Saúde

A doença sem memórias

Especialistas falam da importância de diagnosticar cedo a doença de alzheimer e a importância do cuidado da família e das atividades de estimulação

Amanda Cobra

A doença de alzheimer se caracteriza por um declínio progressivo e irreversível em certas funções intelectuais. As principais consequências são a perda de memória, a desorientação no tempo e espaço, a dificuldade em se comunicar ou entender comandos e os distúrbios da capacidade de realizar tarefas cotidianas. O risco do desenvolvimento da doença duplica a cada cinco anos a partir dos 65 anos de idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o número aumente em 500% na América Latina.

No Brasil, a doença já atingiu mais de 1,2 milhão de idosos e apenas a metade desse número trata a demência. A cada ano, surgem 100 mil novos casos e, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), esse número pode dobrar até 2030. Segundo o neurologista clínico Heitor Felipe Lima, a doença vai piorando ao longo do tempo, ou seja, se o idoso tem apenas perda de memória, por exemplo, com o passar do tempo, novos sintomas vão aparecendo e piorando a situação. Mas a progressão varia de paciente para paciente.

Para Heitor, envelhecer com saúde é a melhor prevenção contra o alzheimer

Para Heitor, envelhecer com saúde é a melhor prevenção contra o alzheimer

Quando percebe-se que o idoso está tendo mudança no funcionamento, como não conseguir realizar as atividades cotidianas, gerenciar os negócios que possui, saber sobre os horários que costuma cumprir, como ir à academia ou buscar o neto na escola, é importante os familiares ficarem atentos e procurar um neurologista o mais rápido possível.

As mudanças no idoso podem ser tanto funcionais, como a perda de memória, diminuição de iniciativa e dificuldade de atenção e orientação, quanto comportamentais. Quando o idoso muda o comportamento, a procura por um especialista tem que ser rápida, pois dificilmente será algo tranquilo de lidar. É algo que exige tratamento e atenção. Se os sintomas ocorrem em alguém mais novo, mas a funcionalidade continua completa, é importante levar a pessoa num psiquiatra, porque pode ser relacionado a outras doenças, como explica o neurologista.

A demência frontotemporal, por exemplo, pode ter mudanças relevantes quando é uma apatia ou um distanciamento. “Quando pessoas com mais de 50 anos começam a ficar distantes, quietas, sem iniciativas e sem se importar com quem está perto dela, esses sintomas apontam para uma demência”, observa Heitor. Vale lembrar que tem que ser um comportamento diferente do qual a pessoa geralmente tem.

O tratamento da doença dependerá do estágio em que está. Existe o tratamento sem remédio em que o neurologista orienta os cuidadores e familiares do idoso a como lidar com o paciente, dando dicas sobre o manejo das tarefas diárias e como aplicá-las, explica Heitor. Quando o paciente já está no estágio em que precisa de remédios, usa-se os que atenuam a doença de alguma maneira, para estacioná-la ou evitar a progressão rápida. Quando o idoso é diagnosticado bem no início da doença, pode até haver uma melhora da memória. Outro tipo de tratamento é a reabilitação cognitiva feita por neuropsicólogos.

O médico destaca que o tratamento é oferecido na rede pública e, em algumas cidades, há centros de neurologia cognitiva e serviços de geriatria. Em Brasília, um dos serviços prestados é o da geriatria na Universidade de Brasília. “A saúde pública não funciona bem no Brasil, os pacientes não conseguem ter acesso porque é tudo muito bagunçado e apenas 5% das pessoas conseguem algum tratamento para o alzheimer”, afirma Heitor.

