Educação

Jogar também pode ajudar no aprendizado

Atividades digitais e de tabuleiro contribuem para novas capacidades cognitivas

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Cada vez mais as pessoas buscam aprender com jogos e com o lúdico. Tanto os digitais quanto os de tabuleiro ajudam crianças e adolescentes a desenvolverem novas habilidades, sejam elas cognitivas, linguísticas à práticas. “Após jogar muito, tive que treinar minha memória para decorar fases e padrões”, conta o estudante do ensino médio Pedro Lopes, 17 anos. “Os jogos não só me deram conhecimentos para resolver problemas mais rápidos, mas também me ajudaram a desenvolver a criatividade”, afirma o também estudante Gabriel Sabanai, 17.

Na visão dos dois estudantes, os jogos não são apenas uma diversão. Ambos afirmam ter conquistado novos aprendizados e desenvolvido habilidades a partir da prática. “Eu acredito que tanto os jogos digitais quanto os de tabuleiro ajudam as pessoas a desenvolverem o raciocínio lógico e aumentar as capacidades de tomar decisões rápidas”, opina Pedro. Já Gabriel, afirma que os jogos deram a ele uma visão muito maior sobre a sociedade. “Não só pude aprender mais sobre fatos históricos, mas também tive a oportunidade de ver personagens femininas sendo representadas tão fortes e  imponentes quanto personagens masculinas”, aponta o estudante.

Para o professor de física, Renato Nicastri, 47 anos, depende muito do tipo de jogo que o aluno tenha proveito educacional. “Eu vejo um desenvolvimento muito grande na área linguística e lógica do meu filho graças aos jogos”, avalia o professor. Renato conta que não teve condições de colocar o filho em cursos de inglês, mas, ainda sim, viu o filho aprendendo a ler, escrever e falar em  inglês, graças aos jogos. Porém, o professor também aponta que os jogos devem ser bem controlados, pois, atualmente, segundo o ele, os alunos vêm tendo menos experiências digitais do que físicas, tornando-os mais imaturos para muitas situações. Renato acredita que é possível o implemento dos jogos como uma forma de ensino, mas não consegue se ver fazendo isso, por não saber das dificuldades de implementar as aulas. “Eu acho que deve ser mais fácil aplicar os jogos nas séries iniciais do que no ensino médio”, opina.

De acordo com o professor de química da Universidade de Brasília e especialista em jogos no ensino Eduardo Cavalcanti, qualquer estratégia que seja diferente aos padrões de ensino, -falar, escutar e copiar-, vai ser melhor recebidas pelos alunos. “Os conhecimentos serão construídos no cognitivo das pessoas a partir das dinâmicas diferentes escolhidas pelo professor”, explica  Eduardo. Para ele, os jogos que são educativos têm como finalidade ensinar algo com um objetivo pontual,. A partir daí, ele acredita que não é possível que alguém se vicie em jogos educativos.

Na visão do desenvolvedor

O desenvolvedor de jogos, Sandro Tomasetti, e criador do pitcrew foi apontado como um treinamento lúdico de matemática. Sandro explica que a ideai simplesmente surgiu do nada e praticamente pronta e que, inicialmente, não havia pensado na possibilidade de ser um bom jogo com público infantil. “ Na hora que eu pensei no jogo, estava com a ideia de fazer um jogo sobre mecânica e o trabalho no pit stop”, explica Sandro. O jogo consiste em fazer contas rápidas para concertar o carro antes dos outros participantes.

Sandro conta, que, após terem sugerido á ele tornar o jogo mais fácil para as crianças, fez testes do jogo com jovens para ver como eles se sairiam. “Eu vi crianças e adultos jogando com a mesma vontade e muitas vezes as crianças ganhavam dos pais por conta do raciocínio rápido”, lembra.

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