Ciência e Tecnologia

Pulseira eletrônica é criada para auxiliar pessoas com diabetes

Ao detectar alterações, o usuário recebe um alerta luminoso e vibracional e o aviso é enviado para a rede de contatos escolhida

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Alterações de humor, tremores e tonturas são  sintomas que uma crise hipoglicêmica pode ter. Mas nem todas as pessoas conseguem identificar o problema a tempo. Pensando nisso, uma aluna de engenharia elétrica da universidade de Brasília (UnB) desenvolveu uma pulseira com dispositivo de alerta que ajuda a identificar a baixa da glicemia. Ela se formou, mas a universidade patenteou a tecnologia e continuou levando a proposta à frente.

Foi aí que Egmar Rocha se interessou pela ideia e licenciou a tecnologia. “Foram construídos seis protótipos. Os dois primeiros foram provas de conceito para termos certeza de que realmente funcionava. A partir daí, iniciamos alguns ensaios com voluntários, até chegarmos na versão atual da easyglic”, explica Egmar, atual diretor executivo da empresa.

Pulseira conta com mais de 800 reservas e será vendida pelo valor de 620 reais. Foto cedida pela EasyGlic

Pulseira conta com mais de 800 reservas e será vendida pelo valor de 620 reais.
Foto cedida pela EasyGlic

Além da pulseira, a empresa também desenvolveu um aplicativo onde o usuário pode armazenar todas as informações coletadas e emitir um aviso para até três números previamente cadastrados no aplicativo, caso aconteça um ataque de hipoglicemia em que o usuário não consiga controlar.

A tecnologia se baseia em bio-feedback para detectar um estado corporal compatível com a hipoglicemia. A coleta dos sinais é realizada na superfície da pele, de forma não invasiva. Esses sinais são tratados pelo algoritmo contido na pulseira e em caso de anomalia o usuário recebe um alerta luminoso e vibracional.  “Caso ele não consiga desarmar o alerta em até 45 segundos, automaticamente a pulseira aciona o aplicativo instalado no smartphone e envia mensagens de texto para até três contatos de emergência”, explica Egmar.

Segundo o diretor executivo, o usuário pode contar com um suporte a mais na detecção de crises hipoglicêmicas, o que leva tranquilidade para a vida de quem tem a doença. “Em muitos casos a pessoa tem dificuldade em identificar a aproximação dessas crises e passa a sofrer desmaios, o que traz um risco enorme.

Além disso, também pode ocorrer a hipoglicemia noturna que em alguns casos leva ao coma”. Foi o que aconteceu com o aposentado Elio Valente, 68 anos, que convive com a doença há 25 anos. Ele é um dos voluntários que participaram das pesquisas de desenvolvimento da pulseira. “Fui informado do projeto pelo Egmar,que pediu para que eu fizesse testes em dois protótipos”. O aposentado já passou por ocasiões em que o alerta da pulseira poderia ter ajudado. “Já cheguei a desmaiar enquanto estava dirigindo devido à hipoglicemia, por sorte não estava sozinho e consegui parar o carro a tempo”, lembra Elio. Ele ainda ressalta como a easyglic pode ser fundamental para o alerta de situações críticas de hipoglicemia. “Ela pode evitar ocorrências fatais e ainda te permite tomar medidas em tempo hábil”.

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