Cidades

Postos desativados da PM recebem atividades educativas e culturais

As estruturas que não estavam sendo utilizadas são reformadas para abrigar locais de estudo e de música

Postos da Polícia Militar que estavam desativados estão sendo doados para as Secretarias de Mobilidade Urbana do Distrito Federal (SEMOB) e de Segurança Pública (SSP-DF) e para a Escola de Música de Brasília. Os postos foram instalados em diversos pontos das regiões administrativas do Distrito Federal no governo de José Arruda. Com o passar do tempo, vários foram fechados e viraram alvos de pichação, incêndio e outros atos de vandalismo. Os novos espaços serão utilizados para locais de estudo ou para aulas de música.

Nos próximos dias, Riacho Fundo receberá um dos postos para a instalação de uma biblioteca e do espaço para estudos, com quatro computadores e ar-condicionado. Um bicicletário também deve ser instalado no local. Segundo o administrador da cidade, Daniel Figueiredo, alunos e professores precisavam de um espaço e o governo não tinha dinheiro, então, foi encontrada uma forma de devolver uma estrutura melhor para a comunidade. “Uma biblioteca é, de forma indireta, também uma maneira de combate ao crime, não com policiais, mas com educação, levando conhecimento para as pessoas”, explica o administrador.

A antiga biblioteca de Riacho Fundo funcionava em um canteiro de obras e, além do ambiente insalubre, com exposição à poeira, os frequentadores também tinham dificuldades para se deslocarem até o local, pois poucas linhas de ônibus circulam nas proximidades.

 

Denise Tavares e professores de música

Denise Tavares e professores de música

A Escola de Música de Brasília também está se beneficiando do projeto. Denise Tavares, professora da Escola de música, relembra que, em 2015, ficou sabendo que a Polícia Militar estava desativando alguns postos, porque não tinham efetivo suficiente para ocupá-los. Como a Escola de Música não tinha espaço suficiente para atender a demanda, teve a ideia de pleitear junto ao GDF os equipamentos para melhorar a estrutura dos cursos de música. “A escola é muito grande, tem muitos alunos e não tínhamos espaço. Alguns alunos estudavam debaixo de árvores, em áreas que não eram próprias para as aulas. Agora, com esses vinte postos, aumentamos em 24% o número de salas”, explica Denise.

Luisa Fernanda, estudante de contra baixo acústico, conta que ganhou mais espaço para praticar os instrumentos, sem ser ao ar livre. “Hoje consigo escutar o som dele por completo, que só é possível quando se tem salas de aula”. Conta que se as escolas ficarem por tempo definido, seria muito bom, pois estão ajudando muitas pessoas.

Outros dezesseis postos estão em processo de transferência. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que quatro unidades localizadas na Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas e Asa Sul devem ser destinadas ao desenvolvimento de atividades voltadas à igualdade racial, de gênero e inclusão social.

Luisa estudante de contrabaixo

Luisa estudante de contrabaixo

 

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