Meio Ambiente

Evento Planeta ODS discute o papel das nascentes, mangues e meio urbano na gestão da água

Mesa Água e Planeta destacou importância de levar em consideração a diversidade hídrica do país

Tags:
#ÁguaePlaneta #PlanetaODS #Pnud

Das cidades para o meio rural. Do meio rural para as cidades. Muito se discute sobre a gestão do recurso hídrico do Brasil, mas pouco se fala da diversidade de ambientes aquíferos que o país tem. A mesa Água e Planeta  –  que integrou as discussões do evento Planeta ODS, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)  ̶  trouxe para o debate a gestão da água  nos centros urbanos, mangues e nascentes.

As discussões giraram em torno de questões relativas à água potável e saneamento, defendendo a conservação dos ecossistemas e a água do nosso país. Ela faz parte dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Eles são um chamado universal para proteção do planeta, erradicação da pobreza  e para garantir que todas as pessoas tenham uma vida com paz e prosperidade.

Palestrantes defenderam a conservação dos ecossistemas e àgua dos nosso país.

Palestrantes defenderam a conservação dos ecossistemas e água dos nosso país

Para compor essa mesa, especialistas em meio urbano, cerrado e mangues foram convidados a fim de discutir problemas e soluções do atual cenário.

O rodízio de água tem sido uma estratégia  emergencial adotada em grandes centros. Em Brasília, por exemplo, foi criado um cronograma de distribuição de água por regiões.

No entanto, o professor de Gestão Urbana e Habitacional da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Alex Abiko, acredita que não é nas cidades que o problema da gestão hídrica vai ser solucionado. Apesar de ser fundamental a implantação de novos hábitos e a conscientização da população, é necessário analisar as questões estruturais do problema. “É preciso ter uma visão sistêmica da cidade e do meio rural. Levar em consideração todo o entorno, o meio rural, porque muitas vezes é de lá que vem a água que abastece a cidade e onde está mais de 80% da população brasileira”, explica o pesquisador.

A bióloga Adriana Leão, analista ambiental do Instituto Chico Mendes (ICMBio), alertou para a necessidade de se observar como a água é utilizada ao longo do curso dos rios. Dessa forma, é possível prevenir impactos em ecossistemas como os manguezais. “No Brasil o manguezal tem sofrido muito com a atividade antrópica, com perda de um quarto da sua área ao longo dos últimos  20 anos, principalmente pela expansão urbana e grandes empreendimentos que avançam sobre os manguezais.” Projetos de conservação são essenciais para a preservação da água e das espécies da região, completou Adriana.

Nessa relação entre meio ambiente e espaço urbano, os mangues têm destaque na gestão da água. O Brasil está em segundo lugar no ranking de países com maior área de manguezais, ficando atrás apenas da Indonésia. Os mangues são os responsáveis pela transição da água doce para a água salgada, além acolher, em algum momento do ciclo de vida, 90% das espécies marinhas. Eles são essenciais não só na reposição dos estoques de biodiversidade de recursos naturais, mas também na qualidade dos recursos hídricos que chegam à cidade.

Isabel Figueredo destacou a importância do cerrado no abastecimento de àgua no Brasil

Isabel Figueredo destacou a importância do cerrado no abastecimento de àgua no Brasil

No debate, Isabel Figueiredo, coordenadora nacional do Programa de Pequenos Projetos Eco-sociais do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), falou sobre a invisibilidade do cerrado e de comunidades tradicionais. Ele é responsável por cerca da metade da produção de energia hidrelétrica do Brasil. O cerrado é o berço das águas, onde se concentra um grande número de nascentes que contribuem com 8 das 12 principais regiões hidrográficas do Brasil. É do cerrado que vai 90% da água que abastece a bacia hidrográfica do São Francisco.

“A gente vem trabalhando há 23 anos com projetos em comunidades, e como pequenas gotas que vão reverberando e tendo um eco da sua voz ao envolver cada vez mais pessoas. Mas a gente entende que o apoio a essas comunidades ainda é muito invisibilizado”, conta Isabel Figueiredo.

O debate deixou muitas reflexões. A conversa é só um passo. Para os convidados, não existem soluções fáceis para problemas complexos. Mas é possível a partir de um olhar integrador – pensando nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como uma unidade complementar.

O evento que sediou o debate, Planeta ODS, é resultado de parceria entre o Governo do Distrito Federal, a secretaria de Governo da Presidência da República, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Centro Rio+.

Durante os quatro dias de evento voluntários ajudaram na organização e cobertura do Planeta ODS. Tatyanna Mendonça (22) é formada em relações internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Para ela a experiência  tem tudo a ver com a formação da estudante e mais do que trabalho, ela serviu como crescimento pessoal e profissional. “É muito importante estar participando como voluntária de um projeto  tão especial. Eu me interesso muito pelo assunto. Então, estar aqui e pode participar do assunto de alguma forma, assistir as palestras e os debates, é uma oportunidade única.”

Para saber mais, acesse: http://www.br.undp.org/

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Cultura
O taxidermista César Leão em seu ambiente de trabalho Brasília conta com dois museus de taxidermia
Ciência e Tecnologia
Telescópio do Planetário de Brasília Descubra qual a possibilidade de um meteoro atingir a Terra
Esporte
IMG_4988 Distrito Federal pode ser representado no skate na próxima Olimpíada

Mais lidas