Educação

Educação, a ponte para a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade

Pessoas com deficiência têm sido cada vez mais inseridas no mercado de trabalho graças à educação

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#apae #deficienteintelectual #educação Associação dos Deficientes de Brasília

O direito das pessoas com deficiência à matrícula em classes comuns do ensino regular é amparado no artigo 205 da Constituição Federal, que prevê “a educação como direito de todos, dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. A Carta Magna também garante, no artigo 208, o direito ao atendimento educacional especializado.

Já o decreto 6.094, de 2007, que dispõe sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, prevê: “Garantir o acesso e permanência das pessoas com necessidades educacionais especiais nas classes comuns do ensino regular, fortalecendo a inclusão educacional nas escolas públicas”.

Em nota divulgada em março de 2018, a Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação, orienta os sistemas públicos e privados de ensino sobre a negativa de matrícula a estudantes com deficiência. De acordo com o documento, esses estudantes têm direito constitucional à educação.

Apesar de todo o marco legal, na prática, contudo, muitas instituições ainda recusam a matrícula desses alunos, ou não fornecem a estrutura necessária que requer a educação inclusiva. Por isso, é fundamental conhecer as leis e normativos que asseguram esse direto.

A discriminação também pode atingir a docência. Recentemente, a professora Débora Seabra, 36, foi alvo de comentários discriminatórios da desembargadora carioca Marília Castro Neves. Utilizando o Facebook, a magistrada questionou o que professores com Down podem ensinar.

Débora, que é a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, respondeu também pelas redes sociais. Em uma carta escrita à mão, ela disse que ensina muitas coisas às crianças: “A principal delas é que sejam educadas, tenham respeito com os outros, e aceitem as diferenças”.

A estudante Jovana Marinho da Costa divide seu tempo entre a Apae e o trabalho na Biblioteca da UnB

A estudante Jovana Marinho da Costa divide seu tempo entre a Apae e o trabalho na Biblioteca da UnB

De volta aos estudantes, Jovana Marinho da Costa, 21 anos, é portadora de deficiência intelectual parcial, mas sempre recebeu o incentivo da família para estudar. Concluiu o ensino médio na Escola Paulo Freire, na Asa Norte, e paralelamente fazia acompanhamento na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde permanece até hoje.

“Minha vida mudou depois que eu fui pra Apae, pois lá eu aprendi a fazer muitas coisas. Fiz um curso técnico de informática e há dois anos faço um trabalho de recuperação de livros e documentos na biblioteca da UnB. Além disso, na Apae aprendi a ter respeito com as pessoas”, relata Jovana.

Na Apae os estudantes são incentivados a desafiar os limites, é o caso de Daniel Felix Mendonça, 23 . “Eu tenho o sonho de ser contador de histórias, para crianças, adultos e quem mais quiser participar”, diz.

O futuro contador de histórias, Daniel Felix Mendonça, não perde um dia sequer das aulas na Apae

O futuro contador de histórias, Daniel Felix Mendonça, não perde um dia sequer das aulas na Apae

De acordo com a instrutora de oficinas de digitalização, Liriane Lira Rodrigues, 28, que trabalha na Apae há dois anos, o encantador de observar nos estudantes da entidade é a dedicação que essas pessoas têm pelas oportunidades que lhes são oferecidas.

“O que eu acho mais interessante de trabalhar na Apae, é a vontade que os meninos têm de querer crescer, de querer mostrar para esse mundão aí fora que eles não são só deficientes. Que eles também têm mentalidade e potencialidade de fazer qualquer coisa, como qualquer outra pessoa normal”, comenta Liriane.

O DF conta com quatro unidades da Apae, localizadas na Asa Norte, Sobradinho, Guará e Ceilândia, e hoje atende o público de aproximadamente 530 pessoas com algum tipo de deficiência.

Os voluntários são sempre bem-vindos, basta ter boa vontade para contribuir com o trabalho. Pode ser aula de artesanato, dança, canto, culinária, ou qualquer outra atividade que contribua para o desenvolvimento dessas pessoas.

Entre em contato:

Fones: (61) 3224-9922 e (61) 3223-8072

E-mail:  fenapaes@apaebrasil.org.br

Site: www.apae.org

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