Comportamento

Hobby em excesso pode virar vício

Mateus chegou a emagrecer por conta do Instagram, André também criou dependência das redes sociais

Mateus Rosa comenta que a dele vida nunca mais foi a mesma depois que se rendeu às redes sociais

Mateus Rosa comenta que a dele vida nunca mais foi a mesma depois que se rendeu às redes sociais

Alguns assistem compulsivamente aos jogos de futebol toda semana, outros necessitam das redes sociais a cada minuto para se manterem em alta. Em alguns casos as pessoas não conseguem identificar que têm algum tipo de dependência de algo que, para a maioria, é fácil viver sem. Para psicóloga Juliana Benevides é a família que acaba percebendo e comentando a respeito. A também psicóloga Cristiana Moura completa que o vício é algo que foge do normal e acaba trazendo sofrimento para a pessoa.

O estudante de jornalismo Mateus Rosa comenta que a dele vida nunca mais foi a mesma depois que se rendeu às redes sociais, principalmente ao Instagram. O também estudante de jornalismo André Magalhães concorda com o colega. “Eu amava as curtidas e me sentia valorizado quando recebia uma, e acabei passando a depender totalmente disso. Via pessoas influentes com vários seguidores e queria ser igual”, explica Mateus. Daí, passou a postar mais e a consultar a todo momento o número de seguidores e curtidas.

Pedro Paulo Gomes detalha que a relação dele com o Fluminense e o futebol começou quando tinha apenas 8 anos de idade, ao tentar assistir o jogo do time contra o Bangu

Pedro Paulo Gomes detalha que a relação dele com o Fluminense e o futebol começou quando tinha apenas 8 anos de idade, ao tentar assistir o jogo do time contra o Bangu

O estudante de administração Pedro Paulo Gomes detalha que a relação dele com o Fluminense e o futebol começou quando tinha apenas 8 anos de idade, ao tentar assistir o jogo do time contra o Bangu. “Por já não ter mais ingressos, minha mãe e eu conseguimos entrar no local através de uma barreira que tinha em uma das entradas, e assim pude ver o jogo em um local privilegiado”, afirma Pedro, que a partir de então passou a sentir um amor sem igual pelo futebol.

Pedro Paulo acredita que o futebol não afeta tanto a rotina, mas já perdeu prova do colégio por conta do jogo, dormiu na rodoviária por não ter como voltar para casa, e se o Fluminense tivesse chegado ao Mundial iria vender o que tinha de mais valor para ver o time jogar no Japão.

Como o uso excessivo do Instagram estava atrapalhando a vida social de Mateus, que chegou a emagrecer por conta do aplicativo, a família teve que pedir ajuda a psicólogos e terapeutas. Atualmente, o jovem está fazendo acompanhamento psicológico e, e após seis meses de tratamento, reativou a conta, e seria monitorado. “Retornei no dia 10 de novembro, não posto nade e só entro pelo computador, e nesse tempo que passei fora aprendi muito, os psicólogos me ajudaram a começar a entender a situação e não deixar que seja maior que eu”, completa.

André Magalhães não faz acompanhamento, mas está tentando parar de usar as redes sociais por sentir a necessidade de estar sempre olhando o celular. “Ainda não tenho a necessidade de realizar acompanhamento, pois por enquanto não está afetando tanto a minha rotina”.

A psicóloga Juliana Benevides explica, que existe sim tratamento para todo e qualquer tipo de vício, mas não usaria o termo cura para essa situação. Para a também psicóloga Cristiana Moura completa que a pessoa aprende a lidar com a situação. “Não existe uma cura de um vício, existe a cura da origem do problema”, explica Cristina.

As psicólogas explicam que o apoio da família é fundamental, pois é a primeira a reconhecer o vício, e é a quem a pessoa pede ajuda primeiramente. “Se a relação com a família for boa, se houver confiança, acolhimento, empatia e não julgamentos, a família auxilia afastando o sujeito do vício, amparando-o emocionante e lhe fortalecendo para continuar os tratamentos”, completa Juliana.

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