Ciência e Tecnologia

Tecnologia ajuda na identificação de cães

Poucas pessoas conhecem a funcionalidade do microchip para animais, que garante informações como nome, endereço e histórico de saúde

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A aplicação de microchip tem como objetivo a identificação do animal

Microchip é envolvido por biovidro e tem tamanho de um grão de arroz

 Provoca alguma reação ao animal? Incomoda? Esses eram os questionamentos da analista de sistemas Mariana Medeiros ao resolver implantar um microchip no animal de estimação dela. O produto eletrônico é envolvido por biovidro e tem o tamanho comparado a um grão de arroz, medindo 12mm x 2mm. O microchip é inserido de forma subcutânea, na região entre as escápulas. Lá, fica fixo.

A identificação dos pets acontece quando o leitor digital passa por cima da região implantada. O microchip emite uma frequência que é captada pelo leitor e permite a visualização do número de identificação. Como não tem bateria e fica inativo a maior parte do tempo, só funcionando no momento da leitura, não existe o risco de o microchip parar de funcionar. “Nunca vi nenhum problema a longo prazo e nem a curto prazo”, comenta o veterinário Robespierre Ribeiro.

Segundo as empresas que produzem essa tecnologia, o biovidro, quando em contato com a pele, forma uma fina camada de tecido conectivo em torno do implante, que  ajuda para que ele não se mova. A utilização do material, comprovadamente, não causa rejeição. Ele é similar ao utilizado na fabricação de marca-passos.

No mercado tecnológico, existem dois tipos de microchips: o da identificação numeral e o da de cadastro. No numeral, apenas se vê uma sequência de dígitos para corresponder ao documento apresentado pelo dono. Serve como um atestado de determinado cão. Já na identificação de cadastro, as informações são completas. Ao escanear o microchip, tem-se acesso ao banco de dados do animal, ou seja, o nome do cão e do proprietário, endereço e histórico de saúde.

Nas clínicas que fazem esse procedimento é necessário emitir um certificado de microchipagem, atestando a implantação. Além das informações de cadastro também são incluídas: raça, número, modelo e marca do microchip. Com esse documento, aqueles que desejam fazer uma viagem internacional com seu animal conseguem a autorização para a emissão do Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. A implantação do microchip custa, em média, 160 reais.

Não há restrições quanto ao cão que irá receber o microchip.

Não há restrições quanto ao cão que irá receber o microchip

Em relação à melhor idade para a implantação, o veterinário conta que não existe uma regra. “O adequado é implantar o microchip lá pelos dois meses, mas ele já pode ser injetado a partir do 10º dia”, explica Ribeiro. Já sobre os possíveis malefícios, o veterinário ressalta que não vê nenhum dano que possa ser causado ao cachorro. “A injeção subcutânea é praticamente indolor e não provoca nenhum efeito colateral, visto que o material é desenvolvido com uma substância biocompatível para uso em animais”, conta.

 Cenário brasileiro

Veterinária Michele Gomes relata que a procura para a microchipagem são esporadicamente

A veterinária Michele Gomes relata que a procura para a microchipagem acontece esporadicamente

Para a veterinária Michelle Gomes, a tecnologia tem suas vantagens, mas é necessário entender que o mercado pet do Brasil está atrasado quando comparado com países da Europa e os Estados Unidos. “No Brasil, poucos animais são microchipados. É uma tecnologia que muitas pessoas não utilizam ou nem conhecem. Pouco tempo atrás, o Brasil ficou sem emitir a sorologia antirrábica, vendo por esse lado de que, se até um exame não é possível realizar, quem dirá ter um controle ou um banco de dados dos animais”, relata a veterinária.

Alguns criadores e ONGs, hoje, possuem essa concepção de, na hora de vender os filhotes, já realizarem a microchipagem, mas ainda existem pessoas receosas, acreditando que, por isso, o valor dos animais será mais alto.

Mariana Medeiros, dona de um shihtzu de 3 anos, decidiu fazer o procedimento por conta própria em função de uma viagem. “A maioria dos países só permite a entrada de animais microchipados. Então tive que fazer esse procedimento para poder levar meu cachorro”, acrescenta.

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