Turismo e Lazer

Movimento Escoteiro continua a atrair jovens ao redor do mundo

Em 2016 houve um crescimento de 11% do número de adeptos ao Escotismo; em Brasília o efetivo total passou de 2 mil

Um movimento juvenil com mais de 100 anos e que continua a atrair  a atenção de milhões de jovens ao redor do mundo para uma consciência de liderança, fraternidade, lealdade e um melhor convívio com a natureza. Dados do Escoteiros do Brasil mostram que só em 2016 o Movimento contou com mais de 92 mil associados no Brasil. Comparado a 2015, houve um crescimento de 9% no número de adeptos.

No grupo escoteiro os jovens são divididos de acordo com a faixa etária para que todas as áreas de desenvolvimento sejam trabalhadas pelo programa educativo. Qualquer jovem entre 6 e 21 anos pode se participar, a partir daí poderá atuar como adulto voluntário, sem limite de idade.

Segundo o psicólogo Alexandre Augusto, que atualmente atende jovens entre 13 e 18 anos, as atividades escoteiras ajudam no processo de socialização e inclusão social. “Eu acredito que tenha uma questão positiva no escotismo, que você vai ter o contato, a socialização, você pode até aprender a se organizar melhor, alguns limites”, afirma. Ele diz ainda que o grupo tem um aspecto inclusivo, que respeite minorias.

Para as pessoas que não conhecem ou não participam do movimento, são sempre ressaltadas que as atividades escoteiras são um local de diversão, de brincadeiras e um ambiente feito para o jovem criar amizades e se divertir. “A gente é educador, mas de uma forma diferente. A gente aprende brincando muito aqui no movimento escoteiro”, comenta o chefe escoteiro Artur Aguiar, 21 anos. Por trás de todas as brincadeiras, também existe o complemento educacional. O Escotismo no Brasil foi reconhecido como Instituição de Educação Extraescolar em Decreto de Lei em 1946.

O estudante de arquitetura Vitor Charão, 20 anos, escoteiro desde os 9, contou que viu no escotismo uma forma de sair da frente do computador e fazer atividades ao ar livre. “Com o tempo eu fui percebendo que o movimento era muito mais do que só fazer atividades ao ar livre, e vir ao parque. Tinha muitos valores e outros significados atrás do movimento em si, que a gente vai percebendo com o tempo”, diz.

Vitor contou que após voltar do seu segundo acampamento internacional, na Islândia, relatou que embora as culturas sejam diferentes, os valores aprendidos no escotismo não mudam. “Tinha escoteiros do mundo inteiro, o que só reforça como o movimento escoteiro é forte e espalhado pelo mundo inteiro, porque você vê que os mesmos valores que você aprende aqui no Brasil, todo mundo vai ter, do Reino Unido, da Itália, todos os lugares vão ter os mesmos valores”, relata.

De acordo com o Escoteiros do Brasil, em 2016 houve o maior crescimento dos últimos 25 anos, com cerca de 10 mil novos associados.

Vitor mostra fotos de sei acampamento na Islândia

Vitor mostra fotos de seu acampamento na Islândia

Escoteiros praticam atividades do Grupo de Escoteiros José de Anchieta

Escoteiros praticam atividades no Grupo de Escoteiros José de Anchieta

Deixe uma resposta

Cidadania
_DSC0066 Ação do Instituto Embalar Sonhos distribui brinquedos e sorrisos no Dia das Crianças
Cidadania
É mais arriscado ser gay na periferia
Cultura
DJ Mari Perrelli tocando Ser uma DJ em um cenário repleto de homens é um desafio

Mais lidas