Esporte

Brasiliense sonha com Olimpíada de Tóquio

Os jogos na Ásia representam o último ciclo olímpico do nadador Glauber Siva

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atletas DF Jogos 2020 natação Olimpíadas de Tóquio

Prestes a completar 32 anos, o nadador brasiliense Glauber Silva se prepara para o que ele garante ser o último ciclo olímpico como atleta. Em 2012, após se classificar para as Olimpíadas de Londres, ele precisou adiar o sonho de competir nos jogos. Glauber foi flagrado no exame de dopagem por uso de testosterona. Na época, o atleta foi suspenso e ficou impedido de competir por dois anos.

Mais maduro e com a cabeça voltada para os jogos de 2020, o nadador concilia a rotina de treinos com a de palestrante. A ideia é que logo após a aposentadoria das piscinas, ele trabalhe na formação de novos nadadores. “São dois sonhos que eu sempre tive, representar o Brasil em uma olimpíada e poder formar atletas que compartilhem deste mesmo sonho”, afirma.

Para dar mais esse passo rumo às Olimpíadas de Tóquio, Glauber treina seis vezes na semana em dois períodos. Pela manhã, faz a parte física e, à tarde, piscina. “É uma rotina bem puxada, desgastante, mas se eu quero estar lá, cada braçada já vale”, diz o nadador.

Glauber recebe instruções do treinador

Glauber recebe instruções do treinador

Todo esse esforço colocado em prática é consequência do apertado calendário de 2018. As provas nacionais deste ano já começam a medir os índices classificatórios para o mundial de 2018 na China e os jogos Pan-Americanos de 2019, no Peru. O primeiro desafio é agora em abril, no Troféu Brasil de Natação. “Meu planejamento passa por esses campeonatos. Eu preciso estar no meu auge técnico e físico para conseguir as classificações”, conta.

Especialista nas provas de 50 e 100 metros borboleta, Glauber ainda vai tentar o índice nos 100m livres. Para isso, ele conta com a ajuda do novo treinador, Hugo Lobo Filho Costa, que já trabalhou com a ex-nadadora Rebeca Gusmão. “É um nadador com postura, perfil atlético, comprometido. Tem tudo para estar nos jogos”, elogia o treinador. “A gente está no início do trabalho, vamos seguir o cronograma e classificar para os principais torneios”, completa Hugo.

Doping

Apesar de ter a carreira marcada pelo uso de substância proibida, Glauber garante que é inocente e não se arrepende de nada: “Nunca ficou 100% comprovado o uso de testosterona, eu prefiro me apegar a isso”.  E afirma que está focado somente na conquista de mais uma medalha para o DF e para o Brasil. “Quero chegar lá, o que motiva é estar no pódio.”

Glauber com o treinador Hugo Lobo Filho: projeto é estar em Tóquio 2020

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