A memória que fica prejudicada quando o idoso tem a doença, em geral, é a recente. “Mas as memórias que são muito antigas, especialmente as do começo da vida como infância, adolescência e início da idade adulta ficam armazenada em outro circuito do cérebro diferente dos que são afetados primeiramente pela doença de alzheimer e elas são mais resistentes”, explica Heitor. Pesquisadores desenvolveram recentemente um exame de vista que pode detectar alzheimer. Com a criação de uma avaliação simples, os profissionais da saúde conseguiram detectar a possibilidade de se desenvolver a doença até duas décadas antes dos primeiros sintomas surgirem.

O neurologista clínico comenta que essa descoberta é ótima, pois consegue se identificar pelas pequenas artérias. “É bem interessante isso sobre a retina porque tem a ver com as pequenas artérias que conseguimos acessar na retina. E o alzheimer tem alguma relação, não necessariamente na totalidade, mas em uma boa parte com o adoecimento de artérias”. Segundo Heitor, existem algumas causas para a pessoa ter alzheimer. Uma dela é a questão genética, que é totalmente determinado pela presença do gene, mas é bastante raro. Outro risco é a apolipoproteina,  proteína plasmática envolvida no transporte de colesterol. Mas não são necessariamente todos que possuem a proteína que terão a doença.

Outro fator apontado por Heitor são os remédios. “Temos a impressão de que alguns medicamentos podem influenciar os mecanismos moleculares de memória, diminuindo um pouco o funcionamento dela, talvez isso aumente um pouco o risco de a pessoa sofrer de alzheimer no futuro, mas não é uma relação de causa efeito completa, é o momento de risco”.

Priscila cuida principalmente da família, sempre confortando e fazendo com que aceitem e saibam lidar com o idoso que possui a doença

Priscila cuida principalmente da família, sempre confortando e fazendo com que aceitem e saibam lidar com o idoso que possui a doença

Outras questões, chamadas modificáveis, podem ajudar a antecipar o avanço da doença. Entre eles, estão sedentarismo, isolamento social, pressão alta, obesidade, diabetes, tabagismo, perda auditiva e depressão não é tratada. “Pacientes que estão no primeiro estágio do alzheimer, começam a ter um quadro de depressão porque vão percebendo que estão começando a esquecer, a ficarem confusos e, por não entender o que está acontecendo, acaba ficando depressivo”, comenta a neuropsicóloga Priscila Chaves.

Papel da família

Avó da engenheira Thabata Granja, Neuza Marlene Macedo, 83 anos, foi a primeira da família a ser diagnosticada com alzheimer. O estágio da doença já está bem avançado, pois tarefas simples dia-a-dia não conseguem ser feitas normalmente. A neta também relata a dificuldade dela com a noção de tempo e de espaço. A descoberta foi feita pelo cardiologista e, a partir de então, começaram o tratamento.

Um dos fatores mais importantes em relação à doença é a família, pois é ela que está presente no dia-a-dia do idoso. Priscila afirma que a aceitação dos que estão mais próximos é essencial no tratamento. Mas não é o caso de Thabata. A avó dela descobriu que tinha alzheimer depois de algumas dificuldades de ordem familiar. Quando a doença foi diagnosticada, uma das filhas não aceitou. “Com a dificuldade da minha tia, ficou muito difícil fazer o tratamento com ela, pois as duas moram juntas e, por morarem em São Paulo, não conseguimos interferir”, diz.

Dona Neuza já está com o alzheimer bem evoluído o que a impede de fazer tarefas simples do cotidiano

Dona Neuza já está com o alzheimer bem evoluído o que a impede de fazer tarefas simples do cotidiano

Thabata observa que a avó sempre foi independente e ativa, mas que, com a doença, foi proibida de fazer tarefas simples como cozinhar. “Hoje, ela não consegue mais tomar banho sozinha, se trocar, não tem mais noção do tempo. Ela não tem um cuidador profissional para cuidar dela, apenas uma empregada doméstica que ajuda”.  Na avaliação dela, se a avó pudesse ficar em uma instituição de longa permanência, a doença não teria avançado tão rápido. “Acredito que se ela fosse para um lugar que cuidasse de pessoas nessas condições, nem que fosse apenas um day care, ou tivesse um acompanhamento de alguém preparado que estimulasse as atividades, a doença não progrediria tão rápido”.

