Esporte

Esporte do taco e da bolinha busca espaço no país do futebol

De volta às Olimpíadas de 2020, o beisebol é considerado o número 1 no Japão, país-sede da próxima edição dos jogos

Tags:
#bolinha #taca e bolinha #taco Beisebol esporte olímpico esportes MLB Olimpíadas

Um dos esportes mais antigos e tradicionais do mundo está de volta ao programa olímpico internacional, o beisebol. O esporte tem como objetivo marcar pontos a partir de rebatidas com um bastão em uma bola lançada e percorrer quatro bases ao longo do campo. O jogador pode parar em uma das bandas e, consequentemente, avanças as bases com uma rebatida de um companheiro de equipe. Os times são compostos por nove jogadores que alternam entre posições de ataque e defesa.

Segundo o presidente da Federação Brasiliense de Beisebol e Softbol (FBBS), Walter Takahashi, já são mais de 30 mil praticantes do beisebol, distribuídos em cerca de 120 times, em todo o Brasil. Em Brasília o esporte também possui um forte vínculo com a comunidade japonesa. O Clube Cultural e Recreativo Nipo-Brasileiro de Brasília é o único que oferece a modalidade no DF. São duas sedes, uma em Vargem Bonita e outra as margens do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Sul. “O Clube Nipo tem uma tradição no esporte, participando de vários campeonatos pelo Brasil, cedendo inclusive atletas para a seleção. Hoje, conta com um time de beisebol adulto”, afirma Takahashi.

Surgimento e chegada ao Brasil

O beisebol surgiu em meados do século XVIII, na Inglaterra, como uma derivação do já praticado críquete. Mas somente no século seguinte, quando foi levado aos Estados Unidos, é que teve o primeiro clube. Na época foram criadas as primeiras regras, em Nova Iorque. No começo do século XX, foi trazido ao Brasil por missionários norte-americanos, mas só se consolidou como uma prática constante e mais dedicada ao esporte durante a Segunda Guerra Mundial, quando imigrantes japoneses chegaram ao Brasil. O jornalista especializado em esportes Ubiratan Leal observou alguns aspectos da chegada do esporte no Brasil. “O beisebol é o esporte número 1 do Japão desde antes da Segunda Guerra Mundial e muitos imigrantes vieram para cá com essa paixão”, destaca. Até hoje, a maior parte das instituições ligadas ao beisebol no Brasil são da comunidade japonesa.

Cenário atual e perspectivas para o futuro

Em relação ao cenário atual do esporte no país, vive-se o melhor momento. A atenção da mídia nunca foi grande, mas a modalidade cresceu entre os não-japoneses e a Major League Baseball (MLB), maior liga de beisebol do mundo, já reconhece o Brasil como um mercado para futuras expansões de investimento. Segundo Ubiratan, a liga sustenta uma comissão técnica que dá treinamento para jovens que se destacaram em seus clubes e passam a morar, treinar e estudar no Centro de Treinamento da confederação em Ibiúna (SP). “Neste ano, tivemos quatro brasileiros jogando na MLB e só não tivemos um quinto porque André Rienzo, arremessador, se contundiu na semana em que ia ser promovido”, afirma.

Quanto às chances nos Jogos Olímpicos de 2020, o jornalista acredita serem praticamente nulas. “Se houver uma vaga para a América do Sul, a Venezuela é uma concorrente inacessível. Se houver uma classificação das Américas como um todo, a chance fica ainda menor, porque países como Cuba, Estados Unidos, México, República Dominicana, Porto Rico e Canadá estão disputa pela vaga”, comenta.

Mas apesar das reduzidas chances, é possível que o esporte cresça com a volta da modalidades olímpica. A Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol recebe recursos do Comitê Olímpico do Brasil que deve ser destinado ao desenvolvimento da modalidade. “O dinheiro vai voltar a aparecer. É difícil dizer se vai ser bem gasto. Acho difícil que seja. Mas é melhor do que nada”, conclui Ubiratan.

    Deixe uma resposta

    Turismo e Lazer
    Diga de onde vens e direi se te respeito
    Comportamento
    Medo de assédio leva mulheres a freqüentar boates gays
    Saúde
    3 O sistema de saúde tem cor

    Mais lidas