as pessoas se abraçam, todo mundo se gosta e se conhece’’, afirma Margareth. Chamada rainha da terreirada por ter presença forte e por usar os acessórios que gosta, como o turbante por exemplo, ela define o evento como um lugar mágico.

    A terreirada também encanta os que vão pela primeira vez. A engenheira agrônoma Márcia Muchagata garantiu que evento ganhou mais uma admiradora e agora frequentadora. ‘’ Eu gostei muito. Vim com as minhas amigas, e nunca tinha visto um lugar com tanta diversidade. As pessoas aqui se conectam’’, afirma a engenheira. Já o universitário Tiago Silva, 21, conta que é a terceira vez que vai ao evento. ‘’Para mim estar aqui é sair um pouco da rotina pesada, aqui todo mundo fala a mesma língua. Eu gosto muito de vir pra cá, reencontro muitos amigos sempre que venho’’, diz o estudante.

    Além da dança, o artesanato também é um dos pontos forte do evento. Eles abrem espaço para os artistas convidados venderem a sua arte. Na edição do dia 23, o grupo indígena Fulni-ô teve a oportunidade não só de mostrar a cultura indígena na música, mas também o lado artesanal como os cocares, colares, pulseiras. A artesã Luciane Rodrigues, é uma das vendedoras do stand do grupo. ‘’ O evento mostra a valorização do nosso trabalho, o espaço abre portas para mostrar a nossa arte. As pessoas que frequentam aqui realmente valorizam o nosso trabalho, seja por curiosidade, ou levando o produto para casa’’, afirma Lu fulni-ô.

     

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