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Câmeras de revelação instantânea continua a encantar gerações, em época de celulares com lentes potentes

Quem vê os celulares com câmeras de alta tecnologia e sensores à luz nem imagina que as câmeras analógicas ainda têm espaço no mercado.  A fotografia é uma tecnologia centenária que está em constante evolução. Com o passar do tempo, o filme se tornou cada vez mais moderno, e a revelação cada vez mais rápida. A chegada das câmeras de revelação instantânea, em 1947, trouxe o mistério de como as fotos são reveladas em um passe de mágica. No início, era necessário tirar uma folha de cima da imagem para ter a foto. Em 1972, a Polaroid criou um filme totalmente automático, que não precisava de qualquer ação do fotógrafo, além de apertar o botão.

A fotógrafa Daniele Starck, que escreveu Como funciona um filme instantâneo, explica que o filme instantâneo é igual a um convencional, mas que os componentes químicos usados nos laboratórios estão diretamente no papel, e não em um negativo. Essa facilidade tem um preço. A imagem não tem tanta qualidade e fixação como a de um negativo comum, pois não foi revelada com o químico adequado.

 

Câmera analógica vista de frente

Câmera analógica vista de frente

 

Fonte: Tecmundo

Fonte: Tecmundo

 

Fonte: Tecmundo

Fonte: Tecmundo

Assim como o filme convencional, o instantâneo tem três camadas de cor. A diferença é que entre cada camada de cor há uma camada reveladora, de acordo com o tom que se segue. Há também uma camada ácida, uma temporizadora e uma de imagem. Todas somadas criam a foto, mas precisam de algo para ativar as reações químicas. O que ativa é o reagente, que fica concentrado na parte inferior da imagem. Depois de todo este processo, o papel fotográfico precisa passar por rolos (que ficam dentro da máquina), onde espalham o reagente sobre o papel, o que dá forma à imagem. Uma por vez as camadas de cor reagem aos químicos, dissolvem o revelador e finalmente dão origem à fotografia.

Apesar do processo acima parecer durar uma eternidade, é tudo feito em questão de segundos. A também fotógrafa Júlia Cristina Zago, 21 anos, conta que hoje em dia as pessoas querem tudo agora, tudo instantâneo, e a volta dessas câmeras veio em uma boa hora. “A gente está em uma era que as coisas têm que ser muito instantâneas, a gente quer tudo agora, tudo pra este minuto, quer ter, quer postar”, avalia. Muita gente ainda gosta de guardar a foto impressa, completa.

A prova de que a fotografia analógica ainda conquista fãs é a estudante Georgia Tenório, 16 anos, que mesmo tento nascido no século 21, gosta de memórias físicas. “É mais divertido do que você ver no seu celular e ter mil fotos iguais, a mesma coisa”, comenta. “Eu acho muito legal você tirar a foto e ser aquela foto”.

Detalhe de câmera analógica

Detalhe de câmera analógica

 

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