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Mulheres praticam embaixadinhas por lazer e para competir

Jogadoras encontraram nas embaixadinhas uma paixão e uma forma de provar que podem tanto quanto os homens na modalidade

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embaixadinhas futebol mulheres

Mulheres que jogam futebol desde crianças encontraram nas embaixadinhas uma paixão. Seja por lazer ou para competir, elas contam que conseguem fazer mais embaixadas que muitos homens. Apesar das poucas opções de campeonatos em Brasília, as praticantes dizem que gostam de se exibir e acham que poderia existir mais opções. O professor de educação física Paulo Alexandre Passos também explica que a prática de embaixadinhas pode ser considerada um esporte, mas que é preciso cuidar da musculatura para não sentir dores.

A estudante Karen Guedes de Sá, 28 anos, joga futebol e faz embaixadinhas desde os 7 anos. “Eu sempre me amarrei em fazer embaixadinhas. A gente gostava muito de fazer campeonato nas escolas públicas”, conta. Moradora do P Sul, em Ceilândia, ela diz que na infância e adolescência as escolas públicas organizavam muitas competições de embaixadinhas. Karen venceu duas vezes. “Eu sempre ficava praticando em casa para poder ganhar”, afirma. Ela conta que já chegou a fazer 70 embaixadinhas, mas que atualmente faz menos, ainda assim consegue fazer mais de 50.

Mulheres praticam embaixadinhas por lazer e para competir

Mulheres praticam embaixadinhas por lazer e para competir

Karen diz que não é difícil conseguir fazer embaixadinha, mas que é preciso sempre treinar. “Vou fazendo bem na ‘manha’ mesmo. Não é força, é jeito e treino”, comenta. Ela diz que com o tempo se torna comum e fácil. “Não tem muito mistério, é algo que vai se tornando parte do seu movimento”, explica.

Sobre as competições ela falou bastante das disputas escolares. Segundo Karen, não existe uma competição oficial de embaixadas, existem diversas iniciativas que organizam campeonatos. Ela diz que a mais recente ocorreu na UnB. Dessa competição ela não conseguiu participar, mas vai participar das próximas. “Eu acho muito bacana. Dou muito valor para essas competições, porque muitas meninas fazem mais embaixadinhas que muitos homens. É incrível isso”, conclui.

A advogada Shayane Alves, 25 anos, começou a praticar embaixadinhas porque jogava futebol. Ela fez escolinha de futebol e jogava no time da escola. Como praticava sempre com meninos, Shayane conta que gostava de treinar para poder competir e mostrar que as meninas também sabem fazer embaixadinha. “Já cheguei a fazer 80. Eu me dedicava muito”. Ela admite que era bem competitiva e sempre preferiu brincadeiras com a bola do que brincar de boneca. Agora, adulta, ela pratica as embaixadinhas apenas por lazer. Diz que existem competições, inclusive mundiais, que tem a prática de embaixadinha. Elas são chamadas de free style, estilo livre em português. Porém, essas competições oficiais a pessoa precisa ter diversas habilidades com a bola.

Alessandra começou a praticar embaixadinhas nas prévias do jogos de futebol

Alessandra começou a praticar embaixadinhas nas prévias do jogos de futebol

A servidora pública Alessandra de Sousa, 37 anos, começou a praticar embaixadinhas com 16 anos, ficou um tempo sem jogar e voltou a praticar em 2017. O gosto pelas embaixadinhas surgiu na prévia dos jogos de futebol. “Sempre fazia para brincar com a bola antes de começar os jogos”, conta. Para ela, fazer embaixadas é natural para quem joga futebol. “Se cria essa habilidade”. Alessandra consegue fazer até 62 embaixadinhas, mas nunca participou de uma competição. Ela disse que para ela sempre foi um hobbie, uma brincadeira. Mas que em gincanas e outras competições que pedem mulheres fazendo embaixadinhas ela já participou.

O professor de educação física Paulo Alexandre Passos explica que apesar de muitas pessoas não considerarem a embaixadinha um esporte, ela é. “Levando em consideração a definição de esporte como qualquer atividade muscular de destreza, destinada ao lazer, ou ao condicionamento físico ou a competição, embaixadinha é um esporte”, detalha.

Paulo Alexandre disse que a prática de embaixadinhas desenvolve a musculatura do abdômen e uma musculatura específica de perna, além de desenvolver o equilíbrio. “Vai trabalhar a perna de apoio principalmente, que vai possibilitar que a pessoa fique equilibrada para conseguir fazer as embaixadinhas”, falou. Ele explicou que as pessoas que praticam demais a embaixadinha forçam mais um lado da musculatura do que o outro. “Muitas vezes a pessoa tem uma perna como dominante, então pode estar fazendo atividade desbalanceada”, afirmou. O professor disse que assim como a prática de tênis e outros esportes unilaterais, praticar embaixadinhas pode causar dores, especialmente na coluna. “Se faz necessário um complemento do outro lado do corpo para que aja um equilíbrio muscular”, encerra.

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