Ciência e Tecnologia

Alunos coletam dados sobre clima em experiência da Nasa

Os dados das estações meteorológicas ficam armazenados no sistema do projeto Globe, e profissionais da área científica têm acesso aos dados

Agência Espacial Brasileira distribui estações meteorológicas para escolas, como meio de levar a ciência para as salas de aula.

Agência Espacial Brasileira distribui estações meteorológicas para escolas, como meio de levar a ciência para as salas de aula.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) entregou 11 estações meteorológicas para escolas do Distrito Federal. Elas fazem parte do programa Globe, iniciativa da Nasa, Agência Espacial Americana. Os dados coletados ficam armazenados no sistema do projeto, e está acessível para todos os participantes e profissionais da área científica. A tecnologista da AEB, Aline Veloso, explica que o plano capacita, por meio de workshops, os professores dos ensinos Fundamental e Médio, usam um protocolo, com o qual coletam dados e, juntamente com o aluno, conseguem executar e analisar as informações dentro de sala de aula. “O foco do programa é que o estudante analise e realize uma pesquisa científica, com o apoio do professor”, completa Aline.

O programa foi implementado no Brasil em 2016. As estações são compostas por arduínos, plataforma de prototipagem eletrônica de hardware, com sensores de temperatura ambiente, pressão do ar e umidade relativa.

O Colégio Educacional Maria Auxiliadora é um dos 11 que receberam uma das estações. A ideia é incentivar o lado cientista dos alunos. O professor de biologia Philip Ferreira comenta que, com a estação, os estudantes estão descobrindo a importância dos dados climáticos, e já são capazes de detectar a força e a direção do ar e a temperatura ambiente. “Fazemos com que eles observem que diariamente existe uma alteração, e que essas informações são necessárias”, completa Philip.

Os dados coletados ficam disponíveis na internet, e cientistas profissionais podem ter acesso

Os dados coletados ficam disponíveis na internet, e cientistas profissionais podem ter acesso

Desde a instalação da estação na escola, os alunos afirmam que se sentem motivados a investigar sobre as mudanças do clima. Os professores instigam a observação e a criação de hipóteses diárias. Para aluna do 7° ano Bruna Sensales, 13 anos, o interesse está em fazer parte do Clube de Ciências e, assim, ver como a estação funciona. Toda semana, segundo ela, se aprende uma coisa nova. A também aluna do 7° ano Lívia Bandeira, 12, concorda com a colega. “Não sabia que em cada lugar da cidade tinha uma temperatura diferente. Achei que era uma só para toda a cidade”, completa Bruna.

A coordenadora pedagógica do colégio, Joelma Silva, destaca que os alunos semanalmente gravam um vídeo sobre os dados climáticos, que são repassados para as famílias.  “Cada um grava em um ambiente da escola, e o vídeo é enviado aos pais e também fica disponível no perfil do facebook do Clube de Ciências”, diz Joelma.

Serviços

Para ter acesso aos dados climáticos das estações, basta acessar o site www.climaescola.com.br

 

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