Meio Ambiente

Compostagem com minhocas vermelhas é usada para adubo

Experiência no TST garante equilíbrio e complemento de nutrientes para as plantas

A vermicompostagem é um exemplo de que é possível transformar o lixo orgânico em algo positivo, como o adubo. O processo é feito com minhocas vermelhas da Califórnia. A prática sustentável já é vista, por exemplo, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A engenheira agrônoma Carmen Mendes garante que o uso de minhocas na compostagem é uma técnica diferenciada, gerando um adubo orgânico rico em nutrientes para as plantas, como o fósforo, magnésio, cálcio e potássio. “Essa técnica de compostagem é bem diferente, chamada de minhocultura. O húmus das minhocas se transforma em um adubo orgânico equilibrado e completo, para ser utilizado em plantas e jardins”, afirma.

No TST, a técnica é utilizada no sistema de composteira de chão. Neste modelo, coloca-se uma primeira camada do próprio húmus, ou até mesmo o composto orgânico produzido com a borra do café e a palha, para formar a chamada “cama das minhocas”. Em seguida, é colocado o material orgânico utilizado na compostagem: restos de frutas, verduras, legumes e as cascas. O húmus é a produção da minhoca, sendo a transformação do esterco (alimento da minhoca) em adubo orgânico. As minhocas comem os alimentos e processam no período aproximado de 30 dias, após esse período é retirado o húmus. Sobre a camada com os alimentos é despejada a borra do café para evitar insetos indesejados, e assim vai se fazendo até chegar ao limite da composteira.

O especialista em agricultura orgânica Alan Santana garante que as minhocas vermelhas da Califórnia são de uma espécie que produz bastante húmus e a reprodução é rápida. “Essa espécie de minhocas é precoce. Cresce, desenvolve e se reproduz mais cedo que as de outras espécies. Produz muitos filhotes e transforma todo o esterco em que vive ou outras matérias orgânicas em húmus, com maior rapidez do que as minhocas de outras espécies”, comenta.

Os restos de alimentos são coletados pelos dois restaurantes do Tribunal Superior do Trabalho. Não podem ser colocadas no processo de compostagem as frutas cítricas (limão, laranja e abacaxi), alimentos cozidos ou assados, os laticínios (todos os derivados do leite), líquidos (caldos, iogurtes e sucos), carnes, jornais, papelão, açúcar, papel higiênico, gorduras, temperos fortes (alho, pimenta e cebola), e os derivados de trigo (pão e bolos), pois agridem as minhocas.

O adubo orgânico produzido pela equipe de jardinagem é utilizado nas plantas e nos jardins. São 46 mil metros quadrados de área verde. A compostagem é feita diariamente na lateral do prédio do TST. Desde 2009, o Tribunal Superior do Trabalho desenvolve um programa de responsabilidade socioambiental que atua em duas frentes principais: a coleta seletiva e a compostagem com borra de café.

A minhoca vermelha da Califórnia (Lumbricus rubellus) é a minhoca mais criada nos Estados Unidos e no Brasil, sendo considerada a melhor para criação comercial. O servidor do núcleo socioambiental Jomar Pereira ressalta que as primeiras minhocas utilizadas na compostagem foram doadas. “As minhocas foram doadas e elas se reproduzem muito rápido. Não é necessário comprar mais”, observa.

 

 

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