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Saúde

Retirada de amígdalas muda a vida dos pacientes

Melhora na qualidade de vida é o beneficio mais comentado entre quem se submete ao procedimento

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Amigdalite cirurgia de amígdala

Basta uma mudança no clima e a estudante Natália Bueno já começa a tossir. E o problema não é de agora, pelo menos quatro vezes ao ano ela convive com tosses, febres e dor na garganta. Depois de procurar um médico, ela optou por fazer uma amigdalectomia, cirurgia para retirada das amígdalas.

Ricardo passou a interagir com outras crianças após a retirada das amígdalas

Ricardo passou a interagir com outras crianças após a retirada das amígdalas

Este também foi o caso do filho mais novo da contadora Annelise Rambo, Ricardo, que passou pela cirurgia com apenas três anos de idade. Ela fala que o filho ainda pequeno passava a maior parte do tempo internado em hospitais para tratar infecções na garganta e resfriados. “Era muito ruim você ter uma criança sempre doente. Ela não consegue brincar, aprender e interagir”, diz. Logo depois do procedimento, Annelise conta que Ricardo passou a respirar melhor e parou de se queixar das dores na garganta. “Dava para ver ele muito mais animado e com menos birra, brincava mais com as crianças”, completa.

Já Natália, de 23 anos, precisou de um pouco mais de tempo para realizar o procedimento. Ela notou a necessidade da intervenção após perder vários compromissos por estar doente. “Eu ficava semanas sem trabalhar, sem conseguir estudar direito. Queria uma qualidade de vida melhor”, afirma. Totalmente recuperada, ela reconhece que teve menos casos de problemas respiratórios e resfriados e comemora: agora pode cumprir a agenda de compromissos.

Após a cirurgia, Natália não se queixa mais das dores de garganta

Após a cirurgia, Natália não se queixa mais das dores de garganta

O jornalista Klaus Barbosa também optou por retirar as amígdalas. Para ele, as constantes dores de garganta tornavam o desempenho no trabalho mais difícil. “Toda as vezes que eu tinha amidalite, eu tinha todo um processo para voltar a gravar, desde recuperar o tom da voz até novas sessões de fono”, justifica.

Critérios

Mas, de acordo com a chefe de otorrinolaringologia de um hospital particular da Asa Sul,  Larissa Camargo, para fazer a cirurgia, é preciso atender critérios de avaliação. “Não adianta a pessoa chegar aqui no hospital falando que quer operar”, comenta.

O último fator é a cirurgia relativa, que depende muito dos casos de infecção da amígdala no ano. Caso o paciente tenha amigdalite sete vezes em 12 meses, a operação é indicada; se no período de dois anos, o paciente tiver cinco eventos em cada ano, também é possível realizar o procedimento e, se tiver amigdalite pelo menos três vezes por ano no período de três anos, a cirurgia também é indicada. Porém, para Larissa, é necessário avaliar cada caso. “Medicina não é matemática, sento com o paciente e vejo o que é melhor para ele”, opina.

A cirurgia em si é rápida e dura cerca de 30 minutos, porém o paciente precisa ficar internado 24 horas para observação e evolução, já que durante o procedimento, o corpo é totalmente anestesiado. O pós operatório é curto e não requer muitos cuidados. “O paciente só precisa seguir a dieta e se certificar de que não a sangramento durante a fala”, explica a médica.

 

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