O bibliotecário Mario Rocha tem o pai com a doença. Elmiz Antônio Rocha tem 72 anos e descobriu o alzheimer aos 66. Os familiares perceberam que ele poderia ter a doença quando começou a fazer perguntas que não costumava fazer, sobre coisas que anteriormente tinha conhecimento. No começo, Mario diz que foi difícil aceitar a doença: “Foi bem complicado porque queríamos acreditar que poderia haver alguma cura, mas depois que ele foi diagnosticado, acabamos nos acostumando com a ideia”. Mario comenta que hoje o tratamento do pai é paliativo e conta com uma cuidadora. “Por a doença já estar bem avançada, comprometendo a comunicação dele, houve um episódio em que ele estava com infecção urinária que só descobrimos quando começou a ter febre”, lembra.

Fabrício Lobão, que é estudante de engenharia, tem a avó com alzheimer. Elza Lobão tem 80 anos e foi diagnosticada com a doença em 2007, após exames e testes neurológicos. A família desconfiou que ela pudesse ter a doença após a perda de um dos netos e pelo esquecimento de coisas bobas da rotina. “Ela estava se perdendo na rua, esquecia as panelas no fogo e, um dia, meu tio foi segui-la quando ela saiu de carro e percebeu que ela estava perdida fazendo o caminho que fazia semanalmente para a aula de dança”, comenta.

Hoje, Elza é tratada com terapia e adesivo de memória e toma remédios para o retardamento da doença. “Tenho duas tias que moram com ela e a rotina de cuidado é dividido entras elas”, conta. A maior dificuldade da idosa hoje é a perda de memória recente e, por ter sido muito independente, hoje possui um certo orgulho de assumir que tem a doença e que perdeu um pouco da autonomia.

Já a avó de Tamires Amorim que é arquivista, Jovelina Amorim de 83 anos, foi diagnosticada em 2010. Os familiares começaram a desconfiar dos sintomas da doença em 2009, mas os médicos na época descartaram o Alzheimer, então, apenas um ano depois ela teve o diagnóstico certo.

Desde o início, Jovelina fez o tratamento no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Atualmente, a idosa não está fazendo tratamento nem tomando remédio porque a doença já está muito avançada. “Além das complicações do Alzheimer, em 1992 ela teve um AVC que deixou sequelas na parte de locomoção, então ela não pode mais andar e também é cega por causa do diabetes”, comenta Tamires.

Apesar de todos os nove filhos aceitarem que a mãe tivesse a doença, o marido Idarim Amorim não aceitou. Jovelina morava em Caldas Novas no Goiás e teve que se mudar para Brasília para ter tratamento, já que a negação do marido complicou o tratamento na cidade natal dela. “Foi muito difícil porque eles eram casados por 68 anos e ele ficava mentindo para as pessoas falando que ela tinha outros problemas”, continua, “por ele não aceitar e ela ter vindo se tratar em Brasília, deixou ela emocionalmente mais abalada”, conclui.

Dona Jovelina não faz mais nenhum tratamento porque está no estágio mais grave da doença

Dona Jovelina não faz mais nenhum tratamento porque está no estágio mais grave da doença

Hoje, a idosa está no ultimo estágio. “Ela não consegue mais fazer nada sozinha, não sabe nem mais quem ela é, apenas lembra às vezes do marido, mas não lembra dos filhos”, comenta Tamires. A arquivista diz que toda a família procurou saber mais da doença e que entendem melhor o que Jovelina está passando.

O neurologista comenta sobre a importância de a família compreender o momento pelo qual a pessoa passa. “A família tem um poder formidável, quase absoluto. A capacidade de ajudar demais ou de inviabilizar o tratamento. Às vezes, eles negam a existência de uma doença e o problema é que, nesse caso, o tempo é muito mais valioso do que em algumas outras doenças porque, quanto mais o tempo passa, mas vai se agravando a dificuldade”.

