Turismo e Lazer

Direção por radiocontrole vira diversão para adultos

União de automodelos em escala 1/10, com a técnica de pilotagem conhecida por Drift, atrai participantes ao Clube dos Previdenciários

Apaixonados por automodelismo, cerca de 30 adultos se encontram semanalmente para se divertir e realizar um desejo que têm desde a infância: Controlar carrinhos por meio de radiocontrole, mais conhecido como o RC Drift. “Esse é o nosso hobby. Você monta do jeito que quiser”, explica o professor Carlos Zaranza, que pratica a modalidade há nove anos.

O RC drift consiste em manter o controle dos carrinhos nas situações de curvas, fazendo-os deslizarem. No decorrer da competição, existem algumas regras de pontuação julgadas com base nos ângulos das curvas, velocidade e trajetórias delimitadas antes da corrida, como por exemplo, passar com a traseira do carro o mais perto possível do limite externo das curvas longas, controlando o nível de derrapagem, fazendo com que o carro ande de lado. “Pontua aquele que faz as curvas e continua deslizando por mais tempo, atingindo os pontos delimitados no percurso da pista”, explica o designer gráfico Gláucio Ribeiro.

Ele começou a praticar o hobby há um mês por indicação de um amigo. “Ele me mostrava as peças, as pinturas e dizia tudo o que eu podia fazer com apenas um carrinho. Aí um certo dia pedi para esse meu amigo uma bolha (a carcaça do veículo) para pintar e ele apareceu com uma no modelo do Chevette”, lembra Gláucio. A partir daí, começou a estudar e se aprofundar mais no hobby. Mas perto de uma competição que teve vontade de entrar para o grupo e praticar a modalidade.  ”A ideia era participar das competições de forma justa e competir com honestidade”.

A carroceria, ou como é chamada entre os praticantes “a bolha”, é feita em policarbonato, material que protege o motor. “Os carros são feitos em escala 1/10, o que significa que tudo é dez vezes menor que o original”.  Além de imitar os carros de verdade nos movimentos, eles também podem ser personalizados de acordo com o gosto e estilo do competidor, e é isso que encanta os participantes. Alguns apaixonados personalizam “bolhas” reproduzindo marcas famosas como Chevrolet Camaro e Ford Mustang, enquanto fãs de modelos nacionais personalizam Opalas e Fuscas. Atualmente, existem duas categorias do RC Drift. A AWD, que é a tração nas 4 rodas e a RWD, onde a tração fica apenas nas rodas traseiras.

Mas a prática vai além do que uma simples diversão. Para os jogadores, ela traz muitos benefícios. “Apesar de competirmos entre nós, tudo isso é feito de forma saudável. Existe uma amizade ali”, conta Theo Arruda, que conheceu o RC Drift por vídeos no youtube.  “Me traz paz. Eu esqueço de todos os problemas quando eu estou jogando. Às vezes, venho meio estressado ou chateado com alguma coisa e acabo esquecendo. É uma válvula de escape”.

Theo e Carlos juntamente com a equipe

Theo e Carlos juntamente com a equipe

Carlos também aponta outros benefícios que o hobby agrega a vida dos participantes: “Para você brincar com um automodelo, é preciso praticar algumas coisas que a gente aprende lá no ensino médio. Calcular velocidade, tração, deslocamentos. Para carregar uma bateria, por exemplo, é preciso saber quantos amperes ela aguenta”.

Apesar de ser uma brincadeira, o custo é de gente grande.  Para começar a participar do hobby, hoje é necessário desembolsar em torno de 1.500 reais, e esse custo pode chegar até 7 mil reais. “Esse é um custo que afasta certas pessoas da prática. Mas, mesmo nessa crise, o RC ainda ganha vários adeptos a modalidade. Final de semana a pista lota”, conclui Gláucio.

A pista funciona no Clube dos Previdenciários e é a única em funcionamento em Brasília. Para ter acesso, é preciso se associar. “A gente conseguiu fazer uma parceria, então cada pessoa paga 50 reais e ganha acesso à pista e ainda vira sócio do clube”. A pista fica aberta de terça a domingo, das 8h às 18h. Mas os encontros acontecem às terças e aos sábados.

A história do RC Drift

Segundo o site RDK automobilismo, especializado no assunto, o drift surgiu no Japão na década de 70 com carros de verdade. Segundo o site RDK automobilismo, ele ganhou notoriedade quando o piloto Kunimitsu Takahashi entrou no ápice da curva (“Apex”, ou ponto de tangencia, aquele no qual o carro está mais perto do interior da curva) em alta velocidade e derrapando, conseguindo, logo após, sair da curva com mais velocidade que o normal.

Já na década de 80, uma marca japonesa lançou uma série de modelos elétricos que eram vendidos como “adequado para o controle de rádio”, como conta Carlos. Embora considerado caro para compra, as carcaças e os sistemas de rádio foram vendidos rapidamente. A empresa logo começou a produzir mais modelos de controle remoto e foi a primeira a lançar carrinhos com sistemas de suspensão real. Foi essa progressão que fez com que o hobby se popularizasse.

Eles produziram caminhões, como a Toyota Hilux Pickup, que contou com três caixas de velocidade e sistemas de suspensão de molas de folhas. Todos esses modelos eram realistas, duráveis, fáceis de montar e simples de reparar. A partir daí, os carros radiocontrolados começaram a crescer cada vez mais.

Para saber mais, entre no link: https://www.facebook.com/rcdrifttv

Pista de Rc Drift no Clube dos previdenciários

Pista de Rc Drift no Clube dos previdenciários

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