Saúde

Deficiência de vitamina D é cada vez mais frequente em pacientes e preocupa médicos

A substância, produzida principalmente pelo contato da pele com a luz solar, é vital para o organismo humano e sua falta pode trazer inúmeros malefícios à saúde

Com o passar dos anos e o conhecimento adquirido sobre os malefícios da exposição à luz solar, criou-se uma cultura de medo do sol entre as pessoas. Fatores cada vez mais altos nas embalagens de protetores solares, roupas com proteção UV, home office e adventos como Netflix e internet têm incentivado a população a sair cada vez menos de casa. O resultado? Uma verdadeira epidemia de deficiência de vitamina D, substância essencial ao organismo humano que é adquirida, principalmente, pela exposição solar. Mas afinal, o sol é vilão ou mocinho?

São muitos os males que os baixos níveis da vitamina podem causar, como imunidade baixa, fadiga, cansaço e dificuldade de cicatrização. De acordo com a nutricionista Gisele Marinho, o principal deles é a falta de manutenção da saúde óssea. “Quando falamos de ossos, as pessoas logo pensam em cálcio, mas a verdade é que a vitamina D é fundamental neste processo”, relata. Nos casos de detectarmos que estes pacientes estão com valores baixos da vitamina, o que recomendamos é uma dieta equilibrada e a exposição ao sol sem protetor. Claro que sempre tomando muito cuidado. Além disso, em alguns casos, também fazemos uso de suplementação”, explica a profissional.

A vitamina D é essencial para a manutenção óssea de crianças e adultos

A vitamina D é essencial para a manutenção óssea de crianças e adultos

Após algumas visitas ao médico e a realização de alguns exames, Aline Cunha, 26 anos, descobriu que estava com níveis baixos de vitamina D no sangue. “Na época que fiz o exame, o sintoma que mais me incomodava era o cansaço”, conta. Após o diagnóstico, foram passados a ela dois tipos de tratamento. “Me receitaram a suplementação, além de ficar de 15 a 30 minutos no sol, três vezes por semana”, conta. Devido à rotina, Aline só conseguiu seguir a risca a reposição com manipulados, mas garante que os resultados foram positivos. “Percebo muita melhora na minha disposição. Mesmo quando fico cansada, não dá mais aquela moleza, parecendo que estou doente”, comemora.

Todo cuidado é pouco

Mesmo que o sol seja para todos, a dermatologia garante que precisa haver bom senso na recomendação de exposição solar. Segundo Gilvan Alves, dermatologista do grupo Aepit, em alguns casos, o melhor é optar pela alimentação e suplementação. “Mesmo que o sol ainda seja a principal e mais barata delas, existem outras fontes de vitamina D. Não é recomendado que pessoas muito brancas, de olhos claros, que tenham muitas pintas ou algum histórico de câncer de pele na família se exponham desta forma aos raios solares”, alerta. Principalmente pelo fato de que o melhor sol para a produção de vitamina D é também o mais cancerígeno, entre 10h e 15h.

Especialistas recomendam que atividades ao ar livre sejam incluídas nas opções de lazer

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Não faz parte do grupo de risco e não que tomar remédio? A dica do especialista é maneirar e fazer uma variação de partes do corpo. “As pessoas confundem tostar no sol com fazer manutenção de vitamina D. Para produzir a substância, não é necessário mais do que 5 a 10 minutos tomando sol em um espaço pequeno, do tamanho de uma folha A4. Uma perna, um braço, as costas… Fazendo isso dia sim, dia não e revezando as partes do corpo já se produz vitamina D suficiente para se manter saudável”, explica. Mas lembrem-se: após os 10 minutos, a exposição deve acontecer com proteção solar. “Não podemos esquecer também dos malefícios que os exageros podem causar. O melanoma é o câncer mais agressivo da espécie humana, devemos sempre estar atentos a isso”, finaliza Gilvan.

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