Turismo e Lazer

Lazer e diversão proporcionam bem-estar e qualidade de vida aos idosos

No DF, governo ainda precisa realizar adaptações em áreas públicas para atender melhor pessoas da terceira idade

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A prática de atividades de lazer favorece a saúde e a qualidade de vida na terceira idade. Exercícios, programas culturais ou viagens estão entre as diversas atividades que os idosos podem fazer para se distrair e ter bem-estar. Porém, nem sempre eles recebem o estímulo que precisam para sair da rotina típica de quem chega a essa fase da vida.

De acordo com Vicente de Paula Faleiros, professor de gerontologia da Universidade Católica de Brasília e de políticas sociais da Universidade de Brasília (UnB), é importante o incentivo da família para que o idoso tenha uma rotina semanal voltada ao lazer. “O idoso se programa para cuidar dos netos, mas não para fazer caminhada. É preciso planejar com a pessoa idosa para ela ter uma rotina de lazer, seja ela gratuita, como ir ao parque, sejam pagas, como ir ao cinema”, ressalta.

No Brasil, existem mais de 23,5 milhões de idosos. Daqui a três anos, segundo estimativa do IBGE, serão 26 milhões. Um crescimento rápido e que precisa ser acompanhado das políticas públicas necessárias a essa população, sobretudo aquelas que promovam qualidade de vida. Segundo o Portal do Governo do DF, existem diversas opções de lazer no Distrito Federal. Elas são divididas em: rota arquitetônica, que contempla os monumentos da cidade; roteiro diversão, que inclui parques, museus, centros culturais e memoriais; roteiro ecológico, com passeios a cachoeiras, principalmente; roteiro religioso, formado por templos e igrejas e roteiro cívico, com a Esplanada dos Ministérios e a Congresso Nacional, entre outros passeis. São opções voltadas ao público de todas as idades.

A coisa que eu mais gosto de fazer nesta vida é atividade física

A coisa que eu mais gosto de fazer nesta vida é atividade física, diz a aposentada Nonata Lima

Além disso, o GDF também disponibiliza ações voltadas especificamente para os idosos, por meio da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, nos 12 Centros Olímpicos e Paralímpicos. O objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade de vida com iniciativas de inclusão social por meio do esporte.

Para a aposentada Nonata Lima, de 67 anos, o que mais lhe dá prazer é a atividade física. “Além de me deixar feliz, me dá disposição e me ajuda a manter uma boa saúde. Se eu deixar de ir para academia, eu entro em depressão”, afirma. Já a dona de casa Maria de Lourdes dos Santos, de 65 anos, além das caminhadas de todas as tardes, não abre mão de uma boa viagem anual com as amigas. “Depois de trabalhar a vida toda, agora a gente só quer aproveitar a aposentadoria. Esse ano nós decidimos ir para Argentina, mas adoramos viajar pelo Brasil”, explica.

Maior acessibilidade

Seu Sebastião acredita que ainda existem poucas opções disponíveis para terceira idade

Seu Sebastião acredita que ainda existem poucas opções disponíveis para
terceira idade

Em Brasília, os frequentadores do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek ganharam, em agosto, novas calçadas em vários pontos do local. Todas ligam os estacionamentos à pista de caminhada. De acordo com Sebastião José dos Santos, de 73 anos, no DF, ainda existem poucas opções de lazer ao ar livre voltadas para terceira idade. “As opções ficam restritas ao Parque da Cidade e ao Parque da Água Mineral que são adaptados e contam com boas programações, mas as vezes estão distantes dos idosos”, ressalta.

Para não se limitar às atividades que o GDF disponibiliza, ele vai a outros passeios organizados pela igreja que frequenta. Dentre as opções, a pescaria é sua favorita. “Todo ano nós vamos ao Araguaia. Começamos a nos programar no início do ano. É muito bom”, lembra.

Para diversificar as atividades, o professor Faleiros apresenta algumas sugestões. “Os condomínios podiam se organizar para criar mais espaços para a prática de exercício físico, que poderiam também ser utilizados por moradores de toda a quadra e aproveitar os espaços das escolas para a realização de atividades para os idosos”, recomenda.

Tatiana Nepomuceno, que trabalha na gerência da Casa do Vovô – lar para idosos localizado na quadra 603 Norte –, acredita que o maior problema não é a falta de opções, mas a acessibilidade dos espaços públicos para atendimento aos idosos. “Antes de pensarmos em sair para alguma atividade externa, sempre pesquisamos para saber se os ambientes estão acessíveis para os nossos idosos e cadeirantes. Estamos sempre procurando opções que sejam acessíveis para não comprometer os passeios”, destaca.

Já o professor Faleiros avalia que os grandes parques do DF até oferecem uma boa condição para os idosos, mas muita coisa ainda pode ser readequada para ampliar o acesso à terceira idade. “Podem inserir marcas de quilometragem nas pistas de caminhadas para a pessoa acompanhar o quanto andou, disponibilizar mais água para os idosos se hidratarem e ampliar o número de bancos nos parques”, reforça. Ele também reforça a necessidade de readequar as calçadas e melhorar as faixas de pedestres para que os idosos tenham melhores opções de lazer ao ar livre.

Parque da Cidade é opção de lazer para os idosos do DF

Parque da Cidade é opção de lazer para os idosos do DF

Sobre melhorias na infraestrutura do Parque da Cidade, a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer informa que o local conta com dez estações de água em toda a sua extensão, 30 bebedouros e 1266 bancos à disposição da comunidade. Com relação as calçadas, a Novacap explica que há um processo licitatório em andamento para construção, reforma e manutenção de calçadas em todo o DF. Atualmente, a equipe técnica da Novacap realiza ajustes de texto no edital para atender às adequações solicitadas pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal. A expectativa é de que a licitação seja publicada ainda este semestre – prevendo a construção e reforma de 465 mil metros de calçadas. 

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