Priscila reconhece as dificuldades dos familiares e lembra que muitas vezes o problema está no fato de eles não saberem como proceder. “Vai ser muito difícil ver seu pai, mãe se esquecendo de tudo? Sim, mas é essencial que tenham um acompanhamento para lidar com a situação, pois a negação só piorará as coisas”, afirma. O trabalho do profissional, segundo ela, muitas vezes consiste no acolhimento. “Meu trabalho é escutar as famílias, pois as pessoas ficam muito angustiadas, se sentindo impotentes”, destaca.

 

Uma dica da neuropsicóloga é estimular o idoso a praticar atividade física, eventos sociais como bingo e forró, atividades de lazer, hidroginástica, centros de day care. “O idoso tende a se isolar por achar que está incomodando, mas se ele mantiver atividades que o deixem para cima ou estimulando, a chegada ou o avanço da doença pode ser adiada”, conclui.

Casas de repouso

Em Brasília, existem algumas instituições de longa permanência para o idoso. Elas oferecem tanto o day care quanto a moradia.

Paloma é quem avalia os idosos e que indica quais as atividades que os idos iram fazer

Paloma é quem avalia os idosos e que indica quais as atividades que os idos iram fazer

Nelas são oferecidas atividades, socialização e médicos especializados. A clínica Espaço Convivência é uma delas. No local moram 46 idosos e outros 22 estão no sistema day care. Os que chegam fazem uma avaliação com geriatra, equipe multifuncional que possui terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista e geriatra. Ao passar pela avaliação com o terapeuta, ele indicará as melhores atividades, dependendo do desempenho cognitivo, porque idosos em estágio mais avançado da doença podem não se sair bem em atividades em grupo, como explica a terapeuta ocupacional Paloma Oliveira.

O Espaço Convivência ainda oferece atividades como artesanato, estimulação cognitiva, culinária, fonoaudiologia e fisioterapia em grupo. Segundo Paloma, as famílias têm total liberdade de visita e também de levá-los para passear. “Tem famílias que vem para participar de algumas atividades, das festas que fazemos mensalmente… A maioria dos idosos recebe visitas todos os dias e isso é muito bom para eles”, avalia Paloma. Idosos que possuem alzheimer são mais da metade na clínica, mas cada um está em um estágio da doença. “As nossas atividades são mais voltadas para quem está na fase leve e moderada. Incluímos eles nos grupos de estimulação cognitiva. Idosos que estão no estágio mais avançado não conseguem mais participar dos grupos”, observa Paloma.

Para idosos que ainda possuem um desempenho cognitivo bom, participam de diversas atividades como jogos, sala de televisão, entre outras.

Para idosos que ainda possuem um desempenho cognitivo bom, participam de diversas atividades como jogos, sala de televisão, entre outras.

Deixar o idoso em algum centro seja para morar ou para passar o dia, o ajuda muito pois ele pode fazer amigos, manter um convívio social que às vezes é perdido

Deixar o idoso em algum centro seja para morar ou para passar o dia, o ajuda muito pois ele pode fazer amigos, manter um convívio social que às vezes é perdido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além da consulta com a terapeuta ocupacional, os idosos também passam por nutricionistas que analisam tudo o que podem comer e fazendo uma dieta apropriada para ele

Além da consulta com a terapeuta ocupacional, os idosos também passam por nutricionistas que analisam tudo o que podem comer e fazendo uma dieta apropriada para ele

Abraz

Otávio é o diretor científico da Abraz e foi ele quem trouxa a associação para Brasília

Otávio é o diretor científico da Abraz e foi ele quem trouxa a associação para Brasília

