Meio Ambiente

Desgaste do solo provoca rachaduras na EPGU

Erosão causada pelas chuvas e ação do homem é responsável pela degradação da área e ameaça vegetação

Entrada principal do Parque Ecológico Ezequias Heringer no Guará

Entrada principal do Parque Ecológico Ezequias Heringer no Guará

A faixa da direita da Estrada Parque Guará (EPGU) está interditada desde o dia 14 de fevereiro, por conta de uma erosão nas margens da via que passa pelo Parque Ecológico Ezechias Heringer, ou como é popularmente conhecido, o Parque do Guará. A erosão é antiga e existe desde a construção da EPGU. De acordo com os técnicos do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) a área era monitorada e estava estabilizada. No entanto, com as chuvas, o risco de desabamento voltou a preocupar a população.

O Plano de Manejo elaborado para o Parque em 2010 já apontava algumas áreas prejudicadas, e desde 2014 um programa específico de recuperação de áreas degradadas para a região vinha sendo conduzido. É possível acessar o plano e outras informações do território por meio do endereço eletrônico http://www.ibram.df.gov.br/component/content/article/390.html

Trecho interditado para obras na Estrada Parque Guará

Trecho interditado para obras na Estrada Parque Guará

Segundo o professor e ambientalista José Camapum, uma erosão de grandes dimensões pode se formar em um curto período de tempo. Basta que exista uma canalização de água para aquele lugar. A continuidade do processo, ou não, depende dos cuidados com a área. Para ele, a educação é a principal solução para o problema. O professor conta que é preciso uma boa gestão, seja em área pública ou privada, rural ou urbana. “A educação dos gestores, produtores rurais e da população em geral é importantíssima”, diz. “Não podemos ser ignorantes em relação aos cuidados com a água”, critica.

Apesar do transtorno, não foram tomadas medidas específicas sobre o problema, por conta de demais assuntos relativos a área que eram prioritários, como, por exemplo, a retirada de centenas de ocupantes irregulares na região, além da desocupação de áreas utilizadas para despejos de lixo. De acordo com o Ibram, estas atividades foram realizadas nos últimos dois anos, com a participação de diversos órgãos do governo, como a Agência de Fiscalização (Agefis) e a Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedest/MIDH).

Com a presença dos invasores não seria possível tomar medidas para evitar ou reduzir o processo erosivo. Após a retirada das famílias, o Ibram passou a ter condições para administrar a unidade de conservação ambiental, no sentido de estancar e recuperar as erosões

Máquinas da obra na erosão do parque

Máquinas da obra na erosão do parque

Por se tratar de uma emergência, o Código Florestal garante a interferência imediata. Portanto, a liberação para início das obras pelo Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) já está assegurada e elas serão acompanhadas pelo Instituto, para garantir o menor impacto ambiental possível. O DER-DF apresentará um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad), com base no qual será feita a revegetação das áreas atingidas.

O Parque do Guará tem aproximadamente 345 hectares de área protegida e é cortado pela Estrada Parque Guará (DF-051). Dentro do Parque passa o córrego Guará, que se junta com Riacho Fundo, já na região da Candangolandia, que por sua vez deságua no Lago Paranoá. Por isso, o córrego corre risco de assoreamento.

Córrego do Guará corre risco de assoreamento

Córrego do Guará corre risco de assoreamento

Entenda o problema

A erosão é um processo de separação e transporte de terra pela ação de agentes erosivos como a água e o vento. Ela é causada por um processo natural de remoção do solo ao longo do tempo ou de forma acelerada pela ação do homem e pode causar a poluição da água e do ar, destruição de ruas, casas, redes de energia, além do empobrecimento do solo em nutrientes, por perda da camada fértil e também assoreamento.

O assoreamento é a degradação dos rios, lagos e córregos pela deposição da terra que é arrastada pelas enxurradas durante o processo erosivo, que consequentemente pode causar uma redução do volume nos reservatórios de água. Fator preocupante, principalmente em tempos de racionamento. De acordo com o ambientalista, é preciso observar a cor da água nos cursos da chuva, pois, quando avermelhada pode ser sinal de erosão. Na área de publicações do site www.geotecnia.unb.br é possível encontrar mais informações acerca do fenômeno geológico.

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