Entrevistas

“Todos me chamam de Garota do The Voice”. Letícia Alves conta sobre os bastidores do reality show

Entre ensaios e apresentações depois do programa, a cantora conversa sobre seu futuro

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O primeiro domingo de março marcou a vida de uma moradora de Águas Claras (DF). Letícia Alves deixava o The Voice Kids, da Rede Globo, em uma apresentação emocionante, cantando “Eu Amei Te Ver”, de Tiago Iorc, ao lado de suas concorrentes no programa, porém novas amigas na vida real, Izabela Góis e Rebeca Marques. Delas, apenas Rebeca continua na disputa.

A cantora-mirim apareceu pela primeira vez na telinha na estreia do programa, no dia 28 de janeiro, interpretando “I Want You Back”, canção famosa do grupo Jacksons Five. Agora, depois de se despedir do programa, a jovem, de apenas 11 anos de idade, conversa com o Portal de Jornalismo IESB e conta sobre os bastidores do reality show e sobre seus planos para o futuro.

Como foi participar da competição?

Essa foi a primeira vez em que eu subi em um palco. Foi uma experiência incrível. Não encaro como uma competição. É como eu sempre digo para quem me pergunta: o The Voice foi como um jogo, para mim. A gente faz o que ama fazer, com pessoas que também aprendemos a amar.

Até aquele domingo, ninguém te conhecia, e hoje você é famosa no Brasil inteiro. Como é lidar com o público?

Sinto que é um carinho e um conforto muito grande. Eram muitas pessoas me apoiando desde o início até o fim. Muitos, até, acharam que eu deveria ter ficado. Fico muito feliz pela Rebeca [participante que avançou], mas ainda mais feliz por ter tido apoio e conforto nos braços dos amigos e dos fãs.

O que, na sua opinião, te tirou do programa?

Acho que o tom, que estava muito baixo para a minha voz, acabou favorecendo a Rebeca em relação a mim e à Izabela, mas fazia parte do desafio. Fico com a sensação de dever cumprido. Lógico que eu queria ter ganhado, mas chegar aonde cheguei, e hoje ser reconhecida pelo meu talento, é algo que me deixa extremamente contente.

Sobre os bastidores do the Voice, como foi estar ao lado da Claudia Leitte, sua treinadora e jurada do programa?

Olha, foi maravilhoso. Se você pensa que ela é bonita na TV, de perto ela é ainda mais. Não só por fora, mas também por dentro. Ela sempre ajudou, tanto a mim quanto aos outros participantes do time. Ela foi uma mãezona para todos nós, independente da escolha dela.

O que te fez escolher a Cláudia Leitte? E como era o relacionamento com os outros jurados?

Se eu pudesse, teria escolhido os quatro. Aprenderia um pouco com cada um e acho que sairia ainda mais experiente. Só que a Claudia Leitte tem os mesmos estilos musicais que eu. O Carlinhos Brown, por outro lado, tem uma técnica incrível. Simone e Simária também têm um vozeirão. Era muito difícil escolher. Mas escolhi a Claudinha por ela ser mais compatível com minha preferência musical. Ela é uma dos minhas maiores ídolas.

Seu contato com ela era intenso?

Não era intenso em questão de tempo, mas sim de aprendizado. Tínhamos cerca de dez minutos de ensaio com ela, para ela apontar o que precisávamos melhorar. Mas em momento algum nos deixou faltar amparo; sempre tirou nossas dúvidas e se comportou como uma verdadeira ídola.

E o contato com os outros participantes era direto?

Sinto que todos éramos muito próximos, muito ligados uns aos outros. Sabe aquele sentimento de unidade, de amizade mesmo? Era o que vivenciávamos todas as vezes em que nos encontrávamos. Com eles eu não compartilhava só a música, mas também os sentimentos, as alegrias e a ansiedade. Estava todo mundo ali em busca de um sonho, então não nos víamos como adversários, e sim como amigos. Sempre rolavam algumas lives no Facebook ou no Instagram, e todo mundo participava. Era uma verdadeira festa. Até temos grupo oficial no nosso WhatsApp para nos mantermos ligados.

Mas fica a torcida pra alguém dos que ficaram?

Todos. Não consigo nem pensar nisso. Todos são talentosos, todos são legais. Minha torcida é para que todos ganhem!

E qual foi a sua melhor apresentação?

Acho que a das audições às cegas. Nessa última apresentação, como disse, o tom não me ajudou. Eu estava nervosa, e o meu nervosismo se camufla em notas mais agudas, pra mim é mais fácil cantar em tons altos. A música que eu escolhi para as cegas foi importante por isso.

Como era lidar com a rotina de viagens para as gravações?

A gente vivia indo e voltando. Só teve uma vez em que ficamos mais de três dias no Rio [onde aconteciam as gravações]. E era muito intenso. A gente chegava, gravava o que precisava gravar, e depois de liberados já voltávamos para casa. Era como se eu estivesse em viagem de trabalho.

A rotina de Letícia Alves envolve, além dos estudos, aulas de canto, dança e atuação

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Como é lidar com a fama na escola ou nas ruas?

Nos primeiros dias, quando apareci no programa, muitas pessoas passavam por mim e me reconheciam. Com o passar do tempo, e com outras crianças, o público foi se acalmando e distribuindo as preferências. Mas mesmo assim, já até tenho apelido na escola: “Garota do The Voice”.

Você lida naturalmente com esse novo olhar das pessoas pra você?

Eu tinha receio de acabar me afastando dos colegas e dos amigos por ter aparecido. Mas aconteceu justamente o contrário. Descobri um carinho enorme dos meus colegas, dos amigos e, principalmente, dos meus familiares. Sempre me apoiaram, desde o primeiro momento até a eliminação, e mesmo depois, hoje, com uma semana já de eliminação. Fico muito feliz que essa recepção tenha sido natural. Na escola, até bolsa eu recebi. Fui chamada para participar de eventos, cantar na escola no início do ano letivo. Fico muito feliz por isso.

Você pretende seguir carreira no mundo da música?

Pretendo. Estou procurando por novos projetos, em busca de me aperfeiçoar cada vez mais como artista. Não quero simplesmente cantar. Tenho vontade de aprender a atuar, a dançar, então acho que estou descobrindo portas que podem ser abertas. O céu é o limite para mim.

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