Meio Ambiente

Especialistas alertam para cuidados com comércio ilegal de animais

Contrabando pode levar à morte, e só este ano foram registradas 1.971 ocorrências no DF, com destaque para aves, camaleões e lagartos

Privação da liberdade é considerada a primeira agressão contra o animal silvestre no comércio ilegal. De acordo com o coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, além do aprisionamento, o contrabando pode levar à morte, já que, em alguns casos, como por exemplo das aves, que são colocadas em malas e caixas e despachadas no maleiro do avião.

A bióloga Clarissa Machado ressalta que o transporte desses animais não tem a menor preocupação com o bem estar. “Esses animais sofrem de desidratação e podem acabar vindo a óbito”, afirma Clarissa. Entre janeiro e agosto de 2017, a Polícia Militar Ambiental recebeu aproximadamente 1.971 ocorrências de comércio ilegal. No mesmo período do ano passado, foram 2.103 relatos. O major Saulo Júnior afirma que os animais mais traficados são as aves, principalmente canários, curiós e azulões, seguidos dos camaleões, lagartos e cobras, principalmente a sucuri e a jibóia.

O coordenador do Ibama alerta que se o cativeiro ilegal for descoberto, o contrabandista responderá por crime ambiental, tanto na esfera criminal quanto na administrativa. O valor da multa pode variar entre R$ 500 e R$ 5 mil, e a pena de reclusão pode ser entre seis meses e um ano. “A pena é pouca para o tamanho do sofrimento que o animal passa”, lamenta.

Comércio Legalizado

Localizado em São Paulo, o Galpão Animal é um Pet Shop autorizado pelo Ibama a vender animais silvestres e exóticos. Apesar de ser um direito institucional, a autorização só deu certo após o estabelecimento entrar na justiça para poder comercializar os animais.

Ezequiel Dutra, biólogo e gerente do pet, afirma que os funcionários auxiliam as pessoas a sempre consultarem os dados cadastrais, o número do registro do estabelecimento e conversar com o proprietário pessoalmente, e assim fugir do comércio ilegal. “Nunca comprar um animal sem ao menos ver. Jamais comprar por telefone ou redes sociais. Existem diversas quadrilhas especializadas em aplicar golpes”, alerta.

Os animais vendidos pelo local são nascidos em criadouros regulamentados pelo Instituto. Ele garante que nenhum animal é proveniente de tráfico, e os mais procurados são papagaios, araras, serpentes e tartarugas aquáticas. Todos os animais tem nota fiscal, e com as devidas marcações previstas por lei.

Denúncia

A denúncia de qualquer tipo de crime ambiental pode ser feita pelo 190.

 

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