Esporte

Atividade física é receita para garantir alegria na terceira idade

Bem-estar, flexibilidade, força e saúde são destacados por integrantes do projeto da UnB que reúne pessoas com mais de 60 anos há duas décadas

Tags:
esportenaterceiraidade GEPAFI UnB

Em uma sala de musculação, no Centro Olímpico da Universidade de Brasília (UnB), cerca de 50 pessoas se reúnem todas as segundas e quartas-feiras para praticar atividade física. O programa, voltado para idosos, é uma iniciativa da Faculdade de Educação Física por meio do projeto de extensão, do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física para Idosos. “Notei que tudo melhorou na minha vida. Agora tenho flexibilidade, força, pressão regulada. Eu criei uma rotina com os exercícios físicos. Participar do projeto foi a melhor coisa que eu já fiz na vida. Saí do estresse para a alegria”, explica Maria Helena Silveira, de 72 anos, que está no projeto há quatro anos.

A pioneira da iniciativa e professora de Educação Física da UnB, Marisete Safons, explica que o programa também ajuda a preservar a saúde mental do idoso. “Existem várias mudanças na vida deles quando entram no programa. Não só na disposição física, mas também na mental.  A saúde psicossocial precisa andar junto, né? Porque além de melhorar a funcionalidade física, melhora também aspectos psicológicos e sociais, porque aqui eles fazem muitas amizades”, diz a professora.

A aposentada Maria Lúcia Cequine, de 66 anos, está no projeto há seis anos e é exemplo de como o vínculo social criado com os outros participantes durante as atividades podem contribuir com o bem-estar. “A gente não só faz esportes. Nós temos amizade também. E desenvolvemos o lado da relação social do idoso”.

SONY DSC

Durante as aulas de musculação e nos intervalos, é perceptível a interação. Estão sempre conversando, contando as novidades do final de semana e fazendo brincadeiras. “Não tem tristeza por aqui, só alegria. Nós temos uma turma ótima. A gente joga baralho toda semana, viaja junto. Segunda feira, por exemplo, é dia do cinema. No final das contas nós somos uma família e é isso que motiva a gente a continuar no projeto”, conta Maria Lúcia.

A aposentada é presidente da Associação de Apoio ao Idoso, que foi criada pelos próprios alunos para ajudar a manter o projeto. Com uma semestralidade de 200 reais, eles conseguem pagar professores, estagiários e secretários. “O Gepafi tem uma certa dependência da UnB, e com a associação conseguimos trazer uma estrutura melhor, mantendo professores, manutenção nos aparelhos, pagamos secretária e tudo o que precisa ”, explica.

O projeto já existe há 20 anos, e os alunos também são base de estudo para Gepafi. O grupo realiza pesquisas relacionadas a mudanças que ocorrem no corpo do idoso durante a atividade física. Jennifer Luana, de 21 anos, é professora de musculação no projeto e explica como os exercícios refletem diretamente na vida do idoso. “A maioria deles chegam aqui e não conseguem fazer muita coisa, e com o tempo se observa uma melhora até na execução das atividades cotidianas mais simples, como pentear um cabelo. É gratificante para mim acompanhar isso”.

Serviço

As aulas de musculação acontecem no Centro Olímpico da UnB, localizado na Asa Norte, SCEN Trecho 2, UnB – Área 2, todas às segundas e quartas-feiras e é dividido em duas turmas. A primeira das 8h às 9h, e a segunda das 9h às 10h.

Uma outra atividade que faz parte do projeto de extensão inclui aulas de yoga e dança de salão, às terças e quintas, das 9h às 10h no clube da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apecef).

Deixe uma resposta

Turismo e Lazer
Diga de onde vens e direi se te respeito
Comportamento
Medo de assédio leva mulheres a freqüentar boates gays
Saúde
3 O sistema de saúde tem cor

Mais lidas