Saúde

Você já ouviu falar em higiene do sono?

Maus hábitos podem comprometer uma noite de descanso saudável e causar danos à saúde

É bastante comum ouvir falar da importância de se dormir bem, porém existem hábitos necessários para que isso se torne possível. Comparando a higiene do corpo e dental, por exemplo, há também a higiene do sono, que nada mais é do que uma rotina de bons costumes para evitar tudo que pode atrapalhar uma boa noite de descanso.

Em média, são necessárias entre 7 à 9 horas de sono ininterruptas para uma pessoa adulta. De acordo com pesquisa realizada por um aplicativo de celular, o app Entrain, que auxilia pessoas a reorganizar o sono após mudanças repentinas de fuso horário, os brasileiros, japoneses e cingapurianos são os que menos dormem no mundo. Os brasileiros chegam a dormir em média 7h36m por noite e estão dentro da média considerada ideal de descanso.

Carolina Prista, técnica em polissonografia, cita alguns hábitos considerados essenciais para essa higienização, como usar o quarto apenas para o repouso e evitar aparelhos eletrônicos ou até mesmo refeições no ambiente. “Nós não temos um botão de “liga e desliga” para dormir assim que deitamos. Por isso é tão importante evitar a cafeina, guaraná, bebidas alcoólicas, refeições pesadas e   até mesmo exercícios físicos por pelo menos 6 à 7 horas antes de dormir”, explica Prista.

A nicotina também se torna um vilão quando o assunto é o sono. Ela funciona como um estimulante e deve ser evitada. Outro cuidado importante é o tempo em que se espera na cama para adormecer. Segundo especialistas, o ideal é deitar-se apenas quando estiver com sono e não insistir caso não consiga dormir.

O professor e pneumologista Paulo Tavares alerta para doenças que podem surgir por noites mal dormidas ao longo da vida. De acordo com o médico, a falta de conhecimento da população sobre a necessidade de cuidar da saúde do sono agrava a situação e retarda o tratamento de doenças já adquiridas: “A depressão, por exemplo, é um dos males causados pela negligência com o sono. E aí podemos listar diversos outros problemas como a obesidade, ansiedade, alterações no humor, doenças cardiovasculares e pulmonares”.

Doutor Paulo reforça ainda que o processo de higienização do sono é uma questão de novos costumes que precisam ser inseridos de forma definitiva na rotina dos pacientes. Para ele, o surgimento de doenças físicas ou psíquicas é a soma de maus hábitos em todas os aspectos da vida e a atenção precisa ser divida com todos eles. “Um paciente pode ser acometido por diversas comorbidades. É natural que ele coloque a culpa na alimentação e no stress, porque esses estão em maior evidência na mídia. Com isso, acaba a saúde do sono ficando em segundo plano”, constata o médico.

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Carla Moura passou a noite na clinica sendo monitorada enquanto dormia

Carla Moura, 34, foi buscar ajuda em uma clínica especializada no assunto. A gerente de vendas sofre com noites mal dormidas e está fazendo uma polissonografia pela primeira vez, um exame que investiga distúrbios do sono. Carla descobriu que sofre de insônia. A gerente afirma que passa o dia todo cansada: “Eu nem lembro a ultima vez que dormi uma noite inteira. Às vezes eu chego a levantar durante a madrugada porque demoro a voltar a dormir”.

Especialistas sugerem algumas práticas de atividades relaxantes próximas ao horário de sono, como ler, bordar, escutar uma boa música e se possível evitar assistir filmes com muita ação ou até mesmo planejar o seu dia seguinte na hora de deitar.

 

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