Educação

Educação autodidata é opção gratuita para quem quer aprender idiomas

Com cursos por universidades renomadas, grandes emissoras de TV, blogs e canais do YouTube oferecem inglês e japonês de forma online e gratuita

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Com a democratização do acesso a web e as dificuldades financeiras enfrentadas pelos brasileiros, é cada vez mais comum ver pessoas estudando por conta própria com o auxílio apenas de conteúdos encontrados na internet. Um dos conteúdos mais procurados é o aprendizado de um novo idioma. Além de canais no YouTube e blogs dos que querem divulgar o trabalho como professor e ajudar no aprendizado de um novo idioma, a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, oferece um curso online e gratuito de inglês, no qual após passar por um teste é definido um nível de iniciação. Os sites da NHK, uma das maiores emissoras de televisão japonesa, e da BBC também oferecem cursos online e gratuitos.

A estudante e freelancer Meryh Matsuyama, de 20 anos, comenta que as dificuldades financeiras e a busca por uma melhoria no diploma impulsionaram-a a aprender inglês e buscar o japonês e o coreano por meio da internet. “Como eu não tenho condições de arcar com os custos de cursos de idiomas, eu busco na internet formas de continuar aprendendo coisas que acrescentam ao meu diploma. Já posso dizer que aprendi inglês, pois consigo manter conversas sobre diversos assuntos, consigo escrever textos em inglês”, afirma, ela que mesclou o uso do curso de Cambridge com letras de músicas e filmes.

Por se tratar de um meio de estudos que necessita de total dedicação para aprender, acaba sendo mais difícil de se ter uma adesão, principalmente quando se trata de algo que os alunos não têm tanto interesse. A estudante de letras Yasmin Fonseca, de 21 anos, acredita que quando se trata de idiomas, a adesão é maior e mais fácil pois quem busca são pessoas que, de fato, estão interessadas. “No meu caso, nos anos finais do Ensino Médio, eu já comecei a estudar francês sabendo que queria entrar na faculdade de Letras – Francês. Ajudou bastante já entrar na faculdade sabendo, pois os professores ensinam de uma forma muito apressada, se você não pegar o conteúdo vai ficar pra trás e em muitos casos, as pessoas perdem o semestre por isso”, comenta Yasmin.

A falta de um professor para auxiliar na aprendizagem pode ser a maior dificuldade para os que querem ser autodidatas, mas para outros esse é um dos pontos positivos. Yasmin Fonseca acredita que a ausência de um professor ajuda a você conhecer o seu próprio ritmo de estudos e a se organizar da forma que melhor convém para estudar. “Não que o professor seja completamente dispensável, existem dúvidas que são bem mais fáceis de sanar com o auxílio de quem já sabe o idioma”, observa. Quanto ao ritmo de conteúdo e organização, alguns preferem estudar por conta própria pois em sala de aula, o professor acaba ficando responsável pela compreensão de todos os alunos, enquanto sozinho você pode desenvolver o conteúdo no seu próprio ritmo.

Para a professora de idiomas Isabelita Peixoto, de 43 anos, a educação autodidata é importante e ela aconselha pros próprios alunos, desde que tenha uma consistência no conteúdo. “A internet proporciona uma grande variedade de conteúdos que podem ser facilmente acessados, mas o grande problema é que esses conteúdos não têm uma consistência”, comenta. Os grupos de conteúdos que seguem uma linha progressiva de aprendizado é o que leva o aluno a absorver melhor o aprendizado. “O aluno aprende um conteúdo, faz exercícios daquele conteúdo e depois progride para um conteúdo mais avançado mas que precisa do conhecimento daquele conteúdo prévio. Este é o tipo de plataforma que eu oriento os meus alunos a seguirem”, completa.

Lista de lições do curso de japonês que pode ser realizado no site da NHK.

Lista de lições do curso de japonês que pode ser realizado no site da NHK.

Um dos alfabetos utilizados no idioma japonês, o Hiragana.

Um dos alfabetos utilizados no idioma japonês, o Hiragana.

Um dos alfabetos utilizados no idioma japonês, o Katakana.

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