Educação

Reforço escolar é vilão ou aliado da aprendizagem escolar?

Serviço é válido desde que a família participe do processo educacional; tecnologia pode auxiliar na escolha do professor

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#educação #modular #reforçoescolar

As notas vermelhas são motivo de preocupação para os pais, principalmente quando o ano letivo está chegando ao fim. Tido como solução para aquelas notas baixas que persistem nos boletins, o reforço escolar é a opção encontrada pelos pais para resolver o problema. Mas a medida é amplamente capaz de trazer aprendizado ao estudante? Ou é mero paliativo para apenas passar de ano?

Vanessa Santeiro ressalta que a participação da família é fundamental para um bom aproveitamento dos estudos dos filhos

Vanessa Santeiro ressalta que a participação da família é fundamental para um bom aproveitamento dos estudos dos filhos

Dados da Fundação Itaú Social revelam que a participação da família na educação representa 70% do desempenho escolar de um estudante. Fica claro que o papel dos pais vai muito além da inserção da criança na escola ou em aulas particulares, é necessário que esses participem ativamente no processo educacional de seus filhos.

É o que afirma a pedagoga e especialista em Psicopedagogia, Vanessa Santeiro. Segundo ela, a participação da família é fundamental para um bom aproveitamento dos estudos dos filhos e melhoria no rendimento escolar. “A família é a maior responsável pelo desenvolvimento afetivo e moral da criança, bem como a formação de sua personalidade, tornando assim uma influência poderosa”, destaca.

Para a especialista, se o aluno apresenta alguma dificuldade escolar, o reforço é uma medida válida, pois a criança passa a ter acesso a uma nova forma de linguagem e metodologia, que possa ser mais facilitadora do que aquela trazida por seu professor em sala. “Acredito que o reforço escolar venha somar e não substituir o professor regular, principalmente quando se fala na realidade em escolas públicas”, afirma a pedagoga.

Walter Moura, servidor público e pai de Sara Viana, de 16 anos, é um exemplo desses pais que participa ativamente. Ele conta que conseguiu acompanhá-la nos estudos até o fim do ensino fundamental, mas quando a adolescente entrou para o ensino médio as dificuldades foram surgindo para ambos. “Apesar de ser uma aluna esforçada, ela estava tendo sérios problemas com matérias de cálculo. Eu já não estava mais conseguindo acompanhar o nível de complexidade dos assuntos para auxiliar minha filha. Foi então que resolvi procurar um reforço escolar”, relata Walter.O resultado foi tão positivo que este ano Sara não necessitou das aulas particulares. “Com certeza, valeu o investimento. Se for preciso, não hesitarei em recorrer ao reforço escolar novamente. É fundamental encontrar um tempo para sentar com os filhos, conversar sobre dificuldades, encontrar soluções, dar força”, aconselha o servidor público. A psicopedagoga Vanessa Santeiro reforça a opinião do pai da Sara dizendo que o ideal é que a família consiga acompanhar a vida escolar dos seus filhos, embora seja uma realidade quase impossível nos dias atuais. “Se a dificuldade é realmente com a disciplina, já tendo descartado junto à coordenação pedagógica algum problema escolar, acho válido sim a escolha de um reforço como auxílio ao ensino do seu filho”, diz.

Nesse contexto, quem aproveita a oportunidade são os professores e empresas que oferecem o serviço. A estudante de Engenharia Aeroespacial Beatriz França é professora de reforço escolar há cerca de um ano e meio, lecionando disciplinas de exatas e eventualmente Português e Redação. “Atualmente acompanho três alunos. Cada um tem seu perfil tanto de aprendizado quanto de personalidade, mas, sem dúvidas, é notório o bom desempenho deles nas provas, após as aulas de reforço”, afirma.

Tecnologia ajuda na educação

Modular permite a contratação de aulas particulares

Modular permite a contratação de aulas particulares

“Vilão” dos alunos no processo de aprendizagem por tirar a atenção em sala de aula, o celular passa a ser “mocinho”, após a criação de aplicativos como o Modular, que permite que a pessoa cadastrada contrate aulas particulares com professores que estejam próximos a ela. Conhecido como “Uber das aulas particulares”, o programa, através do recurso de geolocalização, utiliza a tecnologia para incentivar a economia colaborativa e reunir pessoas com conhecimento em áreas específicas, auxiliando estudantes com dificuldade nas matérias.

Gustavo Cunha, idealizador do projeto e estudante de Engenharia Elétrica, explica que a proposta nasceu da necessidade de suprir a alta procura de estudantes pelas suas aulas particulares. “Em 2015, eu passei a atender a muitos alunos e as demandas aumentaram. O Modular nasceu assim: como uma proposta de trazer inovação para educação”, explica o estudante, que também é professor de curso pré-vestibular. Em 2016, ele se juntou a outros dois sócios, também alunos de Engenharia, Callebe Mendes e Fillipe Rodrigues, e criaram, então, o aplicativo. “Em agosto de 2016, a gente sentou e planejou o aplicativo que foi lançado em março de 2017”, conta Gustavo.

Para ter acesso ao Modular, os estudantes se cadastram, montam o perfil e o próprio programa seleciona o professor ideal para cada caso. O software encontra-se disponível para baixar nas lojas virtuais da Apple e no Play Store. As aulas têm duração de 1h40 e os preços variam entre R$ 89,90 e R$ 115. “Nós temos uma rede de professores que passam por um processo seletivo. Hoje nós possuímos 55 cadastrados, uma média de 1300 downloads e cerca de 80 a 100 aulas mensais”, relata o idealizador.

 

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