Saúde

A solidão é a inimiga da saúde física e emocional dos idosos

A falta de socialização prejudica o sistema cognitivo dos idosos e aumenta o risco de acidentes vasculares

O isolamento e a ausência de convívio social são as principais causa de depressão nos idosos. A solidão toma grandes proporções e é considerada uma das principais causas de doenças cognitivas. O geriatra Rodrigo Junqueira relata atender pacientes com quadros clínicos associados à falta de socialização: “Alguns pacientes costumam apresentar quadros depressivos mascarados por sintomas somáticos como dores vagas, alterações no apetite e alterações no sono”.

Pesquisadores da Universidade de York, na Inglaterra, concluíram por meio de um estudo que a solidão aumenta em 29% o risco de doenças coronarianas e em 32% os de acidentes vasculares. Doutor Rodrigo aponta a participação social como indicador para o bem-estar dos idosos, “A presença da família, amigos e atividades em grupo são um forte fator de proteção contra o sentimento de solidão e contribuem satisfatoriamente para melhoria da autoestima e autonomia”.

De acordo com a psicóloga Mariana de Melo Santos, se em alguns casos a debilidade física é inerente ao processo de envelhecimento, a mente na maior parte dos idosos continua ativa, e esse é um dos fatores que sensibiliza e pode levar um idoso a depressão. Em muitos casos a família não demonstra a paciência necessária para esse momento.

Mariana Santos enfatiza os efeitos emocionais e psicológicos que a solidão acarreta: “O isolamento social, o luto muito vivenciado nessa fase da vida e o abandono por parte dos familiares contribuem para os efeitos nocivos no emocional e psicológico dos idosos”.

Muitas pessoas da terceira idade buscam fora de casa apoio emocional e companhia. A Terapeuta Ocupacional Kelly Alves Araújo é uma das responsáveis por coordenar o Longeviver,  grupo de encontro e terapia ocupacional com foco na terceira idade. Ela fala sobre a forma como os idosos chegam até o grupo: “Muitos idosos ao chegarem aqui relatam que não são ouvidos em casa, não têm credibilidade, de um momento para o outro eles perdem o papel social e se sentem deixados de lado. Aqui eles encontram apoio e se sentem mais seguros para se imporem mais em casa”.

Dona Lourde, aposentada de 71, conta que saiu do isolamento após frequentar as terapias: “Eu tenho tendência ao isolamento, eu devo muito a Delma, uma amiga que fiz aqui, ela me tira de casa. Agora estou aprendendo a conhecer as pessoas e estou melhorando”.

A dona de casa Francisca Souza Loiola, 69, chegou ao grupo com a queixa de problemas de memória e isolamento, ” Eu percebi que estava esquecendo, e minha família também começou a notar, eu achei que estava na hora de procurar algo para evitar uma doença. Antes eu estava me recusando a sair, e eu sempre gostei de passear. Decidi que tinha que me mover”, comenta.

A psicóloga Mariana de Melo Santos ressalta a importância da convivência social, com a família e de grupos de amigos. “A família e os amigos são primordiais também nessa fase da vida. Centros de acolhimento a idosos, a promoção de tardes de dança e lazer, contribuem para uma melhora que pode ser observada  no aspecto emocional”, orienta.

O Centro de Convivência Longeviver, oferece gratuitamente terapia comunitária e Lian gong, que mistura massagem com ortopedia. Para saber como participar é só entrar em contato através da página do facebook Longeviverdf ou pelo telefone (61) 98251 2421.

    Deixe uma resposta

    Saúde
    Anoushe Duarte aposta na acupuntura para o tratamento da hérnia de disco Aumento de peso na gravidez pode contribuir para ocorrência de hérnia de disco
    Ciência e Tecnologia
    Pauta 3 - 01 Na briga por clientes, restaurantes apostam em forma alternativa de publicidade
    Esporte
    Formação antes do início do treino da Legião Teutônica da Casa Germânica. Lutas medievais são praticada em Brasília

    Mais lidas