Ciência e Tecnologia

Realidade virtual ganha espaço na arquitetura

Tecnologia inicialmente criada para o mundo dos jogos apresenta novidades para diversas outras áreas

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As novas tecnologias do mundo dos jogos permitem às pessoas entrarem em novas realidades e inserirem coisas virtuais no mundo real. Essas tecnologias são chamadas de realidade virtual e realidade aumentada. Inicialmente criadas para os games, estão sendo utilizadas para diversas outras funções. Uma delas é a arquitetura. A inovação permite inserir as pessoas dentro de ambientes ainda na fase de projetos.  “A realidade virtual me permite viajar para outros mundos”, conta o estudante de 22 anos Lucas Matheus. “Eu posso usá-la tanto para trabalhar quanto para jogar”, completa o engenheiro Thiago Seronni, 32 anos.

Aluno de arquitetura, Lucas explica que a realidade virtual utilizada para jogos ainda está muito no início. “Eu posso comparar a tecnologia do óculos com os primeiros computadores. Eles não são de maneira alguma práticos, não são baratos e ocupam muito espaço, porém é uma tecnologia nova”, afirma Lucas.  As possibilidades de jogos, segundo ele, ainda são poucas e os gráficos têm sido muito limitados.

Tanto Lucas quanto Thiago acreditam realidade virtual quase sempre é opção, para incrementar o trabalho. “Depois de ver a utilização da realidade virtual com programas de decoração na Europa, quis aproveitar para utilizar aqui em Brasília”,  conta Thiago, que investiu em torno de 400 mil reais em 14 meses para criar uma empresa. A companhia dele usa a tecnologia para substituir virtualmente o designer de ambiente.

Já Lucas tem utilizado o óculos de realidade virtual para começar a fazer projetos de casas e apartamentos no computador e, também, poder levar as pessoas para dentro dos imóveis antes mesmo deles estarem prontos. “A pessoa pode ter acesso antes da construção real da casa”, detalha.

No mundo dos jogos

Quando se trata de jogos, o bacharel em engenharia da com computação Thiago Seronni afirma que os jogadores brasileiros já estão muito por dentro da indústria de jogos e tem crescido cada vez mais, porém, não tem uma cultura que ajude na produção e venda de jogos. “O mercado dos jogos em realidade virtual ainda deve demorar mais um tempo para poder crescer no Brasil, por questão dos valores muito altos”, explica o engenheiro.

O desenvolvedor de jogos e programador da produtora independente Behold, Saulo Camarotti, de 31 anos, opina que o que a maior novidade do mundo dos jogos é a realidade virtual. “ Hoje em dia, quem mais tem utilizado a realidade virtual são as empresas indie”, afirma Saulo. Essas empresas têm produzindo muitos jogos com essa nova tecnologia e estão sendo as primeiras a avançar a indústria de jogos com essa nova tecnologia.

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