Economia

Carona compartilhada é alternativa para diminuir gastos e melhorar o trânsito

Universitários usam Whatsapp para dividir custos com transporte e economizar até 75% ao dia

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#carona compartilhada #economia #solidária

Segundo dados do Detran de 2017, a frota de veículos em circulação no DF é de 1,6 milhão, ou seja, um automóvel para cada dois habitantes. O número praticamente dobrou nos últimos 10 anos. Como resultado, a população enfrenta longos engarrafamentos e acaba gastando mais dinheiro com gasolina para se deslocar de casa para o trabalho ou para a faculdade.

Pensando nisso, estudantes do Entorno que precisam ir até a área central de Brasília diariamente encontraram uma forma de economizar: a “carona compartilhada”. O sistema já era usado por aplicativos específicos para caronas, mas ganhou ainda mais facilidade com grupos do Whatsapp.

O grupo é composto por pessoas que vão para o mesmo lugar todos os dias ou estudam em universidades próximas. Basicamente, o funcionamento do grupo resume-se ao anúncio de quem quer dar carona e quem procura por carona. Os estudantes podem conversar e combinar preço, trajeto e ponto de embarque. “Além de gastar muito mais indo sozinha todos os dias para a faculdade, ainda ficava estressada porque tinha que dirigir todo dia. Agora, além de oferecer carona para outras pessoas, ainda podemos definir o motorista da vez. É ótimo”, conta a estudante Júlia Barbosa.

Economia depende do ponto de partida do passageiro.

Economia depende do ponto de partida do passageiro

Wellington Cruz, morador de Valparaíso (GO), conta que gastava cerca de R$ 40 por dia para abastecer o carro. Pegando carona com outra pessoa, passa a desembolsar apenas R$ 10. “Só vejo vantagens, o valor é dividido para todo mundo, não preciso procurar estacionamento e ainda posso usar esse dinheiro para outra necessidade.”

O condutor que compartilha uma viagem com quatro pessoas no carro consegue reduzir seus custos em até 75%. Já para o passageiro, a economia depende do destino, mas os estudantes garantem que a carona pode ser mais econômica que transporte público convencional. Se o motorista sai de Luziânia (GO), por exemplo, e divide os custos com mais quatro pessoas, a economia é de 67,5%, levando em consideração a alteração nos preços dos combustíveis. O infográfico ao lado mostra as variações de preço de algumas cidades do Entorno do DF.

A estudante Mirele Santos, moradora do Entorno do Distrito Federal, conta que, como não possui carro, tinha que pegar mais de um ônibus por dia para chegar à faculdade na Asa Sul. Com o grupo, agora combina a ida e a volta com segurança. “Às vezes a carona ainda é mais barata que o ônibus, é uma economia solidária mesmo. Todos se ajudam.”

Estudante Mirele Santos considera carona uma "economia solidária"

Estudante Mirele Santos considera carona uma “economia solidária”

O especialista em mobilidade urbana e professor da Universidade de Brasília (UnB) Willy Gonzales Taco explica que o crescimento desenfreado das pequenas cidades aliado à falta de infraestrutura aumenta os engarrafamentos e acidentes. Para ele, não existe uma solução imediata, mas a educação no trânsito mostra-se uma saída urgente. “É uma relação de mão dupla, por um lado tem o gestor, que implementa as políticas, e, por outro, a população, que tem que ser parte da solução de forma individual. As caronas compartilhadas são uma forma de amenizar o trânsito caótico que as grandes cidades possuem, já que, em teoria, diminuem o volume de carros nas ruas.”

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