Comportamento

Dança pode combater ansiedade e depressão

Especialista diz que a prática dos movimentos contribui para aumentar a autoestima

    Os estilos de danças nas academias ou espaços ao ar livre, como quadras e praças, não são vistas apenas como atividade física, mas também como momentos para combater a ansiedade e a depressão. A psicóloga Juliana Benevides explica que a dança age involuntariamente de forma terapêutica e, assim, influencia diretamente no aumento da autoestima. “A prática da dança faz com que haja foco no movimento, desempenho, ritmo e percepção do corpo, já que a atenção de problemas externos e preocupações são desligadas”.

    A dança está ligada diretamente à saúde e ao bem estar. Entre os benefícios estão: a melhora da autoestima, da coordenação motora e do equilíbrio, e ainda colabora para o convívio social, estimula a concentração e aumenta o ânimo.

    A publicitária Jéssica Sena, 22, se sente mais confiante depois que decidiu fazer as aulas de dança do ventre. Três vezes por semana, ela bate ponto na unidade do Sesc em Ceilândia e em um estúdio de dança em Águas Claras. “A gente passa a ter mais confiança em si, a dança me trouxe a autoaceitação e, principalmente, a minha autoestima de volta. Não tomo mais nenhum medicamento para controlar as crises de ansiedade”, afirma.

    Além disso, nas aulas de dança, como em toda atividade física, o cérebro libera a serotonina, a substância que traz a sensação de prazer, alegria e melhora do humor.

    Adepta da dança do ventre, a professora Lídia Lopes, 38, comenta que para se sentir melhor da depressão, pratica a atividade todos os sábados na unidade do Sesc em Ceilândia. E ainda faz funcional e musculação em uma academia três vezes por semana. “Sinto-me realizada e feliz, sou extremamente ansiosa e tenho crises de depressão. A dança ajuda bastante a lidar com essas situações”.

    A dança é uma prática aeróbica saudável, divertida e interativa, e não precisa fazer os passos corretamente, a pessoa se sente livre para expressar as emoções através dos movimentos.

    A psicóloga Niely Gonçalves, 30, faz quatro vezes na semana, a aula de ritmos, e nos outros dias, faz musculação, em uma academia em Sobradinho. E afirma que sente muito bem ao terminar as aulas de dança. “Me sinto muito melhor, faço a dança como se não estivesse ninguém me vendo. Tanto que quando penso em chorar, já vou logo para a aula de dança”.

    Para praticar a dança, não há restrição de idade ou condição física, e ainda promove fluidez e movimento ao corpo, portanto relaxa os músculos e reduz a inflamação no cérebro, e assim amenizando o quadro de ansiedade e depressão.

    Deixe uma resposta

    Cidadania
    _DSC0066 Ação do Instituto Embalar Sonhos distribui brinquedos e sorrisos no Dia das Crianças
    Cidadania
    É mais arriscado ser gay na periferia
    Cultura
    DJ Mari Perrelli tocando Ser uma DJ em um cenário repleto de homens é um desafio

    Mais lidas