Economia

Investidores apostam em moedas virtuais

Economistas explicam que mercado é volátil, apresenta riscos e dizem que não se deve aplicar o que irá fazer falta

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Professor de economia da UPIS, Paulo José Mascarenhas

José Paulo Mascarenhas destaca que mercado é especulativo

As moedas virtuais têm sido cada vez mais usadas, principalmente as criptomoedas, como a bitcoin. Mas o professor de economia da Upis, José Paulo Mascarenhas, alerta que este mercado baseado no processo de troca se tornou meramente especulativo. Um dos exemplos é a kriptacoin, apontada pela justiça como uma falsa criptomoeda. A estudante Carolina Pujol investiu 3 mil reais sem saber que corria risco de perder todo valor. “Felizmente fui alertada uma semana antes que não seria bom o investimento”, declara.

Economistas explicam que a criptomoeda é uma moeda como as outras, baseada na troca, como já foi o cheque e até mesmo mercadorias como o sal e a carne. No caso da moeda virtual, como a bitcoin, que ocupa metade do mercado atual, é um tipo de investimento que não é lastreado. “ A diferença de bitcoin e a nossa moeda é que a nossa moeda representa um valor  ao qual ela está lastreada”, afirma José Paulo. “Ela passa a ter um valor porque as pessoas estão procurando essa moeda”, acrescenta o também economista Ronalde Lins.

José Paulo ainda acrescenta que o mercado é volátil. “Tem muita gente que ganha, mas tem muita gente que perde, tenho um conhecido que perdeu 350 mil reais em uma semana”, declara. Ele ressalta que é importante seguir as regras básicas desse mercado especulativo: comprar na baixa e vender na alta, além de não investir aquilo que vai fazer falta. A moeda sobe e cai, como acontece em qualquer mercado, pois tem efeito cíclico. “A ganância é  que leva muita gente a perder dinheiro, porque fica naquela ideia que vai crescer sempre. É impossível crescer sempre”, opina. Existem, atualmente, aproximadamente 800 tipos de moedas virtuais, como a terracoin, a peercoin, zcash, lacoin, primecoin, mas a bitcoin é mais conhecida, por ser a primeira lançada.

A estudante Brenda Adrielle Clímaco, de 22 anos, investiu por um tempo em bitcoin. Mesmo sabendo que na época a moeda não estava com rentabilidade boa, apostou por acreditar que era melhor do qualquer outro meio convencional. “É muito imprevisível, então decidi não me arriscar muito, mas gostei do retorno”, diz a estudante.  Ela aplicou cerca de mil reais para testar o retorno.

Carolina Pujol, investia em moeda de fraude kriptcoin

Carolina investiu na kriptcoin, moeda considerada fraude pela Justiça

A kriptacoin, considerada fraude pela justiça, exigia o cadastro em site. O esquema, segundo Carolina, funcionava como pirâmide, na qual indicava-se pessoas e lucrava-se aproximadamente 200 reais por indicações. Carolina conta que, de início, estava lucrando. “Eu deveria ter me informado mais de como funcionava esse tipo de investimento, porque quase perdi o que tinha aplicado”. Ela ressalta ainda que algumas pessoas chegaram a vender carros e outros bens em busca de lucro. “No início, era muito bom”, conclui a estudante.

 

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