Turismo e Lazer

Saltos em queda livre proporcionam diversão

Apesar de não ser oferecido em Brasília, o esporte atrai cada vez mais amantes da adrenalina; o treinamento ganha espaço e desafia as emoções daqueles que gostam dos esportes radicais

O aumento do tráfego aéreo em Brasília impede a prática do paraquedismo. Os amantes da prática dizem que paraquedismo é um esporte que envolve adrenalina e emoção ao ar livre e que precisam ir para cidades próximas. “Infelizmente não existem locais em Brasília. Quando quero praticar os saltos tenho que viajar”, afirma o engenheiro civil Thiago Peixoto, 35 anos, praticante do esporte há mais de quatro anos.

O engenheiro civil Thiago Peixoto viaja com frequência para praticar o paraquedismo

O engenheiro civil Thiago Peixoto viaja com frequência para praticar o paraquedismo

Thiago Peixoto frequenta os aeroclubes de Anápolis, a 150 quilômetros da capital, e Luziânia, a 60 quilômetros, para praticar os saltos conhecidos como queda livre e freefly. Ele afirma que faz o esporte por diversão e que o principal objetivo é quebrar a rotina. “Comecei os saltos porque sempre tive vontade, já via em filmes e achava interessante”, conta.

O atleta diz que, além da realização do curso de formação, foram exigidos o atestado médico e a inscrição na Federação Brasiliense de Paraquedismo. O código esportivo da Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq) informa que o atleta deve ser filiado por meio de uma entidade regional e recomenda-se que seja apresentado regularmente atestado médico de saúde que comprove total capacidade física e emocional. Segundo a CBPq, existem cerca de 4.500 atletas filiados no Brasil.

Além dos atletas registrados, como Thiago, existem os apaixonados pelo esporte que optam por comprar pacotes em escolas especializadas em saltos, como é o caso do vendedor Alef Tourão, 23. Ele comprou o pacote e realizou o salto duplo com um instrutor especialista na modalidade. “É uma experiência inesquecível! Me senti muito seguro com o instrutor, repetiria o salto com certeza”, afirma.

Antes da realização dos saltos é necessário um treinamento em que são repassadas as instruções e dicas de segurança. O instrutor é responsável por todos os comandos e o praticante deve apenas seguir o combinado. Segundo o instrutor Hélio Rubens, não é necessário nenhum curso prévio, apenas um briefing de 15 minutos antes dos saltos. “Os saltos duplo são uma oportunidade para aqueles que querem experimentar a sensação de liberdade proporcionada pelo paraquedismo”, conta. A idade mínima para saltos duplo no Brasil é de 14 anos. Se o menor de 18 anos quiser saltar é necessário que os responsáveis legais portem cópia dos documentos de ambos e uma autorização por escrito. Não existe limite de idade para os praticantes.

Para os saltos é exigido o uso de equipamentos específicos, como óculos apropriados, roupas esportivas e tênis, que em geral são inclusos nos pacotes. Segundo informações da escola Mergulho no Céu, em Anápolis, após a decolagem, realiza-se um voo que dura cerca de 25 minutos antes do salto. Ele é realizado em queda livre a mais de 3 mil metros de altura e pode atingir mais de 220 km/h. Os pacotes variam de R$ 575 a R$ 945.

Créditos - Escola Mergulho no céu

Créditos – Escola Mergulho no céu

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