Cultura

Jovens escritores buscam espaço no mercado editorial do DF

Da ficção a científicos, novatos tentam driblar dificuldades para garantir publicações

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Um terço da população brasileira nunca comprou um livro, segundo a pesquisa Retrato Leitura. Jovens autores tentam driblar as dificuldades para garantir a publicação das obras deles. “Do momento em que eu comecei a escrevê-lo, ao que ele chegou até as pessoas no final do ano passado, foram quase dez anos de processo de uma escrita, uma nova edição e um tempo”, comenta o jornalista e escritor Bruno Bucis, de 26 anos, que publicou a obra Noites de Sol. Já a estudante Paula Dias Garcia, de 23 anos, precisou do apoio da família para a revisão e diagramação do livro. “Meus pais pagaram a publicação e devolvi vendendo, foram uns quatro anos”, relata a jovem.

Paula lembra que até a publicação foram vários os pedidos de editoras negados. “Editora é um sofrimento sem fim”. Das três obras da autora publicadas até o momento, ela destaca o livro Kyra, uma ficção fantástica de 2010. A estudante diz ter participado de projetos escolares para falar sobre a obra, distribuindo o seu trabalho. “É a única coisa que faço desde sempre e levo a sério”, ressalta Paula.

A paixão pela escrita é uma necessidade para esses jovens. A fama ou o retorno financeiro não é o mais importante. De ficção fantástica a livros de pesquisa, obras são escritas para mostrar ao mundo o sentimento que cada autor tem a oferecer para seus leitores, seja passar uma mensagem, lição de vida, conhecimento ou por simplesmente ser a coisa mais prazerosa na vida de cada um. Uma realização profissional como forma de levar as criações para as pessoas. “O interesse de todo escritor é soltar esses demônios de dentro de si”, resume Bruno. No começo de 2016, ele criou um blog para publicar capítulos do livro como forma de divulgação. Com isso, teve o apoio da Tagore Editora.

Editor da  Kiron, Daniel Machado declara  que o processo basicamente é incentivar os autores a fazerem a publicação do primeiro livro.  Ele ainda ressalta que a empresa oferece toda a assessoria, desde o registro, orientação da produção do texto e revisão até a distribuição, tanto no formato digital quanto no impresso.

Se o mercado de ficção costuma apresentar dificuldades, as obras técnico-científicas  ganham cada vez mais espaço. A Editora Universidade de Brasília, por exemplo, trabalha exclusivamente com essa linha editorial. A ideia, segundo o coordenador de produção Pércio Sávio Romualdo da Silva, é desenvolver a pesquisa e a extensão. Ele relata que a editora está entre as públicas mais conhecidas no Brasil, inclusive com obras traduzidas de instituições estrangeiras.  “Nosso livro mais vendido mesmo é uma tradução do italiano, que é o Dicionário de Política, que a gente comprou os direitos de publicar no Brasil”, lembra ele.

A professora da Universidade de Brasília Ana Carolina Kalume Maranhão lançou o livro O jornalista brasileiro, convergência e mudança provocada pelas tecnologias da informação e comunicação em setembro de 2017. A autora explica que a obra trata de uma ampla pesquisa, com mais de mil jornalistas de todo Brasil, sobre as práticas de atuação do profissional  e as mudanças no modo fazer jornalismo frente aos avanços tecnológicos. A tese, que foi adaptada para o formato de livro, recebeu em 2015  uma menção honrosa no prêmio Adel Mugenro Filho de pesquisa e jornalismo. “Para o autor, umas das grandes questões é principalmente que a pesquisa chegue ao maior número de pessoas possível”, conclui a autora.

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