Ciência e Tecnologia

Física e química estão por trás do preparo da pipoca e do algodão doce

O que muita gente não sabe, é que a culinária de alimentos simples envolve uma série de processos explicados pela ciência

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Gilmar Silva, 52 anos, vive do comércio de algodão doce e pipoca no Parque da Cidade

Gilmar Silva, 52 anos, vive do comércio de algodão doce e pipoca no Parque da Cidade

Quem cozinha, muitas vezes não percebe que existe uma série de fatores por trás do simples fato de preparar a comida. Processos químicos e até físicos estão envolvidos nas refeições que são consumidas diariamente. Dentro da cozinha, os ingredientes ao serem expostos por variações térmicas ou outros fatores, se transformam em algo completamente novo. O milho e o açúcar, por exemplo, quase que por mágica, conseguem alegrar as crianças, principalmente, quando se tornam a pipoca e o algodão doce.

Nutricionista da Universidade de Brasília (UnB), Raquel Botelho explica que existe muita coisa por trás da produção do algodão doce e da pipoca. A especialista esclarece que o milho é um cereal rico em amido, que é um carboidrato. Além disso, a casca dele fica bastante aderida ao grão, que possui uma pequena quantidade de água. “Quando todos os componentes do milho entram em contato com o calor, o líquido que está dentro dele vira vapor e faz com que o amido salte para fora. Aquela parte branca que vemos é o amido”, diz. Raquel também ressalta que quando o milho não estoura, pode ser que o grão não tenha água suficiente ou a casca não esteja na aderência correta. “Às vezes pensamos que foi falta de tempo durante a preparação e acabamos deixando mais tempo. Isso pode não funcionar e até mesmo queimar a pipoca”, alerta.

A parte branca da pipoca é o amido que sai durante a preparação

A parte branca da pipoca é o amido que sai durante a preparação

No caso do algodão doce, o processo é mais complexo. Raquel explica que é necessária uma máquina específica para produzir a iguaria. O aparelho deve ser redondo, porque precisa de rotação e deve ter diversos furos pequenos. O açúcar é aquecido no miolo do dispositivo, que começa a girar e expulsar os grãos derretidos. “Quando as gotículas de açúcar no formato líquido começam a ser jogadas para fora, elas entram em contato com a vasilha externa fria, é refrigerada e forma os fios”, afirma. Após esse processo, é possível moldar o algodão doce com o auxílio de um palito. Aqueles que são coloridos, levam uma quantidade de corantes.

Gilmar Silva, 52 anos, vende pipoca e algodão doce no Parque da Cidade diariamente. O empreendedor sabe explicar passo a passo das receitas dos alimentos, no entanto, não faz ideia de como o milho e o açúcar se transformam. “A gente cresce sabendo dessas coisas. Nunca parei para pensar que existia um processo tão complicado por trás disso”, comenta. O homem relata que sempre achou interessante como o algodão doce é formado. “Tenho uma máquina que esquenta o açúcar e depois vou moldando com o palito. É tão automático que nunca me preocupei”, se diverte.

Para muitas pessoas, o consumo da pipoca e do algodão doce é levado para toda a vida, não fica na infância. No entanto, a nutricionista alerta que se deve tomar cuidado com o consumo e a preparação desses alimentos. “Devemos dar preferência ao algodão doce que não tem corante. Essas substâncias têm aditivos químicos que não são adequados, principalmente para crianças. Com a pipoca doce ocorre a mesma coisa”, explica. Raquel comenta que na hora de preparar a pipoca não se deve cometer exageros quanto ao uso de óleo e sal. “Comer pipoca é quase a mesma coisa de um milho cozido. Porém, com os adicionais acabamos aumentando o valor calórico dela”, ressalta.

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