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Moradores de Águas Claras reivindicam serviços públicos

População pede construção de implementação de escolas, delegacias e unidades de saúde, mas não é atendida pelo Governo do Distrito Federal

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    A área vertical de Águas Claras conta apenas com uma creche pública e um posto de vacinação

    A área vertical de Águas Claras conta apenas com uma creche pública e um posto de vacinação

    Moradores da área vertical da cidade de Águas Claras questionam a falta de serviços públicos na cidade. A região não tem escolas públicas, delegacias e Unidades Básicas de Saúde (UBS). E a cidade engloba também os setores do Areal, Arniqueiras e a Área de Desenvolvimento Econômico (ADE). Apesar disso, a área vertical, onde está a maioria dos edifícios e concentra a maior parte da população, conta apenas com uma creche pública, que atende 136 crianças em uma região com 8.178 meninos e meninas, segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). A Administração Regional de Águas Claras admite a demanda, mas revelou que por enquanto não há nenhum plano para atender a este apelo da população.

    Em Arniqueiras existe apenas uma escola pública, que atende alunos de 1° a 5° ano, com total de 1.965 estudantes. E em Areal há duas Unidades Básicas de Saúde, que atendem às famílias do Areal e Taguatinga Sul. Quem mora na área vertical tem de recorrer a Unidade Médica de referência, que fica na QNL 24, em Taguatinga Sul, a nove quilômetros de Águas Claras.

    O presidente de Amaac, Roman Dario, realiza reuniões semanalmente com os moradores para reivindicar serviços públicos

    O presidente de Amaac, Roman Dario, realiza reuniões semanalmente com os moradores para reivindicar serviços públicos

    Segundo o presidente da Associação dos Moradores de Águas Claras (Amaac), Roman Dario, a população questiona o motivo de não receber uma resposta do governo. “Nenhum órgão governamental dá um parecer da situação. Nós estamos lutando em favor disso”, diz ele.

    Ele ainda atenta para os boatos de que os moradores de Águas Claras têm resistência para implementação de serviços públicos. “Sim, tem alguns que não querem, mas 90% estão ao nosso favor”. Ele lembra que em 2016 a pesquisa feita pela Associação identificou que 96% dos moradores da área vertical eram favoráveis a construção de escolas e unidades de saúde. Apenas 4% era contra. 

    A moradora Fátima Nunes tem de se deslocar todos os dias para deixar seu filho na escola da Asa Sul

    A moradora Fátima Nunes tem de se deslocar todos os dias para deixar seu filho na escola da Asa Sul

    A comerciante Fátima Nunes, de 34 anos mora em Águas Claras desde 2011. Com um filho de 11 anos ela tem de se deslocar todos os dias para deixá-lo no Centro de Ensino Fundamental 2 da 107 Sul. Ela relata que a implementação de uma escola pública seria primordial. “Com certeza se tivesse uma escola pública aqui eu iria me sentir mais segura em deixar meu filho, e facilitaria minha vida”, explica. 

    Construir escolas ou unidades de saúde pública talvez seria um problema. Esta é a visão da moradora de Águas Claras e dona de casa, Mônica Gonçalves, de 51 anos. “Temos de ser realistas. Construir é fácil mas manter é difícil, pois o espaço físico não tem estrutura”, destaca.

    Águas Claras tem hoje 24 terrenos vazios reservados a Secretaria de Educação, e cinco voltados à saúde. Mas segundo a Secretaria de Saúde, a área vertical não possui equipamentos públicos para a construção de Unidades Básicas de Saúde, pois é preciso que se tenha uma estrutura pronta.

    O presidente da Amaac diz que se reúne semanalmente com o Conselho Comunitário de Segurança de Águas Claras (Conseg), para buscar soluções. Porém a reposta do Conselho é de que o governo não teria dinheiro para as construções de escolas e unidades de saúde pública.

    Em função disso a Administração Regional de Águas Claras disse que não há nenhum planejamento previsto. “Não temos nenhum projeto para ser construído, tanto na área de educação quanto na área de saúde, pois dependemos das Secretarias responsáveis”, explicou o assessor de gabinete, José Antônio da Silva. A Administração ainda informou que a cidade possui a maior concentração de escolas, creches e faculdades particulares de Brasília. E que está priorizando a acessibilidade, parques, calçadas e melhorando o transporte.

    A Secretaria de Educação não atendeu aos pedidos de entrevista.

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