A Associação Brasileira de Alzheimer chegou recentemente a Brasília. Ela foi trazida pelo geriatra Otávio Castello em 2015 e, desde então, promove grupos de apoio às famílias que possuem alguém com a doença. O grupo está presente tanto no Plano Piloto quanto em Taguatinga. Segundo Otávio, a criação da associação vai além do apoio para as famílias. “A Abraz tem por objetivo trabalhar com todos os assuntos que sejam de relevância para as pessoas acometidas por doença de alzheimer. Então nós temos, por exemplo, o esclarecimento com informações científicas ou a difusão do conhecimento científico, o apoio às famílias nesse sentido do apoio afetivo-emocional, a conformação.”.

Além desse apoio emocional e intelectual, a Abraz atua lutando por políticas públicas para essa área. “Nós temos também uma área de militância em relação à formação de políticas públicas, participação em conselho de órgãos de representação de gestão como Conselho Distrital no Conselho Nacional do Idoso para que a gente possa ajudar a formar as políticas públicas em relação a isso”, afirma Otávio. As principais atividades da Abraz hoje são o desenvolvimento dos grupos de apoios. Periodicamente, são feitas ações como palestras e seminários científicos.

Box

para-sempre-alice-poster“Para Sempre Alice” é um filme que conta a história de Alice Howland, interpretada por Julianne Moore. Na história, Alice é uma professora de linguística que, aos 50 anos, começou a ter os sintomas de alzheimer. Em curto período de tempo, a doença piora.

No filme, a personagem tem o gene causador da doença, porém, segundo o neurologista Heitor, esse é um caso de apenas 5% dos casos, sendo que os outros 95% são, em geral, causados pela velhice. Quando o paciente já possui a doença e a causa é genética, os filhos podem fazer o teste para saber se têm o gene, como aconteceu no filme com os filhos de Alice.

O médico da personagem destaca, na obra, que se ela não desempenhasse uma atividade intelectual, atuando como professora, os sintomas da doença poderiam ter surgido bem antes. Segundo Heitor, pessoas que possuem uma vida mais ativa até mesmo no início da doença podem postergar o avanço. “Para quem já está começando a ter os sinais, é bom fazer atividades que tenham certo desafio, como aprender uma luta nova ou um novo idioma. O importante é não ficar parado e deixar a doença tomar conta”, comenta.

Em “Para Sempre Alice”, após dois anos da descoberta da doença, a protagonista entra no pior estágio, que é quando não tem mais autonomia para fazer tarefas simples do dia-a-dia, como amarrar o sapato e se vestir. No caso de Alice, foi considerado um declínio rápido, pois geralmente as pessoas conseguem sobreviver com a doença de quatro a sete anos, algumas conseguindo por até 10 anos.

Box 2

Idosos e alzheimer

- Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há uma pessoa com mais de 60 anos para duas com menos de 15 anos no Brasil.

- As principais demências que os idosos podem ter com o avanço da idade são os Corpos de Lewy, AVCs, demência frontotemporal, mal de Parkinson e Alzheimer. Estima-se que atualmente existe cerca de 46,8 milhões de pessoas tenham alguma demência. Um novo caso surge a cada 3,2 segundos e, em 2050, a previsão é que seja um caso a cada segundo.

 

Olho1:

“A família tem um poder formidável, quase absoluto, pois tem a capacidade de ajudar demais ou de inviabilizar o tratamento”, Heitor  Lima, neurologista

olho2:

“O idoso tende a se isolar por achar que está incomodando, mas se ele mantiver atividades que o mantenham para cima ou estimulando, a chegada ou o avanço da doença pode ser adiada”, Priscila Chaves, neuropsicóloga

olho 3

“Ela estava se perdendo na rua, esquecia as panelas no fogo e, um dia, meu tio foi segui-la quando ela saiu de carro e percebeu que ela estava perdida fazendo o caminho que fazia semanalmente para a aula de dança”, Fabrício Lobão, que tem a avó com alzheimer

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